segunda-feira, 31 de julho de 2017

Madrugada na praça


*Nem luminosa, nem iluminada
a fonte do desejo e dos segredos.
As aves noturnas, sobre os arvoredos,
em meio à solidão da madruga.

Num banco frio, uma mulher deitada,

fadiga dos cansados e dos medos.
Do bar, que era o "encontro dos aedos", 
restam restos mortais de sua de sua fachada.

Postes sonambulantes na calçada.

Perdido- vaga-lume, um quase nada,
a vida acende e apaga, por pirraça.


desejo de alguém que a mim se junte,

sequer da noite vejo um transeunte.
O que eu faço, sozinho, nesta praça?


* Relembrando e abraçando os poetas Edivaldo Perico Orlando Tejo Filho

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