O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) tem colecionado reveses em seu desejo de ser candidato ao Senado. Após ser impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral e recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, para tentar disputar o pleito...
O ex-governador Ricardo Coutinho (PT) tem colecionado reveses em seu desejo de ser candidato ao Senado. Após ser impugnado pelo Tribunal Regional Eleitoral e recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, para tentar disputar o pleito...

Saiu mais uma pesquisa Real Time/Big Data, encomendada pela TV Record e os números revelam que o governador João Azevedo (PSB) segue na dianteira, com 33% da intenção de votos.
João é seguido por três candidatos que estão empatados na margem de erro: Veneziano Vital do Rêgo (MDB), com 17%, Nilvan Ferreira (PL), com 15%, e Pedro Cunha Lima (PSDB), com 14%.
Major Fábio (PRTB) aparece com 2% e Adjany Simplicio (PSOL), com 1%. Antônio Nascimento (PSTU) e Adriano Trajano (PCO) não pontuaram. Brancos e nulos correspondem a 8%. A parcela dos que não souberam ou não quiseram responder foi de 10%.
Serviço – A pesquisa ouviu mil eleitores, entre os dias 16 e 17 de setembro, apresenta margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança é de 95%. O registro da pesquisa junto ao TSE é PB-04433/2022.

A ex-prefeita Márcia Lucena, do Conde PB, não teve sorte em sua tentativa de manter sua candidatura à deputação estadual. O ministro Benedito Gonçalves (Tribunal Superior Eleitoral) acaba de rejeitou um pedido de liminar de Márcia contra a impugnação de sua candidatura arbitrada pelo Tribunal Regional Eleitoral.
O TRE, como se sabe, não apenas indeferiu sua candidatura, como determinou a suspensão do repasse de recursos do chamado Fundão do PT, sob pena de multa de R$ 100 mil. O TSE, contudo, ainda não julgou o recurso ordinário também impetrado pelo ex-prefeita.
Em sua decisão, o ministro Benedito pontuou: “São inelegíveis, para qualquer cargo, os que tenham contra sua pessoa representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados, bem como para as que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes.”

A pesquisa Opus/Portal da Capital, divulgada neste domingo (dia 4), traz números que, com pequenas adaptações, conformam os dados de amostragem da Ipec, ressalvando sempre que são metodologias diferentes e, portanto, podem ter resultados levemente diversos.
Contudo, no mérito, as pesquisas trazem o governador João Azevedo (PSB) na dianteira, seguido pelo deputado Pedro Cunha Lima (PSDB). Na nova pesquisa, João tem 31%, enquanto na Ipec vinha com 32%. João vinha com 16% na Ipec, enquanto na Opus tem 18%. Esses números parecem indicar uma disputa de 2º turno entre os dois.
Demais candidatos – Pelo Ipec, o senador Veneziano Vital do Rego (MDB) tinha 14%, enquanto na Opus está com 16%. Nilvan Ferreira (PL), tinha 15% na Ipec, e tem 14% na Opus.
Pela Opus, Major Fábio (PRTB), Adriano Trajano (PCO), Adjany Simplício (PSOL) somam 1% cada. Antônio Nascimento (PSTU) não pontuou. Brancos e nulos somam 8%. Não sabem ou não quiseram responder somam 11% dos entrevistados.
Senado – Na disputa ao Senado, o ex-governador Ricardo Coutinho (PT), ora inelegível, lidera a corrida eleitoral com 24% das intenções de voto, seguido por Efraim Filho (União Brasil) com 22% das intenções.

Mais um capítulo na novela envolvendo Ricardo Coutinho, na tentativa de ser candidato ao Senado. Primeiro, foi decisão da ministra Rosa Weber (Supremo Tribunal Federal), em seguida a impugnação por parte do Ministério Público Eleitoral e, por fim, resolução do juiz José Ferreira Ramos (Tribunal Regional Eleitoral), para suspender o repasses de recursos do fundão para eventos de sua campanha.
Agora, a constatação de que o prazo dado pela Justiça Eleitoral para o ex-governador apresentar a sua certidão de elegibilidade junto à Corte encerrou nesse sábado (dia 20). E, até onde se pode apurar, o petista não entregou o documento. A impressão é que Ricardo Coutinho ainda tem esperanças que o STF possa conceder uma liminar, capaz de habilitar uma candidatura, ainda que sub júdice.
Pra entender – Ricardo Coutinho foi intimado pela Justiça Eleitoral, no último dia 17, para apresentar todas as certidões negativas de estar apto a disputar o pleito de outubro. Foram das 72 horas.
O maior problema de Ricardo Coutinho, dentre outros, é a condenação por abuso de poder nas eleições de 2014, quando foi reeleito. A decisão do Tribunal Superior eleitoral, em novembro 2020, tornou o ex-governador inelegível por oito anos.
Novo recurso – Na última sexta (dia 19), seus advogados ingressaram com um novo pedido no Tribunal Regional Eleitoral para permitir que ele continue fazendo campanha, até que haja uma decisão final.
O PSB nacional não perdoa os problemas que enfrentou com Ricardo Coutinho no partido. O presidente Carlos Siqueira anunciou, nesta terça (dia 2), que, se o ex-governador for homologado candidato a senador pelo PT, mesmo estando inelegível, o partido irá impugnar sua postulação junto à Justiça Eleitoral.
E avisou: “Todos sabemos que ele é inelegível, conforme decisão terminativa do Tribunal Superior Eleitoral. Ele não irá até o final nessa disputa e já está preparando, pelo que dizem, o seu sucessor, na hora que a candidatura dele, que nós vamos pedir a impugnação, for impugnada porque sabemos todos nós, sem dúvida nenhuma, que ele é inelegível.”
O presidente nacional do PSB disse que o partido irá trabalhar também pela eleição da pré-candidata Pollyanna Dutra: “Ela pode chegar por várias razões. Pela suas qualidades, pela sua capacidade, pelo seu talento e pelo bom tirocínio do povo paraibano. Mas também ela estará disputando com alguém que todos nós sabemos que é inelegível que é o senhor Ricardo Coutinho, né?