segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Receita de Lula para salvar Dilma

Ricardo Noblat

Está nas mãos da presidente Dilma Rousseff a chance de escapar da degola. Ou da hemorragia que a levará a se esvair até o último dia do seu mandato. Basta que concorde com tudo o que seu Lula mandar.
É assim que pensam os que rodeiam Lula, e ele. Mas que se apresse porque o tempo passa, a Lusitana roda e daqui a pouco nem mesmo Lula, o aspirante a milagreiro, conseguirá operar o milagre prometido.
Esqueçamos que, outro dia, Lula fez pesadas críticas a Dilma. Acusou-a, por exemplo, de ter mentido durante a última campanha eleitoral. Como se ele fizesse política sem mentir.
Acusou-a de fazer um governo de surdos, distante dos chamados movimentos sociais. E de estar, em resumo, no “volume morto”. Assim como o PT estaria abaixo do “volume morto”.
Não quis relembrar as críticas, mas relembrei. Era tentador! Asiante.
Lula ainda vê uma forma de, salvando Dilma – quem sabe? –, salvar o projeto de continuidade do PT no poder. Passaria por uma série de providências.
A primeira: uma reforma ministerial ampla, geral e irrestrita. Para reforçar a presença de partidos aliados no governo, mesmo que à custa do sacrifício do PT.
Sairia Aloizio Mercadante da chefia da Casa Civil da presidência da República. No lugar dele entraria Jaques Wagner, atual ministro da Defesa.
Sairia do Ministério da Justiça José Eduardo Cardoso, e entraria Michel Temer, vice-presidente da República.
Sairia da Secretaria-Geral da presidência da República Miguel Rosseto, e entraria Gilberto Carvalho, amigo de fé, irmão de Lula, camarada.
Sairia Pepe Vargas, ministro da Secretaria de Direitos Humanos do Brasil, para a entrada de qualquer outro.
Eliseu Padilha, ministro da Viação Civil, assumiria o ministério das Relações Institucionais.
O jornalista Franklin Martins substituiria Edinho Silva, ministro da Secretaria de Comunicação Social, ex-tesoureiro da campanha de Dilma no ano passado, e enrolado com a Operação Lava Jato.
Aproximação com o PSDB? Aproxime-se pra lá! O trunfo é pau, ô meu! Nada de demonstrar fraqueza.
Reduzir o número de ministérios? Nem pensar. A economia não significaria grande coisa.
Seria reaberta a temporada de loteamento de cargos no governo e de pagamento de obras construídas nos redutos eleitorais dos parlamentares. Velharia? Mas funciona, não duvide. 
Eduardo Cunha: venha para cá, meu velho!
Sinto muito, Dr. Levy, mas o senhor perderia o emprego porque virou o ministro símbolo da rendição do PT ao arrocho.
Entraria outro para manter a mesma política, entendendo, porém, que de nada servirá mantê-la se isso implicar na queda do governo.
Algum dinheiro irrigaria os cofres dos movimentos sociais. E, sem grandes custos, seriam feitos acenos demagógicos para o populacho.
Quanto a Lula...
Em caso extremo, observadas essas e outras condições inconfessáveis de público, ele iria para o sacrifício de assumir algum ministério.
O das Relações Exteriores, não. Ficaria obrigado a viajar muito por aí com a imprensa em seu encalço.
O ministério da Defesa? O lugar seria adequado, sim, para um ex-presidente da República. E o livraria das garras do juiz Sérgio Moro.
Quanto a Dilma...
É para dizer a verdade? Dilma continuaria desempenhando todos os papéis de representação que cabem a um presidente. Aumentaria sua agenda de viagens ao exterior e aos Estados.
Mas na prática deixaria que Lula, com a discrição possível, coordenasse o governo. Ou melhor: governasse.
É pegar ou largar! Se não pegar, olha o Temer aí, gente!
Charge (Foto: Antonio Lucena)
(Arte: Antonio Lucena)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O governo Dilma está com jeito de que chegou ao fim

Ricardo Noblat


O governo balança, balança, e pode não chegar ao fim do ano. Só ganhará uma sobrevida com a ajuda da oposição.
Em síntese, foi isso o que disse, sem disfarçar a apreensão, o vice-presidente da República e coordenador político do governo Michel Temer (PMDB-SP).
Depois de um dia de reuniões com representantes de todos os partidos que supostamente apoiam o governo, e ministros chamados às pressas por ele,
Temer procurou os jornalistas e ditou:
- A declaração que eu quero fazer é aos vários setores da sociedade. Particularmente aos partidos políticos, aos companheiros do Congresso. (...) Nós
estamos pleiteando exata e precisamente que todos se dediquem a resolver o problema do país. Não vamos ignorar que a situação é razoavelmente grave.
Não tenho dúvida de que é grave. É grave porque há uma crise política se ensaiando, há uma crise econômica que precisa ser ajustada. Faço este apelo.
- Vocês sabem que ao longo do tempo tivemos sucesso na articulação política. Mas hoje, quando se inaugura o segundo semestre, agrava-se uma possível
crise. Precisamos evitar isso. Em nome do Brasil, do empresariado, dos trabalhadores, é preciso que alguém possa, tenha capacidade de reunificar a todos,
de unir a todos, de fazer esse apelo. Tomo a liberdade de fazer esse pedido porque, caso contrário, poderemos entrar numa crise desagradável. É preciso
pensar no país acima dos partidos, acima do governo.
O que deu em Temer? Em Temer, não, no governo? Porque ele falou pelo governo. Teve o cuidado, antes de falar, de trocar ideias a respeito com a
presidente Dilma. Ela o autorizou a falar.
Deu que Temer jogou a toalha como coordenador político do governo. Deu-se conta que não funcionará a política de distribuir cargos e sinecuras em troca
de votos no Congresso.
É a única política que o governo imaginou dispor para manter unida sua base de sustentação. Base tão ampla era uma miragem. Sempre foi desde a
reabertura do Congresso em fevereiro último.
Esfarelou-se. E por uma razão que costuma explicar o abandono de governos por aliados de ocasião: a impopularidade dos governos. Políticos e partidos
são sensíveis ao ronco das ruas.
A aprovação do governo só faz cair. Era de 7,7% na mais recente pesquisa CNI/MDA. Números frescos à disposição do governo mostram que o
percentual de aprovação caiu mais.
Pesquisa aplicada na semana passada apenas na capital paulista pelo Instituto Paraná de Pesquisas registrou que a desaprovação do governo Dilma bateu na
casa dos 90%.
Dito de outra maneira: 9 de cada 10 paulistanos rejeitam Dilma.
A declaração feita por Temer ganhou cores de desespero quando ele disse a certa altura:
- (...) é preciso que alguém possa, tenha capacidade de reunificar a todos, de unir a todos, de fazer esse apelo.
Que alguém é esse?
Num regime presidencialista, esse alguém só poderia ser o presidente da República. Mas porque a presidente deixou para Temer a tarefa de fazer o apelo?
Porque não tem mais condições de fazê-lo. Perdeu a credibilidade. Perdeu a confiança dos seus governados. Perdeu a autoridade política. Não se arrisca a
falar à Nação com medo de ser hostilizada.
Se seu apego ao poder não fosse demasiado, pediria as contas.
Talvez seja cruel afirmar que Temer, ao dizer o que disse e da maneira como disse, ofereceu-se para ocupar um espaço que está vago. Mas foi isso o que
aconteceu, mesmo contra sua vontade.
O vice-presidente no exercício improvisado e ocasional da presidência foi secundado no seu apelo pelos dois ministros mais importantes do governo –
Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Joaquim Levy, da Fazenda. Sintomático.
Pela primeira vez, Levy arquivou seu discurso geralmente cuidadoso para dizer que é grave a crise fiscal que o país atravessa. Alertou para o risco do ajuste
não dar certo.
Mercadante admitiu que o governo errou – sem apontar quando e como. Seria pedir demais a ele, convenhamos.
Para espanto da oposição, elogiou-a. E por fim disse que somente um acordo suprapartidário será capaz de salvar o país do pior.
Lula, Dilma e o PT sempre trataram a oposição com desprezo. Há 12 anos que a espezinham. Agora pedem arrego. De fato, é isso que pedem.
A resposta dos partidos a Temer, Levy e Mercadante começou a ser dada pouco antes da meia noite de ontem mesmo.
PDT e PTB, que juntos têm 44 deputados federais e dois ministros de Estado, anunciaram seu rompimento com o governo.
E a Câmara dos Deputados estava pronta para aprovar novos projetos que poderão comprometer de vez o ajuste fiscal.
Dilma Rousseff (Foto: Divulgação)
Dilma Rousseff (Foto: Divulgação)

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Kadu Almeida faz Especial de “Wesley Safadão” no Lappa Bar

O cantor de sertanejo Kadu Almeida é uma das atrações desta sexta-feira (7), no Especial Wesley Safadão, que acontece no Lappa Bar. A noite terá muito sertanejo e vários sucessos que se consagraram na voz da atração nacional, que se apresenta em Manaus no dia 15 de agosto, no Sambódromo.
Kadu Almeida. Foto: Divulgação

Com 11 anos de carreira musical, o artista realiza vários shows e com apenas 25 anos, possui uma agenda concorrida de apresentações nas melhores casas noturnas de Manaus.
O músico promete não deixar ninguém parado com os hits do momento. No seu repertório estão, entre outras, “Eu vou pagar pra ver”, “Veja só no que deu”, “Sou ciumento mesmo”, “Camarote” e muitos outros.

O Lappa Bar fica na rua Rio Mar, Vieiralves. Mais informações: 98218-1599.

Collor recebeu R$ 26 milhões de propina em 5 anos, diz Janot

BEATRIZ BULLA E TALITA FERNANDES - O ESTADO DE S. PAULO

Procurador afirma que os carros de luxo apreendidos na Casa da Dinda são possivelmente produtos de crime e não devem ser devolvidos

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que os carros de luxo do senador Fernando Collor (PTB-AL), apreendidos na Operação Lava Jato, não sejam devolvidos ao parlamentar. No documento, o procurador-geral narra que os veículos são possivelmente produto de crime e que as investigações apontam que Collor recebeu R$ 26 milhões em propina, entre os anos de 2010 e 2014, através de um “sofisticado esquema de lavagem de dinheiro”.  

Entre 2011 e 2013, o senador teria recebido cerca de R$ 800 mil em depósitos “fracionados”, o que levantou suspeita do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O relatório das investigações enviado ao STF menciona ainda pagamentos de altos valores em dinheiro vivo feitos ao parlamentar, como depósito de R$ 249 mil feito pela TV Gazeta da Alagoas, da qual o senador é sócio. 

Senador Fernando Collor (PTB-AL)
Senador Fernando Collor (PTB-AL)
Além da TV, outras duas empresas do senador aparecem nas investigações da PGR: a Água Branca Participações e a Gazeta de Alagoas. Há depósitos feitos em nome de uma empresa em favor de outra, com operação realizada por um assessor de Collor no Senado desde 2007, conforme a investigação.  A suspeita dos investigadores é de que a Água Branca é uma empresa de fachada, por não ter empregados, sede e nem participação em outras empresas. “Mas estranhamente tem a propriedade de três carros de luxo”, escreve o procurador-geral ao STF. 

Os investigadores relatam transferências para pagamento de um dos veículos feitas por empresa que já recebeu mais de R$ 900 mil, no mesmo ano da aquisição do carro, de negócios vinculados ao doleiro Alberto Youssef, delator da Lava Jato. 
Janot sustenta que a maior parte dos veículos – Lamborghini, Ferrari, Bentley e Land Rover – estão registrados em nome da empresa Água Branca Participações. Já o Porsche está em nome da GM Comércio de Combustíveis. Para o procurador-geral, as empresas que deveriam solicitar a devolução e não Collor, a menos que fosse apresentada uma justificativa que apontasse o motivo de o senador se considerar proprietário dos automóveis. Além disso, o procurador-geral afirma que não cabe restituição de produto de crime, pedindo que o STF negue a solicitação do senador.
A compra da Lamborghini, explica Janot, foi feita com entrega de um veículo no valor de R$ 400 mil, mais financiamento de R$ 1,6 milhão, além de pagamento de parcelas em dinheiro no total de R$ 1,2 milhão. Na peça encaminhada ao STF, Janot revela que o financiamento da Lamborghini está “inadimplente”, provavelmente em razão do “fim do fluxo de propina” pela deflagração da Lava Jato. 
Em todo o documento, o procurador-geral aponta indícios de que os veículos foram usados para lavagem de dinheiro. O caso será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF. Devido ao horário, a assessoria de Collor não foi localizada pela reportagem.








terça-feira, 4 de agosto de 2015

Justiça britânica condena família de Maluf a devolver US$ 23 milhões aos cofres públicos de São PauloP

Motante foi desviado de obras públicas durante a gestão do ex-prefeito no governo paulistano


O ex-governador Paulo Maluf  (Foto: Marcos Alves / O Globo)O ex-governador Paulo Maluf (Foto: Marcos Alves / O Globo)
O Globo, com TV Globo
A Justiça britânica condenou nesta segunda-feira a família do ex-prefeito Paulo Maluf a devolver cerca de US$ 23 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões) aos cofres públicos municipais de São Paulo. O montante faz parte do dinheiro depositado na Ilha de Jersey nas contas das empresas offshores Durant International Corporation e Kildare Finance Limited, ambas sob controle da família de Maluf.
Segundo promotores do Ministério Público (MP) de São Paulo, o dinheiro foi desviado de obras públicas durante a gestão de Maluf à frente do governo municipal entre 1993-1996. A sentença é definitiva, segundo disse o promotor Silvio Marques, que chefiou a investigação aqui no Brasil, à reportagem da TV Globo.
A família do ex-prefeito já havia sido condenada, em 2012, a devolver US$ 33 milhões à prefeitura paulistana pela Justiça da ilha britânica, mas recorreu da sentença. Do montante, US$ 10 milhões já haviam sido devolvidos pela família do deputado federal entre 2012 e 2013.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A SUICIDA

 Por José MARCELINO RIBEIRO

O local repleto de pessoas, quando momentaneamente surgiu uma mulher embriagada, zanzando na via pública. Ora se lançava à frente de carros, ora os chutava. Nesse ínterim, o aglomerado de gente recrudescia, e como uma vedete, tentava arrancar do grande público, risos. Cláudia cada vez mais se exasperava para não pôr fim a vida. Descontraidamente, um grupo de jogadores de brilharito resolveu participar daquela sena grotesca.
_ Ah!  minha filha, tu queres morrer? Vens que te jogo de encontro a um ônibus, comentava um rapaz descontraído.
_ Ela lá quer morrer. Se o quisesse, o primeiro carro que passasse se jogaria terminantemente sob os pneus do couraçado, logo, logo, partiria dessa pra melhor, arrotava outro transeunte, que na hora espera um táxi.
Valha-me Deus!, essa mulher, realmente quer perder a vida aquilo de mais precioso temos, falava enfurecido um dos jogadores de bilhar.
_ Taca-lhe a mão na cara, estar precisando é de muita porrada, gritou outro parceiro , pálido com o desenrolar da cena , naquele instante.
Entre gritaria de socorram a mulher, risos e pedidos para que chamassem a polícia, chega o marido da que tentava dar cabo à vida.
_ Não quero mais saber de ti, dizia Cláudia, aos berros cada vez mais histéricos.
_ Vamos pra casa cuidar dos nossos filhos, implorava João. Cláudia, no entanto, não queria acordo. Só mesmo morrer lhe interessava naquela hora, desencantada com a vida que desfrutava, desgarrou-se das mãos do seu companheiro, como quem dá um impulso de um trampolim para mergulhar em uma piscina.
Numa ação quase imperceptível, João deu-lhe uma gravata, logo em seguida, meteu-lhe os cinco dedos no foucinho. Ah! Não prestou. Ela esperneou, xingou a mãe de todos que estavam ao redor. Foi um carnaval fora de época.
_ Escuta aqui, ó sua... respeite. Estás pensando o quê? Acho bom, calar-te, antes que me aborreça, reagiu o moço que espreitava o fato.
_ Vai-te embora, Cláudia, dizia “ pequeno”, dono do bar onde ocorria o incidente. Deixas de aperrear o nosso recinto. Queres nos precipitar. Vais cuidar dos teus filhos. Ela, porém, não fazia acordo nem com o homem que supostamente amava, imagine as pessoas que rogavam para que parasse com aquele espetáculo.
_ Lá  vêm os “homes”, Cláudia, diziam alguns, pra ver se a coisa se acalmava e nada. Ah, não prestou. Foi nego correndo pra todo lado. A sirena da polícia aberta,  como numa operação de guerra os policiais, de supetão, jogaram-na dentro do camburão, como se fosse um saco de mercadoria qualquer. E a partir daquele momento, Cláudia, certamente veria o “sol quadrado”. Feita a operação, a viatura saiu em velocidade que até hoje não se sabe o itinerário tomado.
A verdade é que, numa fração de segundo não se notou a presença de uma pessoa, sequer, no local. Talvez com medo de prestar depoimento na delegacia, onde Cláudia, possivelmente ficou detida, pois todos fugiram com a rapidez de uma estrela cadente, com receio, sem dúvida, de serem inquiridos a prestar esclarecimentos aos que a detiveram.


José MARCELINO RIBEIRO é graduado em Comunicação Social  (jornalista) e autor de Um Bacurau No Poder.

A Justiça terá coragem de mandar prender Eduardo Cunha?

Ricardo Noblat

Com frequência, pessoas são presas sob o entendimento da Justiça de que poderiam destruir ou adulterar provas que as incriminem.
Se existirem provas ou indícios veementes de que Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, pediu ou recebeu propinas, o mais aconselhável seria prendê-lo.
Para evitar o risco de que provas ou indícios contra eles sejam destruídos. E testemunhas intimidadas.
A advogada Beatriz Catta Preta, que negociou a delação premiada de nove de 25 presos da Operação Lava Jato, anunciou que desistiu da profissão diante de ameaças que recebeu.
O foco das ameaças: a CPI da Petrobras, controlada por Eduardo. Por mais que negue ele controla, sim a CPI. Ou pelo menos a maioria dos seus membros.
O empresário Júlio Camargo, ex-cliente da advogada, acusou o presidente da Câmara de ter recebido US$ 5 milhões de propina no escândalo da Petrobras.
Por que Camargo mentiria? Por que um delator mentiria? Para perder o direito de pegar uma pena mínima? Não faz sentido.
Antes, Eduardo fora acusado pelo doleiro Alberto Youssef de usar uma deputada sua aliada para constranger empresas que se recusaram a dar dinheiro para o PMDB. A aliada, de fato, tentou constranger.
Youssef disse também que estava sendo ameaçado por um deputado “pau-mandado” de Eduardo e membro da CPI da Petrobras.
O deputado Celso Pansera, do PMDB do Rio, pediu à CPI a quebra de sigilos da mulher e das filhas de Youssef. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou.
A defesa do empresário Camargo afirma que Eduardo está “agindo com a lógica da gangue”.
Terá o STF coragem para mandar prender Eduardo se for o caso?
A conferir.
Atualização das 13h20 - A Constituição só permite a prisão de parlamentar depois de condenado em definitivo. Ou se flagrado cometendo crime inafiançável. Uma pena!
Cartão vermelho Eduardo Cunha (Foto: Arte: Antonio Lucena)
(Foto: Arte: Antonio Lucena)