quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Roda de Samba do “Pagode do Coronel” acontece nesta sexta


AGENDA CULTURAL

Uma ótima opção de diversão na noite desta sexta-feira (16), a partir das 21h, é a roda de samba do Pagode do Coronel. Com entrada gratuita para as mulheres até às 23h, o evento conta com a participação do grupo Samba Autêntico e Wilsinho de Cima e banda.
Pagode do Coronel (foto divulgação)
Os ingressos custam R$15 e durante as apresentações dos grupos haverá sorteios de brindes. A roda de samba do Pagode do Coronel acontece todas as sextas e está localizada na Avenida Japurá, 676, Centro. Maiores informações podem ser obtidas através do telefone 99165-3111. 

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Ex-procurador de Justiça do RJ, Cláudio Lopes recebeu R$ 7,2 milhões em propinas, segundo o MP


Em quatro anos, o ex-procurador de Justiça do Rio de Janeiro Cláudio Lopes, de 55 anos, recebeu R$ 7,2 milhões em propinas, de acordo com investigações do Ministério Público Estadual, em troca de favores para o governo de Sérgio Cabral. O ex-procurador foi preso na quinta-feira (8) por determinação do Tribunal de Justiça do RJ.
Segundo as investigações, os pagamentos de propina a Cláudio Lopes teriam começado ainda durante a campanha para o Ministério Público Estadual, com um aporte de R$ 300 mil. Em nota, a defesa de Lopes afirmou que "irá tomar as medidas judiciais cabíveis".
Segundo depoimento de Carlos Miranda, responsável por fazer repasses de propina à quadrilha do ex-governador Sérgio Cabral, o pedido para dar dinheiro a Cláudio Lopes foi do ex-secretário de Governo do RJ, Wilson Carlos, que atendeu pedido do então governador.
"A cooptação de Cláudio Lopes para o 'esquema' se deu a partir de um convite de Wilson Carlos, que ofereceu a Cláudio Lopes uma ajuda para a campanha, sendo esta prontamente aceita; que Carlos Miranda comentou com o depoente que Wilson Carlos 'deu um chute' e se surpreendeu com a pronta aceitação da ajuda para a campanha, que acabou se prolongando por todo o período dos mandatos", explicou Sérgio Castro Oliveira, o Serjão, em depoimento na Justiça.
Serjão era destacado no esquema do ex-governador Cabral, segundo o MPF, para entregar propina a deputados estaduais e autoridades do estado. Serjão levava o dinheiro até os palácios Guanabara ou Laranjeiras e entregava a Wilson Carlos, que repassava a mesada a Lopes, que sempre ia buscá-la. As visitas ao Laranjeiras, residência oficial do governador, não duravam mais do que 15 minutos.
Após ser escolhido pelo governador, Cláudio Lopes passou a receber, a partir de março de 2009, mensalmente, R$ 150 mil. Os pagamentos eram feitos sempre até o dia 5 de cada mês.
Assim foi, de acordo com depoimentos de Carlos Miranda e de Sérgio de Castro, o Serjão, até dezembro de 2012, quando deixou o cargo máximo no MPRJ.
No período, os repasses totalizaram R$ 6,9 milhões. Cláudio Lopes é acusado de prática de corrupção, fraude a licitações, cartel e lavagem de dinheiro.
Os pagamentos eram feitos em maços de R$ 10 mil, distribuídos em notas de R$ 100 ou de R$ 50 no interior de envelopes pardos ou azuis.
"Cooptar o chefe do Ministério Público estadual, seria, como de fato foi, extremamente oportuna a eleição e posterior nomeação de um procurador-geral de Justiça que estivesse alinhado aos escusos interesses da malta", escreveu o procurador-geral em exercício, Ricardo Ribeiro Martins, na denúncia.
Em troca pela propina, neste período, Lopes passou a "vazar" informações de investigações feitas pelo MP contra a gestão Cabral ou contra secretarias. Essa prática era feita:
·        * Constrangendo promotores;
·        * Requisitando procedimentos;
·        * Atrasando investigações.

Pela primeira vez, um ex-procurador-geral do Rio é preso por corrupção

Para justificar diante da categoria suas atitudes, segundo as investigações, Cláudio Lopes pedia aos promotores que não deflagrassem operações alegando que atrapalhariam eventos políticos como votações de orçamento do MP ou eleição para o governador.
Os temas de interesse do então procurador-geral eram investigações na área de Saúde ou na Refinaria de Manguinhos - mesmo que nestes casos não houvesse pessoas com foro, o que daria a ele atribuição nestes procedimentos.
Um dos eventos que chamou atenção da categoria foi quando Cláudio Lopes levou para casa, mesmo afastado do cargo para concorrer à reeleição, trechos de uma investigação dos promotores da Coordenadoria de Combate à Sonegação Fiscal do MPRJ. Por dois meses, a partir de 7 de outubro de 2010, os autos estiveram em sua residência no Recreio, zona oeste do Rio.
Os autos só foram devolvidos por Lopes em dezembro daquele ano após a intervenção do decano do MPRJ, o procurador Carlos Navega, que faleceu em outubro de 2017.

Vazamento levou à destruição de provas

A cooptação de Cláudio Lopes ao grupo de Cabral chegou a tal ponto, segundo as invetigações, que ele marcava reuniões de advogados de investigados com os promotores que eram surpreendidos com a situação.
Lopes também é acusado "vazar" informações a Sérgio Côrtes antes de uma operação de busca e apreensão na casa de responsáveis pela secretaria de Saúde do RJ. O então secretário Côrtes avisou ao seu sub, Cesar Romero Vianna Júnior, que ao saber da operação destruiu documentos da secretaria que poderiam incriminá-lo.
Em depoimento, o próprio Cesar Romero admitiu os benefícios que teve com o vazamento. Teria lhe permitido “eliminar, através de um picotador, documentos que pudessem auxiliar o Ministério Público na sua atividade", disse.
Os documentos destruídos foram extratos de conta no exterior, relação de valores e processos de licitação.
"Ao se associar à quadrilha comandada por Sérgio Cabral, o denunciado Cláudio Lopes submeteu o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro ao maior revés de sua rica história, expondo a instituição ao vexame, traindo a confiança dos membros que o colocaram no topo da lista tríplice encaminhada ao governador e submetendo o interesse institucional e da sociedade à troca de nefastas vantagens econômicas pessoais", escreveu o procurador em exercício Ricardo Ribeiro Martins.

Fonte: G1

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Alegria contagia a roda de samba da Timboca neste domingo


AGENDA CULTURAL

A roda de samba da Timboca, o point dos bambas na Aparecida, localizada na Rua Alexandre Amorim, 201, bairro de Aparecida,realiza mais uma edição neste domingo (12), a partir das 17h os músicos do Yury Santos (Grupo Cacildis), Carlos Endryl (Pagode dos Amigos) e ainda o grupo Samba da Timboca.
Yury Santos (foto divulgação)
De acordo com Ricardo Mattos, um dos organizadores do evento, a festa será bastante animada. “O evento foi preparado com muito carinho para quem curte samba de raiz e quer desfrutar de muita alegria. Os músicos prometem não deixar ninguém parado”, destacou.
Os ingressos custam R$10 preço único. Para quem gosta de economizar basta chegar até às 18h30. A entrada é liberada para todos. Maiores informações: 99128-8274.

“No Caminho Eu Te Conto” recebe os grupos Pagode a Bessa e VKS


AGENDA CULTURAL

Quem não dispensa um bom samba e quer se divertir muito no domingão, já sabe que tem um encontro na Roda de Samba “No Caminho Eu Te Conto”. Neste domingo (11), a partir das 18h, o grupo Pagode a Bessa, fará uma participação pra lá de especial junto com o grupo Vem K Sambar (VKS). A casa está localizada na localizada na Avenida Castelo Branco, 373, Cachoerinha. 
Pagode a Bessa (foto divulgação)
Acostumado animar o público com um repertório bem dançante, os músicos do VKS selecionaram canções como ‘Tia Anastácia’, “Ponto Fraco”, “Nada pra fazer” e “Som do tambor”. Além dos hits ‘Menina danada’ e “Sabor do nosso beijo”, composições de autoria do grupo.
Durante o intervalo das apresentações, a DJ Rafaeli Militão assume o comando da pick up. Mulher não paga entrada durante todo o evento. Os ingressos para os homens custam R$ 5. Informações podem ser obtidas pelo telefone: 98407-1407. 

Samba e pagode agitam a “Meia Noite Acaba” neste sábado


AGENDA CULTURAL

Neste sábado (10), a partir das 19h, a roda de samba “Meia Noite Acaba” recebe os grupos Estrelas, NTDS e os gêmeos mais famosos do pagode, Vavá e Márcio (ex-integrantes do Karametade). Durante os intervalos, o DJ Luan Guedes assume o comando da pick up.
Roda de Samba Meia Noite Acaba (foto divulgação)
A roda de samba “Meia Noite Acaba” está localizada Avenida Nilton Lins 3855, Parque das Laranjeiras, em frente ao Posto Shell. Os ingressos custam R$20, mas a entrada é liberada para homens e mulheres até às 20h. Maiores informações podem ser obtidas através do telefone 98409-6575.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

“Especial Ferrugem e Dilsinho” com Samba de Quintal no Varanda´s


O Varanda's Rio Negro apresenta nesta sexta (9), a partir das 21h, uma noite muito especial para os apreciadores de um bom samba e pagode. O grupo Samba de Quintal traz seu show o “Especial Ferrugem e Dilsinho” que já emplacaram diversos sucessos pelo Brasil. Os cantores são um dos mais requisitados do momento, levando multidões por onde passam. Quem também irá participar da festa é o cantor Prata Filho.
Samba de Quintal (foto divulgação)
Entre os sucessos do Ferrugem e Dilsinho que estarão presentes no repertório do show, não podem faltar as canções: “Paciência”, "Eu juro", "Você e eu", "O som do tambor", "Pirata e Tesouro"  e "Minha namorada". Além de “Olha o que o amor me faz”, "Maluca Pirada", “Já Que Você Não Me Quer Mais”, “Refém” e “Trovão”.

Serviço:
Especial Ferrugem e Dilsinho

Dia: 9 de novembro, a partir das 21h
Onde: Varanda's Rio Negro, Rua Padre Agostinho, 955, São Raimundo
Valor: R$10, preço único. Entrada liberada até às 22h (Homens e Mulheres)
Ingressos e informações: 98466-6950

Bolsonaro avaliará alternativa para reformar Previdência que não exija mudar Constituição


Em busca de votos suficientes para aprovar ainda neste ano mudanças nas regras de aposentadoria – a fim de conter a escalada do rombo previdenciário –, o presidente eleito Jair Bolsonaro deve receber de parlamentares nesta quinta-feira (8) propostas de mudanças de normas que não alterem a Constituição.
Nessa hipótese, a alteração da idade mínima e de regras para os servidores públicos (equiparando-os ao setor privado), que o governo do presidente Michel Temer buscou aprovar no Congresso Nacional, ficariam de fora das mudanças.
O texto foi aprovado em uma comissão especial na Câmara, mas não chegou a ser analisado no plenário por falta de apoio. As estimativas são de que essa reforma resultaria em uma economia, em relação às regras previdenciárias atualmente vigentes, de R$ 500 bilhões a R$ 600 bilhões em dez anos.
"Temos que ver aquela [proposta] que passa na Câmara e no Senado. Amanhã [esta quinta-feira], vamos receber alguns parlamentares com propostas de dar um passo na reforma da Previdência sem ser proposta de emenda à Constituição", declarou Bolsonaro nesta quarta.
Mudanças de regras previdenciárias sem mexer na Constituição poderiam se concentrar em outros pontos, como aumento da contribuição previdenciária de servidores públicos, atualmente em 11%.
O governo do presidente Michel Temer tentou elevar essa contribuição para 14% por meio de medida provisória, que acabou barrada por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF).
Também poderia propor o fim da chamada regra 85/95 para os trabalhadores privados urbanos, e o retorno ao formato anterior do chamado "fator previdenciário" – que reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos (no caso de homens) ou 60 (de mulheres).
De acordo com o consultor legislativo do Senado Federal Pedro Fernando Nery, essas mudanças, porém, tendem a ter um impacto menor do que a proposta que já passou pela comissão especial.
"É até possível ter o mesmo impacto endurecendo alguns parâmetros, mas não parece viável", declarou.
"O pior no Brasil são justamente os benefícios dos mais ricos que estão na Constituição. Você pode elevar a idade mínima do BPC [Benefício de Prestação Continuada] do miserável para 70 anos por uma MP [Medida Provisória], mas precisa de PEC [proposta de emenda constitucional] para mudar o cálculo da aposentadoria privilegiada do servidor", afirmou.
Para fazer uma reforma da previdência mais profunda, por meio de mudança na Constituição, são necessários os votos de ao menos 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação na Câmara dos Deputados, antes de seguir ao Senado.
Já as mudanças que não alterem a Constituição, que estão sendo avaliadas pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, exigem somente maioria simples dos votos, desde que estejam presentes pelo menos 257 deputados.
"Gostaríamos que saísse alguma coisa [ainda neste ano] e não é o que nós queremos ou o que a equipe econômica quer. É aquilo que a gente pode aprovar na Câmara e no Senado", afirmou Bolsonaro nesta semana.
O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a votação da atual versão da reforma, aprovada na comissão especial em maio deste ano, mas também disse que, se houver possibilidade de derrota, Bolsonaro não apoiaria a votação.
Possibilidades de alteração
Veja os pontos que podem ser alterados em relação à Previdência sem necessidade de alteração na Constituição:
Tempo de contribuição - Atualmente, o tempo mínimo de contribuição para quem opta por se aposentar por idade é de 15 anos. O governo poderia elevar esse tempo mínimo para 25 anos.
Fórmula de cálculo do benefício - O valor da aposentadoria hoje é calculado com base em 100% das maiores contribuições. Esse ponto pode ser modificado para ficar como o governo defendia: o trabalhador poderia ter de contribuir por um tempo maior para receber 100% do benefício.
Fim da fórmula 85/95 e retorno do fator previdenciário - Hoje, está em vigor a fórmula 85/95 (soma de tempo de contribuição e idade para mulheres e homens, respectivamente), que permite o recebimento do benefício integral. Se essa fórmula for extinta, os contribuintes ficarão sujeitos ao chamado fator previdenciário, que reduz o valor da aposentadoria para quem se aposenta jovem. O fator previdenciário é o mecanismo que diminui o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos (nos casos de homens) ou 60 anos (mulheres). A fórmula, criada em 1999, se baseia na idade do trabalhador, tempo de contribuição à Previdência Social, expectativa de sobrevida do segurado e um multiplicador de 0,31.
Pensão por morte - Atualmente a pensão por morte é integral, independentemente do número de dependentes. Esse benefício poderia ser reduzido para um percentual do benefício. O atual governo, por exemplo, defendia a redução do benefício para 50%, com adicional de 10% por dependente, no limite de 100%.
Aposentadoria por invalidez - Hoje a aposentadoria por invalidez é integral. Essa regra poderia ser alterada para que passe a ser proporcional.
Benefício de Prestação Continuada (BPC) - Poderia ser alterada a idade mínima para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que é pago a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda com mais de 65 anos. O benefício é no valor de um salário mínimo.
Aposentadorias especiais de servidores - Um dos poucos pontos em relação aos servidores que poderia ser modificado sem a necessidade de uma PEC é a regulamentação das aposentadorias especiais. Esse tipo de aposentadoria, com idade mínima menor, por exemplo, é concedida a algumas categorias nas seguintes situações: quando o trabalhador exercer atividade de risco ou estiver exposto a abientes que prejudiquem a saúde ou a integridade física. O benefício também é concedido quando a pessoa tem alguma deficiência física. Hoje, apenas as aposentadorias especiais de policiais estão regulamentadas. No entanto, teria que ser aprovado um projeto de lei complementar, que exige pelo menos 257 votos favoráveis.

Desequilíbrio da Previdência Social

A Previdência Social é considerada por analistas a principal fonte de desequilíbrio das contas públicas, que apresentaram déficits superiores a R$ 100 bilhões nos últimos anos.
No ano passado, o déficit previdenciário somou cerca de R$ 270 bilhões. As despesas previdenciárias representaram cerca de 57% de todos os gastos primários do governo.
Informações do Banco Mundial (Bird) e da OCDE mostram que o Brasil é o país com população jovem que mais gasta com Previdência.


Fonte: G1