quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Senado aprova fim de doações de empresas para campanhas políticas

Projeto que propõe mudanças na reforma política agora retorna à Câmara. Oposição critica mudança em redação; OAB comemorou alteração

Maria Lima, O Globo

Uma reviravolta comandada por senadores do PT e da base aliada levou o Senado a aprovar nesta quarta-feira o fim das doações de empresas para campanhas políticas. O substitutivo do Senado modificou o Projeto de Lei da Câmara (PLC) aprovado pelos deputados federais. Com a alteração, o PLC retoma a Câmara, onde poderá ser acatado ou ainda retomar ao formato original.
O projeto enviado pela Câmara previa a doação de empresas exclusivamente para partidos, com o limite de R$ 20 milhões por corporação. Inicialmente, o plenário do Senado aprovou o substitutivo do relator Romero Jucá (PMDB-RR), que previa a doação empresarial para partidos até o limite de R$ 10 milhões. Para doação de pessoa física, o limite seria de 10% dos rendimentos recebidos no ano anterior à eleição.
No entanto, o substitutivo caiu com a aprovação de uma subemenda construída por Jucá, a partir de uma emenda autoria da senadora Vanessa Grazziottin (PcdoB-AM), que veda completamente as doações empresariais; e outra emenda permitindo apenas doações de pessoas físicas até o limite dos ganhos tributáveis do ano anterior.

Sessão do Senado (Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo)


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Ele não aprendeu nada

O mesmo STF que um dia deu a Collor a chance de se recuperar aos olhos da História está pronto para condená-lo desta vez

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Ricardo Noblat
O que o impeachment ensinou ao ex-presidente Fernando Collor?
No que tem a ver com moral e bons costumes, aparentemente nada.
O primeiro presidente eleito pelo voto popular depois de 21 anos de ditadura militar foi deposto no final de 1992 sob a acusação de ter roubado e deixado que roubassem.
Absolvido, anos mais tarde, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), recuperou os direitos políticos e se elegeu senador por seu Estado, Alagoas.
Agora, vê o cerco se fechar em torno de si outra vez mediante a suspeita de que recebeu 26 milhões de reais desviados de negócios com a Petrobras.
Os emblemas mais poderosos do novo surto de riqueza dele são os três carros importados apreendidos em sua casa, em Brasília. A saber: uma Ferrari, um Porsche e um Lamborghini.
O mesmo STF que um dia deu a Collor a chance de se recuperar aos olhos da História está pronto para condená-lo desta vez.
Lamborghini Aventador, avaliada em R$ 3,8 milhões, apreendida na casa do ex-presidente Fernando Collor (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Feijão Mix acontece neste domingo com muito samba e cerveja gelada

Neste domingo (30), a partir das 12h, a Cachaçaria do Rancho, em frente ao Aeroclube, acontece a “Feijão Mix” que embala o público presente ao som de muito samba, pagode, sertanejo e forró ao vivo. O comando da roda de samba fica por conta da banda Samba.com. 
Edu Guedes é uma das atrações do evento
Regado a muito samba e cerveja gelada, o evento também terá a apresentação de Edu Guedes e Feras do Forró.Nos intervalos, o Dj Marcos Batman comanda a festa e os jogos do Campeonato Brasileiro serão transmitidos durante a apresentação das bandas.

SERVIÇO
Feijão Mix
Quando: Domingo (30), a partir das 12h
Onde: Cachaçaria do Rancho, em frente ao Aeroclube
Quanto: R$ 20
Informações: 99103-9230


PT perde um quinto dos prefeitos em São Paulo


Segundo dirigente, políticos deixaram o partido por causa do desgaste de imagem e baixo atendimento a emendas
PT (Foto: Arquivo Google)
Sérgio Roxo e Tatiana Farah, O Globo(Foto: Arquivo Google)
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O PT perdeu neste ano aproximadamente 20% dos prefeitos que elegeu em 2012 em São Paulo e ainda estavam, até o início deste ano, no partido. De acordo com o presidente do Diretório Estadual, Emídio de Souza, 13 ou 14 dos 68 prefeitos já se desfiliaram formalmente ou comunicaram ao partido a decisão de sair.
A expectativa é que outros nomes anunciem a saída até o começo do outubro, prazo para mudança de legenda para os que pretendem disputar a eleição do próximo ano.
Segundo Emídio, os prefeitos do interior deixaram a legenda por "insatisfação com o que consideram mau atendimento das emendas" e pelo "desgaste da imagem do PT" nos últimos meses, que teria levado ao medo de perder a eleição do ano que vem.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Doméstica apontada como laranja diz que não recebeu R$ 1,6 milhão de campanha de Dilma

Ministro do TSE pediu para MP investigar se empresa prestou realmente os serviços


Doméstica apontada como laranja  (Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)Doméstica apontada como laranja (Foto: Marcos Alves / Agência O Globo)
Tiago Dantas, O Globo
A dona da empresa que recebeu R$ 1,6 milhão da campanha de Dilma Rousseff no ano passado disse nesta quarta-feira que não viu todo esse dinheiro e que só ficou com cerca de R$ 2 mil por mês para montar cavaletes de madeira da então candidata e de outros políticos. Ângela Maria do Nascimento, de 60 anos, vive de aluguel na periferia de Sorocaba, no interior de São Paulo, e faz bicos para completar a renda. O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu para o Ministério Público de São Paulo investigar se a empresa prestou realmente os serviços para os quais foi contratada.
Ângela trabalha há mais de 20 anos para a família de Juliana Cecília Dini Morello. Junto com o marido, Juliana é dona da empresa Embalac Indústria e Comércio Ltda., que recebeu cerca de R$ 330 mil de políticos no ano passado para fazer material de campanha. Ângela disse que a patroa recomendou que ela abrisse uma empresa para também trabalhar na campanha e aumentar seus rendimentos. O TSE suspeita que Juliana fez isso, na verdade, para dividir clientes com a empresa que seria criada por Ângela e, assim, pagar menos impostos.
As duas empresas declararam o mesmo endereço à Junta Comercial. Ângela disse que seu trabalho era grampear banners de plástico com fotos de candidatos em cavaletes de madeira e que o serviço era feito no galpão da Embalac, onde também trabalhavam dezenas de outras pessoas. A meta diária girava entre 2 mil e 4 mil cavaletes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

TRIBUTO AO AMIGO SANTANA


Nego "vei"
sempre me tratavas
quando ia a tua casa
com bastante fidalguia.

A morte agourenta, porém,
fazendo o que lhe convém
tirou-te o dia a dia;

de maneira prematura.
mas o teu ideal, postura,
permanecem com a gente.