quinta-feira, 11 de setembro de 2014


Vanísia Nery Do G1 AC

Menina de 11 anos violentada pelo padrasto dá à luz no Acre

Menina está recebendo atendimento psicológico e social.
Bebê nasceu com 2,3 kg após uma cesariana.

Menina de 10 anos está no sétimo mês de gestação (Foto: Genival Moura/ G1)
A garota de apenas 11 anos, abusada sexualmente pelo padrasto, deu à luz uma menina, no último dia 3 de setembro, em Cruzeiro do Sul (AC). O bebê nasceu com 2,3 kg após uma cesariana.
Mãe e filha estão sob os cuidados da tia da pré-adolescente. O Conselho Tutelar da cidade também acompanha o caso de perto.
“Graças a Deus está tudo bem. Não faltou nada para ela. Está sendo dada toda assistência”, garantiu a tia, que prefere não se identificar.
De acordo com a conselheira tutelar, Régia Santana, o caso chegou ao conhecimento do órgão em maio e desde então todas as providências foram tomadas. Ela explica que a denúncia foi feita na Delegacia Especializada no Atendimento da Mulher e da Criança (Deam) e a menina encaminhada para Serviço de Atendimento ao Vitimizado (SAV), que funciona na Maternidade de Cruzeiro do Sul. Lá, ela vem recebendo assistência médica, social e psicológica.
O padrasto que engravidou a enteada está preso na penitenciária Manoel Néri, em Cruzeiro do Sul. Na tarde de terça-feira (9) o Conselho Tutelar entrou em contato com a assistência social do presídio para providenciar o registro do bebê. O padrasto da menina reconheceu a paternidade e o registro da criança está sendo providenciado pelo cartório, por mediação do Conselho Tutelar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Morre o presidente do Santander, Emilio Botín


Ele começou a dirigir o banco em 1986.
Santander irá designar novo presidente nesta quarta (10).

Da EFE
O presidente-executivo do Santander no mundo, Emilio Botin (Foto: Fernando Banos / AFP)



O presidente do Grupo Santander, Emilio Botín, morreu na noite desta terça-feira (9), aos 79 anos, comunicou a entidade financeira à Comissão Nacional do Bolsa de Valores (CNMV) nesta quarta (10).
Em comunicado, o Santander indicou que a comissão de nomeações e retribuições e o conselho de administração se reunirão para designar ao novo presidente do Banco.
Nascido em 1 de outubro de 1934 em Santander, Botín foi herdeiro da tradição financeira de sua família, já que seu avô e seu pai também foram presidentes do Banco Santander, e começou a dirigir a entidade bancária em 1986, e foi um dos responsáveis pela sua expansão internacional.
Formado em Direito e Economia pela Universidade de Deusto, Emilio Botín ingressou aos 24 anos no Banco Santander, onde ocupou os postos de representante dos serviços centrais e de subdiretor-general.
Conselheiro do Banco Santander desde 1960, quatro anos depois foi nomeado diretor-geral e em 1971 foi eleito segundo vice-presidente do conselho de administração da entidade financeira.
Membro da Comissão Executiva do Banco Santander desde 1964, foi designado executivo-chefe em 1977.
Em 19 de novembro de 1986 foi nomeado presidente do Banco Santander e se tornou em um dos poucos gerentes financeiros que além de assumir a presidência da entidade, era seu principal executivo e máximo acionista.
Sua gestão se caracterizou pela estratégia de conquista do mercado internacional e por um processo de fusões e aquisições nacionais para conseguir a liderança entre os bancos espanhóis.
Emilio Botín era casado com Paloma O'Shea Artiñano e tinha seis filhos. Uma delas, Ana Patricia, dirige a filial britânica do Grupo Santander, Santander UK.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

CPI da Petrobras pede cópia de depoimento de ex-diretor da estatal

Eduardo Bresciani e Vinicius Sassine

O presidente da CPI Mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), pediu à Justiça Federal do Paraná e ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso a todos os documentos de desdobramentos da Operação Lava-Jato da Polícia Federal. Entre estes documentos está a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa que mencionou diversos políticos como beneficiário do esquema.
Os ofícios encaminhados por Vital visam acelerar o acesso ao depoimento. Ele aproveitou requerimentos anteriores aprovados pela comissão que pediam acesso a toda a investigação da PF e seus desdobramentos. O compartilhamento já foi concedido anteriormente pelo STF e pela justiça paranaense.


Senador Vital do Rêgo

Assédio sexual: o alto custo de ser mulher em um ônibus

El País

Contatos físicos, olhares penetrantes, insinuações ou gestos ousados e a sensação de impotência diante dos perpetradores. Essas experiências são cotidianas para milhões de mulheres que utilizam o transporte público na América Latina, onde o problema do assédio sexual adquiriu proporções descomunais afetando, em alguns casos, mais da metade das usuárias de ônibus ou metrô.
“Eu estava no trem em Buenos Aires quando senti que alguém se aproveitava de mim – nos horários de pico há pouca distância entre uma pessoa e outra –, afastei-me imediatamente. Não tive coragem de dizer a essa pessoa que estava passando dos limites. Fiquei envergonhada e desci do vagão”, disse Victoria, 30 anos, na capital argentina.

Plataforma de uma estação de metrô em São Paulo

Marina: não há 'dois pesos e duas medidas' em escândalo

Sérgio Roxo e Julianna Granjeia,

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, disse que não usa "dois pesos e duas medidas" ao tratar do suposto envolvimento do PT e do ex-governador Eduardo Campos no escândalo da estatal. Ao "Jornal da Record", ela afirmou que a "Petrobras, que era uma empresa respeitada e valorizada, no atual governo está quatro vezes mais endividada e tem o seu patrimônio equivalente a apenas a metade".
Na avaliação de Marina, há uma "escândalo que está comprovado no caso da compra da (refinaria) Pasadena (nos Estados Unidos)". "Na Petrobras, esse não é um único escândalo. Uma empresa que era eficiente e hoje está numa situação de completa insolvência em função da incompetência", disse.


Marina Silva em entrevista à Record -

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mar de lama ameaça a Petrobras, por Ricardo Noblat


Comentário

A exemplo de Lula no caso do mensalão em 2005, quando Dilma dirá que foi traída e pedirá desculpas aos brasileiros pelo escândalo do mar de lama que entope os dutos da Petrobras, ameaçando tragar a maior empresa do continente?

No mínimo, é o que se espera dela, ex-ministra das Minas e Energia, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e presidente da República em final de mandato.
Digamos que Dilma compete com Lula para ver quem foi mais feito de bobo por seus subordinados.

A auxiliar de mais largo prestígio nos oito anos de Lula no poder, a presidente eleita sem jamais ter sido, sequer, síndica de prédio, Dilma foi surpreendida, assim como o seu mentor, pelo escândalo do mensalão – o pagamento de propina a deputados federais para que votassem conforme a vontade do governo.

Foi surpreendida de novo quando chefiou a Casa Civil da presidência da República e ficou sabendo que um dos seus funcionários confeccionara um dossiê sobre o uso de cartões corporativos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, dona Ruth.
Dilma pediu desculpas ao casal. O autor do dossiê conseguiu manter-se na órbita do serviço público.

Outra vez, Dilma foi surpreendida pela suspeita de malfeitos praticados por Erenice Guerra, seu braço direito na Casa Civil e, mais tarde, sucessora no comando do ministério.

Na ocasião, Dilma estava em campanha pela vaga de Lula. Para evitar danos à sua candidatura, Erenice pediu demissão. Dali a dois anos, a Justiça a inocentou por falta de provas de que roubara e deixara roubar.

Quase ao término do seu primeiro ano de governo, batizada por assessores de “a faxineira ética”, Dilma degolou seis ministros de Estado. Pesaram contra eles acusações de corrupção publicadas pela imprensa.

De lá para cá, ministérios e cargos públicos foram entregues por Dilma aos ex-ministros degolados ou a grupos políticos ligados a eles. A “faxineira ética” baixou à sepultura.
Por ora, Dilma está atônita e se recusa a falar sobre o mais novo escândalo que bate à sua porta.

Paulo Roberto Costa, chamado de Paulinho por Lula, preso em março último pela Polícia Federal como um dos cérebros da quadrilha acusada de roubar a Petrobras, começou a contar o que sabe – ou o que diz saber. Em troca, quer o perdão judicial para não ter que amargar até 50 anos de cadeia.

Dilma sabe muito bem quem é Paulinho, nomeado por Lula em 2004 para a diretoria de Abastecimento da Petrobras. Saiu dali só em 2012.
No período, compartilharam decisões, algumas delas, responsáveis por prejuízos bilionários causados à Petrobras.

Dilma mandou diretamente na empresa enquanto foi ministra das Minas e Energia e chefe da Casa Civil. Manda, hoje, via o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia.

Lobão foi citado por Paulinho como um dos políticos integrantes da mais nova e “sofisticada organização criminosa” da praça, juntamente com mais seis senadores, 25 deputados federais e três ex-governadores.

A organização superfaturava licitações da Petrobras e desviava dinheiro para um caixa que financiava campanhas de políticos da base de apoio ao governo. Por suposto, nem Lula nem Dilma sabiam disso.

O que é mais notável: entra campanha e sai campanha da Era PT, e os adversários do governo são acusados por Lula e Dilma de se valerem da Petrobras como arma política.
Pois bem, debaixo do nariz deles, camaradas deles usaram a Petrobras como arma para enriquecer. 

Dilma e Lula - Foto Michel Filho /Agência O Globo

A encruzilhada da mudança, por Fernando Henrique Cardoso

Não é a primeira vez que o Brasil se vê desafiado pelas encruzilhadas da História. Os eleitores escolherão caminhos de mudança, uns mais bem pavimentados, outros potencialmente acidentados. Manter as coisas como estão não é boa alternativa, como já está claro para a maioria.

Não é segredo para ninguém que a candidata Dilma Rousseff, independentemente das boas intenções que tenha – e as tem – embarcou num desvio que está custando caro a ela e ao país. A partir da crise de 2008, ainda no governo Lula, como ministra toda-poderosa, Dilma (e Mantega, ou sei lá quais outros ideólogos) definiram uma “nova matriz econômica” para o Brasil.
Acontece que a nova matriz era velha e não produziu o feitiço esperado. Repetiu-seu erro de pensar que misturando ingredientes (gasto público solto, política monetária leniente, crédito público a mil, isenções fiscais aqui e acolá, microgerenciamento das decisões empresariais, etc) e agitando o caldeirão da política econômica, o governo asseguraria o milagre do crescimento contínuo e a felicidade geral do povo.
As preocupações contrárias foram consideradas fórmulas velhas, “ortodoxas”, monetaristas, submissas ao FMI, propensas a fazer o ajuste fiscal à custa do povo.
Os resultados estão à vista e em mau momento: o das eleições. O PIB não cresce, antes se contrai e a inflação roça o teto da meta e só não o ultrapassa porque há preços artificialmente represados pelo governo; a indústria diminui de tamanho e perde competitividade e os investimentos despencam junto com a conf