terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ministro reconhece momento 'delicadíssimo' na campanha de Dilma

Gilberto Carvalho diz que 'estava muito difícil andar com o broche ou a bandeira da Dilma' em São Paulo
Letícia Lins, O Globo

Em visita a Pernambuco, para uma ofensiva contra a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República, o ministro-chefe da Secretaria da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reconheceu que a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff vive um momento "delicadíssimo", e conclamou a militância a ir às ruas para reverter o resultado do primeiro turno.
"Atravessamos um momento delicadíssimo da nossa campanha. Plantou-se um ódio enorme em relação a nós. Eu não sei o que foi aquilo. Em São Paulo, estava muito difícil andar com o broche ou a bandeira da Dilma. Em Brasília, a cidade estava amarela, sem vermelho. O ódio tem sido construído com a gente sendo chamado de ladrão. Com frequência, a gente vem sendo chamado com desprezo. Estamos sendo chamados de um grupo de petralhas que assaltaram o governo", disse o ministro.
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Gilberto Carvalho se reúne com 43 movimentos sociais no Recife (Foto: Hans von Manteuffel / O Globo)

Gilberto Carvalho se reúne com 43 movimentos sociais no Recife (Imagem: Hans von Manteuffel / O Globo)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Lula está de saco cheio. Eu, também!

Dilma convidou Paulo Roberto para o casamento de sua filha. Não sabia que ele era ladrão?

Ricardo Noblat

Cuidado! Nada de acreditar no que disseram à Polícia Federal e à Justiça Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, e Alberto Youssef, doleiro, sobre o esquema de desvio de R$ 10 bilhões da empresa para beneficiar políticos em geral e alguns partidos em particular – PT, PMDB e PP.
Os dois podem estar mentindo.
Quando comprovada de fato, a verdade deverá ser muito pior. Duvida?
Gaba-se a presidente Dilma Rousseff – e Lula também - da liberdade com que atua a Polícia Federal.
Sempre que se descobre um novo escândalo envolvendo o PT e seus aliados mais fiéis, Dilma corre a exaltar as virtudes republicanas do seu governo e dá a entender que a Polícia Federal só procede assim porque ela deixa. Como se a Polícia Federal fosse um órgão de governo e não de Estado.
Aqui cabem pelo menos duas perguntas.
Se é marca da Era PT o empenho dos governos em colaborar nas investigações de malfeitos por que há sete meses a Polícia Federal tenta ouvir Lula em um processo sobre restos do mensalão e simplesmente não consegue?
Lula está para ser interrogado na condição de eventual testemunha – jamais de réu. Como ex-presidente, escolherá hora e local para depor. Não o faz.
A segunda pergunta: se Dilma repele com veemência a insinuação de que possa não se interessar pelo combate à roubalheira por que então barra qualquer iniciativa das duas CPIs da Petrobras de apurar o que se passou na empresa nos últimos 12 anos?
Só a Polícia Federal pode ser livre? “Eu sou a favor de, doa a quem doer, as pessoas têm que responder pelo que fazem, seja de que partido for”, prega Dilma. Não convence.
Arrisco-me a ser impiedoso com a presidente por entender que o jornalismo não cobra piedade de quem o exerce, mas senso de justiça.
Dilma posa de incorruptível, e deve ser. Nada se conhece que indique o contrário. Quanto a ser conivente com a corrupção...
Ela o é, assim como a maioria dos governantes por toda parte.
Paulo Roberto roubou desde que foi nomeado por Lula diretor da Petrobras. Lula ignorava o que Paulo Roberto fazia por lá a serviço do PP?
O que fazia meia dúzia de diretores nomeados também por ele a pedido do PP, PT e PMDB?
Dois anos antes de se eleger presidente, Dilma convidou Paulo Roberto para o casamento de sua filha. Não sabia que ele era ladrão?
Demitiu-o “a pedido” em 2012. Paulo Roberto deixou a Petrobras cercado de elogios. Dilma desconhecia seu prontuário?
Ora, faça-me o favor!
Na semana passada, Dilma cogitou demitir Sérgio Machado, um economista cearense que há mais de 10 anos preside a Transpetro, subsidiária da Petrobras. Paulo Roberto contou à Justiça que recebeu de Sérgio R$ 500 mil em espécie.
O padrinho de Sérgio é Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, citado por Paulo 
Roberto como envolvido com a corrupção na Petrobras. Além de cogitar, o que mais fez Dilma?
De volta de um comício em Maceió, onde ao lado do senador Fernando Collor segurou no microfone para que discursasse Renan Filho, governador de Alagoas, Dilma esbarrou na oposição de Renan, o pai, à demissão de Sérgio. E deixou de cogitá-la.
Para demitir Sérgio seria preciso que Dilma conseguisse o afastamento de João Vaccari Neto do cargo de tesoureiro do PT, argumentou Renan. Vaccari é outro emporcalhado pela lama da Petrobras.
 

Lula disse que está de “saco cheio” com denúncias de corrupção contra o PT feitas às vésperas de eleições.
Eu também estou.
E você? 
O ex-presidente Lula, um pouco exaltado  (Foto: Michel Filho / Agência O Globo)

O ex-presidente Lula, um pouco exaltado (Imagem: Michel Filho / Agência O Globo)

Mais de 70 motoristas são multados por desrespeitar faixa azul em Manaus


Linha de demarcação indica que corredor é exclusivo para ônibus.
Infração é considerada grave e gera multa de R$ 127 e 5 pontos na CNH.

Do G1 AM
Corredor exclusivo para ônibus está sendo separado com linha azul (Foto: Divulgação/Semcom-Manaus)

Corredor exclusivo para ônibus está sendo separado com linha azul (Foto: Divulgação/Semcom-Manaus)

Fiscais do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Transito (Manaustrans),  autuaram mais de 70 motoristas por circularem indevidamente na faixa azul no primeiro semestre deste ano, em Manaus. Segundo balanço divulgado pelo órgão, as multas foram emitidas contra condutores e motoristas que transitaram indevidamente sobre a faixa exclusiva para ônibus.

A faixa, na Avenida Constantino Nery, começou a ser fiscalizada em janeiro deste ano. Ao todo, 79 condutores foram autuados.

De acordo com o Manaustrans, a implantação da linha azul compreende o primeiro trecho do corredor do BRS (Bus Rapid System). A linha de demarcação se estende por seis quilômetros, ao longo da via, nos dois sentidos e indica que o corredor é exclusivo para ônibus.
Segundo o Manaustrans, um período de adaptação foi dado aos condutores, e, neste momento, motoristas devem transitar de forma correta para evitar ser multado. Após a implementação da linha azul, o instituto orientou a população quanto à utilização da sinalização.
O condutor que for flagrado transitando indevidamente pela faixa azul, de acordo com o artigo 184 do Código de Trânsito Brasileiro, está sujeito à notificação. De acordo com o Código, "transitar na faixa regulamentada de circulação à esquerda exclusiva para  determinado veículo, e é infração grave, 5 pontos da carteira e multa R$ 127,69".
Além das linhas de ônibus listadas, apenas ambulâncias, viaturas policiais, dos bombeiros e da fiscalização do trânsito, em serviço, poderão circular em qualquer dia e horário na pista do BRS.

domingo, 12 de outubro de 2014

Corrupção na Petrobras joga sombras sobre o PT e estremece a campanha


Suspeitos de liderar o esquema dizem que o Governo loteou a maior empresa brasileira.
Afonso Benites, El País

O quebra-cabeça das fraudes na Petrobras ainda está sendo montado pela polícia. Mas a mácula que fica no PT pode ser tão grande quanto a do mensalão, que resultou na prisão de vários dirigentes e empresários ligados diretamente ao partido. Desde que vazaram para a imprensa fragmentos dos depoimentos de dois suspeitos de desviar mais de 10 bilhões de reais da petroleira, as campanhas de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) já se preparam para retomar a batalha no horário eleitoral.
Mais uma vez os tucanos divulgam peças publicitárias sobre a dificuldade do governo petista em combater os desvios de recursos e de conduta. Por outro lado, o PT, que teme perder a eleição, já retomou os discursos e as propagandas dizendo que é o governo que mais combate as irregularidades.


Dilma Rousseff  (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)
Dilma Rousseff (Imagem: Ueslei Marcelino / Reuters)

Para crescer no Nordeste, Aécio investe em Pernambuco


Ele teve agenda intensa no Estado. Recebeu apoio da família de Eduardo Campos e afirmou: será lembrado como 'o melhor presidente para o Nordeste'.
Talita Fernandes

De olho nos mais de 2,3 milhões de votos que Marina Silva conquistou em Pernambuco, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, cumpriu ontem uma intensa agenda de campanha no Estado, terra natal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 13 de agosto.
O tucano começou o dia em um encontro com representantes dos movimentos sociais, onde leu e apresentou uma carta de compromissos ligados à área social e a mudanças na estrutura política do país – ações que estavam entre os pontos apresentados por Marina como condicionantes para declaração de apoio a ele no segundo turno. Aécio recebeu ainda uma carta aberta de apoio da viúva de Campos, Renata.
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Aécio Neves é recebido por Renata Campos, viúva de Eduardo (Foto: Estadão)

Aécio Neves é recebido por Renata Campos, viúva de Eduardo (Imagem: Estadão)
 

sábado, 11 de outubro de 2014

As rugas dos meus sonhos

Essas rugas que trago no meu rosto
e o cansaço em meus olhos saudosistas,
não afetam os sonhos memoristas
nem refletem razões de algum desgosto.

São marcas indeléveis do entreposto
do tempo, em contratempos alcovistas,
envolto em vultos de terminais conquistas,
que se foram nas sombras do sol-posto.

Em nada me afetam de meu rosto as rugas,
nem meu ilhar perdido em mansas fugas,
a idade em meus sonhos não influi.

Se nas horas dos dias de crescer
eu sonhava com o que queria ser,
hoje eu sonho em ter sido o que não fui.

RONALDO CUNHA LIMA, poeta, escritor e ex-governador da Paraíba


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Diretora do FMI diz que Brasil está ficando para trás

Christine Lagarde, diretora do FMI (Foto: Andrew Harrer / Bloomberg) 




Fundo credita ‘forte desaceleração’ do Brasil este ano a fragilidades e deficiências próprias e não ao cenário externo.
Flávia Barbosa, O Globo
 
Com a “forte desaceleração” experimentada em 2014, o Brasil integra o grupo das economias que “estão ficando para trás”, segundo a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. O desempenho não pode ser atribuído a um padrão comum dos mercados emergentes ou ao cenário externo isoladamente, sugeriu ela, pois todos os grupos de países apresentam atualmente casos de sucesso e de fracasso, diante do mesmo panorama mundial.
Ou seja: são fragilidades e deficiências próprias as raízes dos problemas de quem perdeu fôlego ao longo de 2014, como o Brasil. "O que notamos claramente, na análise que fazemos, é cada vez mais especificidade de cada país. Não é mais como se um grupo de países, economias avançadas ou mercados emergentes, esteja se recuperando e o outro esteja ficando para trás. Dentro de cada grupo, alguns países estão à frente e outros estão ficando para atrás", explicou Lagarde.