sexta-feira, 3 de junho de 2016

Amor Colorido

Genézio Mendes

Esse amor mais que perfeito,
lindo como manga-rosa,
gostoso como confeito,
feliz como mar de rosa

Esse amor de verso e prosa,
com afeição e candura,
gosto de gente mimosa, 
com expressão de ternura.

Esse amor que é mistura 
do néctar, do mel da flor,
da natureza mais pura,

da coloração da cor,
amor cheio de secura,
amor que ama outro amor.

Genézio Mendes, é poeta paraibano, de Serraria e autor do Amor em Três Tempos

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Câmara aprova reajustes para PGR, Executivo, Legislativo e Judiciário

Primeiro projeto analisado concede aumento de até 41,47% a Judiciário.
De acordo com projetos, impacto é de mais de R$ 50 bilhões em 4 anos.

Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília



A Câmara aprovou na noite desta quarta-feira (1°) 14 projetos de reajustes salariais para servidores dos poderes Executivo, Legislativo, Judiciário e para a Procuradoria-Geral da República, além de militares. As propostas seguem agora para análise do Senado.
A aprovação é resultado de um acordo entre a base governista e a oposição, pelo qual os deputados começaram a votar um pacote de 15 projetos de reajuste para o funcionalismo público federal. O acordo teve o aval do Palácio do Planalto, segundo informou o colunista Gerson Camarotti. Um dos projetos, de aumento para defensores públicos, deverá ser analisado só na próxima semana.
Só para servidores do Judiciário, o reajuste vai variar entre 16,5% e 41,47%. Ministros do Supremo Tribunal Federal terão aumento de 16,38%, com o salário passando dos atuais R$ 33.763 para R$ 39.293,38. (leia mais detalhes abaixo).


A soma de todos os reajustes previstos nos 15 projetos pode gerar impacto de mais de R$ 50 bilhões em quatro anos nas contas públicas.
A votação dos aumentos se dá em um momento em que o governo prevê um rombo de cerca R$ 170 bilhões nas contas públicas para este ano.
Embora apoiem medidas de ajuste fiscal para reverter esse déficit, deputados governistas defenderam, no plenário da Câmara, a aprovação dos aumentos aos servidores.

Todos os projetos de reajuste foram apresentados no ano passado, após negociações entre as categorias e a equipe econômica da presidente afastada, Dilma Rousseff. Na sessão da Câmara desta quarta-feira, o deputado André Moura (PSC-SE), líder do governo de Michel Temer, defendeu as correções salariais, sob o argumento de que os aumentos estão previstos no Orçamento de 2016. Deputados petistas também se posicionaram a favor das propostas.
O primeiro projeto votado e aprovado pelo plenário foi o que concede reajuste entre 16,5% e 41,47% dos salários de servidores do Judiciário.
O valor será dividido em oito parcelas, a serem pagas em quatro anos. Na época em que a correção salarial foi acertada entre Judiciário e Executivo, no ano passado, o Ministério do Planejamento previu um impacto de R$ 5,99 bilhões ao ano após o pagamento da última parcela.
Só neste ano, o impacto da proposta será de R$ 1,1 bilhão. Perguntado nesta quarta sobre qual seria o custo da aprovação de todos os 15 projetos em pauta, o líder do governo, deputado André Moura (PSC-SE) afirmou, após hesitar por alguns instantes, que seria de R$ 8,5 bilhões até 2019.
No entanto, só o projeto de lei 4.250 de 2015 dá reajuste a mais de 500 mil servidores do Executivo, com gasto de mais de R$ 14,6 bilhões até 2019, conforme estimativa que consta da justificativa do texto, de autoria do então ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.
 
Salário de ministros do STF
O segundo projeto aprovado pelo plenário da Câmara foi o que aumenta os salários de ministros do STF em 16,38%, dos atuais R$ 33.763 para R$ 39.293,38. O impacto anual da proposta supera R$ 710 milhões.

O custo adicional só considerando os 11 ministros do STF será R$ 2,17 milhões por ano, segundo a previsão descrita no projeto. Mas a elevação do teto salarial tem um efeito cascata sobre as remunerações de todos os magistrados federais, como juízes federais e ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Superior Tribunal Militar (STM). Assim, o impacto total chega a R$ 717 milhões.

Salário PGR
Após aumentar o salário dos ministros, os parlamentares também reajustaram a remuneração do procurador-geral da República para o mesmo valor – R$ 39.293,38. O reajuste também gera efeito cascata para procuradores federais. O impacto da proposta, previsto na justificativa, supera R$ 258,6 milhões em 2016.

Ministério Público
A Câmara aprovou ainda projeto que reestrutura as carreiras de servidores do Ministério Público Federal e que também implica em aumentos salariais. Segundo a assessoria técnica do DEM, o custo previsto só para 2016 é de R$ 334 milhões. Em quatro anos, deve ultrapassar R$ 1 bilhão.
Servidores do Senado e da Câmara
Já para os servidores do Senado e da Câmara foi aprovado reajuste de cerca de 20% em quatro anos – até 2019. O impacto não foi especificado nos projetos.
Servidores do Executivo
Para servidores do Executivo federal, foi aprovado projeto que reestrutura carreiras, cria gratificações e dá aumentos salariais. A justificativa da proposta, elaborada em 2015 pelo então ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, diz que serão beneficiados 195,5 mil servidores da ativa e 397,9 aposentados. A previsão de impacto é de cerca de R$ 15 bilhões até 2019.
TCU
Também foi aprovado projeto que prevê reajustes a funcionários do Tribunal de Contas da União (TCU). Conforme o projeto, a estimativa de custo para 2016 é de R$ 82,5 milhões; em 2017, é de R$ 79,14 milhões; em 2018, o impacto é de R$ 79,7 milhões; e em 2019 é de R$ 78,3 milhões. Ou seja, em quatro anos, o impacto acumulado é de cerca de R$ 320 milhões.

Defensor-geral da União
Os deputados aprovaram ainda reajuste que elevará o salário do defensor-geral da União para R$ 39.293,38, equiparando a remuneração dele à de ministros do Supremo e do PGR. Com o efeito cascata que o aumento dará para os demais defensores públicos da União, o impacto previsto para 2016 é de R$ 159,6 milhões.

Professores
Foi aprovado projeto que aumenta em cerca de 20%, ao longo de quatro anos, os salários do magistério federal e de carreiras ligadas à área de Educação, como de servidores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O impacto orçamentário previsto no projeto é de R$ 1 bilhão, em 2016, R$ 5,2 bilhões, em 2017, R$ 4,1 bilhões, em 2018, e de R$ 4, 5 bilhões, em 2019. Ou seja, o impacto em quatro anos é de R$ 14,8 bilhões.

Agências reguladoras
Para servidores do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e de agências reguladoras, foram aprovados reajustes salariais a 24, 4 mil servidores ativos, e 11,6 mil aposentados. O custo para 2016 é de R$ 118,6 milhões. Em 2017, é de R$ 566,6 milhões. Em 2018, de R$ 173, 6 milhões. E em 2019, de R$ 53,5 milhões. Em quatro anos, portanto, o impacto é de R$ 912,6 milhões.

Militares
A Câmara aprovou reajuste salarial a militares dos quadros de extintos territórios federais que hoje compõem Amapá, Roraima e Rondônia. O texto ainda institui a Vantagem Pecuniária Específica (VPE) da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar dos Extintos Territórios Federais.

Conforme a justificativa da proposta, o impacto será de R$ 162,5 milhões em 2016, R$ 455,9 milhões em 2017, R$ 530,4 milhões em 2018, R$ 636 milhões em 2019 e nos exercícios subsequentes. Em quatro anos, o custo é de cerca de R$ 1,79 bilhão.

Banco Central, AGU e outros
Os deputados aprovaram gratificações e aumentos a servidores de diferentes órgãos públicos, entre os quais Banco Central, IBGE, CVM, AGU e IPEA. A proposta alcança 20,7 mil servidores ativos e 42 mil aposentados. O impacto previsto na justificativa do texto é de R$ 203,3 mil em 2016, de R$ 972,8 em 2017, R$ 1,16 bilhão em 2018 e R$ 1,59 bilhão em 2019.

O texto prevê ainda que honorários de sucumbência pagos em processos que tenham a Advocacia-Geral da União como parte irão para os próprios advogados públicos e não para um fundo público, como ocorre atualmente. Os honorários de sucumbência são os valores que a Justiça determina que a parte perdedora de um processo pague ao advogado da outra parte. O pagamento é fixado pelo juiz e varia de 10% a 20% sobre e sobre o valor da condenação.

Forças Armadas
Por fim, os deputados aprovaram reajuste de 25,5%, até 2019, dos salários de militares das Forças Armadas. Os percentuais serão os seguintes: 5,5% em 2016; 6,59% em 2017; 6,72% em 2018 e 6,28% em 2019. O reajuste terá impacto de R$ 14 bilhões em quatro anos (até 2019).

terça-feira, 31 de maio de 2016

Ladrões se atrapalham com maçarico ao explodir caixa e incendeiam banco


Crime foi registrado em uma agência bancária de Sertanópolis, no Paraná. 
Parte da agência ficou destruída. Assaltantes não foram presos.

Do G1 PR

Incêndio ocorreu em uma agência bancária de Sertanópolis (Foto: Portal Sertanópolisnews)
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Incêndio ocorreu em uma agência bancária de Sertanópolis (Foto: Portal Sertanópolisnews)
Ladrões se atrapalharam com o uso de um maçarico para explodir um caixa eletrônico em uma agência bancária de Sertanópolis, na região norte do Paraná, e acabaram incendiando o local. O caso ocorreu na madrugada desta terça-feira (31). Parte da agência ficou destruída.
Às 8h24, o fogo já tinha sido controlado pelos bombeiros. Os assaltantes fugiram e até este horário não tinham sido localizados pela polícia.
Ainda durante a madrugada, outra agência bancária da região, em Bela Vista do Paraíso, também foi alvo de ladrões. O grupo explodiu caixas eletrônicos e destruiu parte da sala de autoatendimento. Nesta ação, os ladrões também não foram presos.

Incêndio destruiu parte da agência na região norte do estado  (Foto: Portal Sertanópolisnews)
Incêndio destruiu parte da agência na região
 norte do estado (Foto: Portal Sertanópolisnews)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Ministro do STF diz que procurou Temer após "preocupação" com saída de Jucá

Gilmar Mendes afirma que discutia com Jucá liberação de verbas para as eleições deste ano

Agência Estado
Em reunião com Temer, Gilmar disse que havia solicitado cerca de R$ 250 milhões ao Planejamento para o orçamento do TSENelson Jr./13.08.2015/SCO/STF
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse que seu encontro com o presidente interino, Michel Temer, ontem foi para manifestar sua preocupação como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com a saída do senador Romero Jucá do ministério do Planejamento. Segundo ele, as conversas de liberação de verbas para o pleito deste ano estavam em andamento.
— Eu tinha avançado nas conversas com o ministro Jucá e a minha equipe estava discutindo com ele, mas aí houve esse incidente e aí ontem ele me ligou se colocando à disposição e eu aproveitei e fui lá para conversar.
Gilmar tomou posse no TSE no dia 12 de maio, mesmo dia em que Temer começou a exercer a presidência. Após dar posse aos ministros e fazer seu primeiro pronunciamento no cargo, Temer fez questão de prestigiar a cerimônia da Mendes no TSE.
Jucá deixou o cargo no último dia 23, após divulgação de áudios em que ele supostamente sugere ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um pacto para deter as investigações da Operação Lava Jato. Tanto Jucá quanto Machado são alvos da Lava Jato. Na ocasião, Mendes disse que não entendeu a conversa entre os dois como uma tentativa de interferir na Operação Lava Jato e afirmou ainda não acreditar que a saída de Jucá do ministério do Planejamento prejudicaria o governo Temer.
— São problemas da realidade política, com os quais se tem que lidar.
Gilmar Mendes lembrou que já havia solicitado cerca de R$ 250 milhões ao Ministério do Planejamento para complementar o orçamento do TSE. Segundo ele, como há a dependência de uma Medida Provisória para a liberação da verba, Temer disse que "daria orientação positiva aos órgãos competentes para que deliberassem".
— Fui ressaltar a importância da celeridade neste processo. [...] Os setores técnicos do tribunal e do Ministério do Planejamento já vinham conversando. Eu só fiquei um pouco preocupado com a saída do ministro Jucá, porque não podemos retardar muito essa providência porque temos a fabricação de urnas em andamento.
Segundo Gilmar Mendes, as eleições municipais de outubro são as maiores do País.
— São 580 mil candidatos estimados e precisamos fazer 90 mil urnas. [...] É um assunto normal, nenhuma novidade.
O ministro disse que não conversou com Temer a respeito dos processos em andamento no TSE que podem levar à cassação da chapa eleita em 2014, na qual Temer era o vice da presidente afastada Dilma Rousseff que, segundo ele, só será "contemplado quando tiver condições".
— Não falamos nada sobre isso. Até porque esse processo não está maduro para ser julgado. Ele está na fase de perícia.
Gilmar Mendes é o relator da prestação de contas da presidente afastada, Dilma Rousseff, referente às eleições de 2014. No ano passado, o ministro pediu a investigação de suposta prática de atos ilícitos na campanha que reelegeu Dilma mesmo após as contas da petista terem sido aprovadas com ressalvas pelo TSE. A determinação teve como base informações reveladas pela Operação Lava Jato de que a campanha foi financiada com recursos da Petrobras.
Além da prestação de contas do partido, tramitam no TSE quatro ações questionando supostas irregularidades nas contas da chapa eleita em 2014 e que pedem a cassação do mandato de Dilma e do presidente em exercício, Michel Temer, e que estão sob a relatoria da ministra Maria Thereza de Assis Moura.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Congresso reduz meta fiscal e autoriza déficit de até R$ 170,5 bilhões


Votação teve início após mais de 16 horas de sessão para análise de vetos.
Se confirmado esse déficit ao final do ano, será o pior resultado desde 1997.

Fernanda CalgaroDo G1, em Brasília

Congresso Nacional aprovou na madrugada desta quarta-feira (25), em sessão conjunta de deputados e senadores, o projeto de lei que reduz a meta fiscal de 2016 e autoriza o governo federal a fechar o ano com um déficit (despesas maiores do que receitas) de até R$ 170,5 bilhões nas contas públicas. Se confirmado esse déficit ao final do ano, será o pior resultado da série histórica iniciada em 1997. A aprovação foi por votação simbólica (sem a contagem de votos no painel eletrônico) após mais de 16 horas de sessão.

A aprovação da meta era considerada essencial pela equipe econômica do governo do presidente em exercício Michel Temer porque, sem essa permissão para fechar o ano com déficit, várias despesas teriam que ser cortadas, o que afetaria investimentos e programas sociais.
Segundo a equipe econômica, a meta de até R$ 170,5 bilhões é um "teto". O objetivo é que o rombo fiscal seja menor do que este valor neste ano. Inicialmente, o governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, havia pedido uma revisão da meta fiscal, para autorizar déficit de R$ 96 bilhões. Na última sexta (20), a equipe econômica do presidente em exercício, Michel Temer, apresentou projeto revendo esse valor para R$ 170,5 bilhões.

Se o Legislativo não aprovasse a mudança na meta, o governo teria que cumprir a meta já aprovada para o ano com previsão de superávit de R$ 24 bilhões. Na prática, em meio a momento de crise econômica e com cenário de menor arrecadação, isso pode paralisar a máquina pública.

A votação da meta fiscal teve início após mais de 13 horas de sessão em que foram analisados vetos presidenciais. Os parlamentares precisavam votar antes os vetos para conseguir liberar a pauta e dar início à análise do projeto de lei da meta.
O PT liderou uma articulação em plenário com partidos contrários ao processo de impeachment de Dilma Rousseff, como PCdoB e PDT, para tentar arrastar a sessão e impedir a votação da meta em protesto ao governo de Michel Temer.
Eles haviam planejado colocar em ação o chamado “kit obstrução”, jargão legislativo para o uso de uma série de requerimentos para tentar impedir a votação, como pedido para inverter a pauta e para adiar a votação.
Renan Calheiros, porém, conseguiu barrar a apresentação de requerimentos de uma só vez. Ele invocou um artigo do Regimento Interno da Câmara que prevê que quando houver muitos requerimentos para inverter a pauta e o presidente entender que o objetivo é “tumultuar a ordem dos trabalhos”.
O conjunto dos requerimentos foi submetido a uma consulta do plenário. Formado por uma maioria aliada de Temer, o requerimento foi rejeitado e, sob protesto de petistas, Renan anunciou que nenhum outro requerimento poderia ser apresentado.
Para agilizar ainda mais a sessão, que avançava que pela madrugada, Renan encurtou o tempo de fala na fase de debates que antecede a orientação de bancadas. Em vez dos 20 minutos que o regimento da Câmara prevê, Renan argumentou que havia um entendimento no Congresso que o tempo para discutir matérias econômicas era de cinco minutos.
Petistas e outros aliados de Dilma protestaram com veemência. “Não é justo, não é correto e não é regimental”, reagiu a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB-AM).
Diante da insistência dela para que pudesse falar além dos cinco minutos, Renan disse que iria conceder apenas mais um minuto extra. A senadora se revoltou e houve tumulto no plenário. Ela permaneceu ainda um tempo na tribuna mesmo com o microfone desligado.
O deputado Silvio Costa (PTdoB-PE), ex-vice-líder do governo Dilma, fez um discurso cheio de críticas à meta deficitária e alfinetou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do Planejamento, que acompanhava a sessão no plenário.
Em seguida, Jucá respondeu aos ataques e disse que se tratava de um projeto realista, diferente do “equívoco” e “engodo” que acontecia no governo Dilma, em que a meta precisava ser revista no final do ano. Ele se defendeu ainda da conversa gravada com o ex-presidente da TranspetroSérgio Machado em que propõe um “pacto” para barrar as investigações da Lava Jato.
Ele citou o episódio em que o então ministro da Educação Aloizio Mercadante foi flagrado conversando com um assessor do senador cassado Delcídio do Amaral oferecendo ajuda política e financeira em troca do seu silêncio.
Jucá disse que as duas situações eram diferentes porque, ao contrário de Mercadante, que, segundo, ele, se “escondeu atrás de Dilma” e continuou no ministério, o peemedebista pediu licença, embora não tivesse cometido “nenhuma irregularidade”.
Medidas
Nesta terça-feira (24), o governo federal anunciou uma série de medidas para tentar conter o avanço dos gastos públicos e retomar o crescimento da economia brasileira. O primeiro pacote da nova equipe econômica prevê a devolução de pelo menos R$ 100 bilhões em dívida que o BNDES deve ao Tesouro Nacional, além de propostas de limitação dos gastos públicos e de extinção do fundo soberano para abate do endividamento.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Em gravação, Jucá sugere 'pacto' para barrar a Lava Jato, diz jornal


Reportagem revela diálogo do ministro com o ex-presidente da Transpetro.
À TV Globo, Jucá disse que 'pacto' seria para destravar crise, e não Lava Jato.

Do G1, em Brasília, com informações do Bom Dia Brasil


Gravações obtidas pelo jornal "Folha de S.Paulo" indicam o novo ministro do Planejamento, Romero Jucá, sugerindo ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado um "pacto" para tentar deter a Operação Lava Jato. As conversas ocorreram em março deste ano.
Romero Jucá confirmou à TV Globo a conversa com o ex-presidente da Transpetro. Segundo o ministro, Sérgio Machado o procurou em casa. Jucá é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal que investigam suspeita de que ele recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
 

De acordo com a reportagem, o titular do Planejamento sugeriu nas gravações com Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Lava Jato.
Em uma das conversas, segundo o jornal, Machado diz ao ministro, que à época era senador, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, queria pegar Jucá e outros parlamentares do PMDB.
"O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. Ele acha que sou o caixa de vocês", ressalta Sérgio Machado.
Ainda conforme o jornal, o ex-presidente da Transpetro fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma estrutura para protegê-lo.

Em outro trecho, de acordo com a "Folha de S.Paulo", Sérgio Machado voltou a dizer: "Então, eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída".
O ex-dirigente da Transpetro disse que novas delações na Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra". E Jucá concordou que o caso de Sérgio Machado não poderia ficar nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.
Na gravação, ainda segundo o jornal, Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional com o Supremo Tribunal Federal.
E Machado disse que "aí parava tudo". E Jucá repondeu que, a respeito das investigações, "delimitava onde está".
Juca disse que havia mantido conversas com ministros do Supremo, aos quais não nominou. O ministro do Planejamento ressaltou ao ex-dirigente da Transpetro que são "poucos" os magistrados da Suprema Corte aos quais ele não tem acesso. O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, seria um desses ministros, destacou o peemedebista, que acrescentou qeu Teori é "um cara fechado.
À TV Globo, Jucá disse que os diálogos não trazem novidade em relação ao posicionamento dele sobre a crise política e econômica do país. Segundo o ministro do Planejamento, o “pacto” a que ele se refere seria para destravar a crise, e não um acordo para barrar a Operação Lava Jato.
Ele também afirmou que sempre se manifestou no sentido de que o país não podia ficar refém da operação. Ainda de acordo com o peemedebista, o termo "delimitar" usado na conversa não significa “barrar” a Lava Jato, mas definir quem é culpado, o crime, e a punição de cada acusado.
Jucá ressaltou que, em nenhum momento, ofereceu ajuda ou prometeu a Sérgio Machado que iria interferir nas investigações. Por fim, ele disse que “apoia a Operação Lava Jato.
Até a última atualização desta reportagem, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado não havia sido localizado.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Renovar

Por josé MARCELINO RIBEIRO

Existem pessoas que tentam mudar a aparência, mormente quando a idade vai avançando, e aí inserem um botox aqui, outro acolá, puxa-encolhe em todos os quadrantes do corpo, a fim de parecer mais vistosa e atraente. 
Esquecem-se, porém, de cuidar da parte essencial: a mudança interior, que é a verdadeira transformação, porquanto dá um sentido de renovação, sem que precisemos pincelar algo que funcione, apenas com o toque falso da aparência.
São enganadores de si mesmos, diante da ação do tempo que não perdoa, quem não soube usufruir de suas benesses.