quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

EMPRESÁRIO DE NEYMAR DETONA O REI PELÉ


POR MARCUS ALVES, DO ESPN.COM.BR



O empresário de Neymar, Wagner Ribeiro, classificou como “uma brincadeira de mal gosto” as críticas feitas por Pelé ao atleta do Santos. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o Rei do Futebol havia criticado o excesso de vaidade do atacante.

O agente pediu que Pelé cuidasse de sua própria vida e relembrou as polêmicas pessoais do maior jogador de todos os tempos.

“Ele foi muito infeliz. Ele está querendo desvalorizar o patrimônio nacional. Acho que ele não deveria falar isso. Ele sabe que o Neymar é um ídolo brasileiro, precisamos dele na Copa, agora na Copa das Confederações. Ele fica fazendo essas brincadeiras de mal gosto”, disparou.

“Também acho que ele deveria parar de cuidar da vida pessoal dos outros. Vamos falar de futebol. Ele tem muitos problemas, uma vida muito mal resolvida, uma filha não reconhecida, dois netos que trabalham comigo que sentem falta do avô, são carentes e ele nem liga para os netos”, completou Wagner, fazendo referência a Gabriel, 12 anos, e Octávio, 14, que passaram pelo São Paulo na última temporada.

Preso numa reunião de negócios, Wagner Ribeiro não teve a oportunidade de conversar ainda com Neymar, mas aproveitou para destacar que o seu cliente joga contra adversários que impõem mais dificuldades do que aqueles enfrentados por Pelé no passado.

“Eu estou dizendo para você que o Neymar joga numa época que o futebol é mais difícil do que quando o Pelé jogava. Hoje ele enfrenta atletas que correm 12 quilômetros ou mais enquanto aqueles que marcavam o Pelé corriam dois. Então, o Neymar joga numa época muito mais difícil, não tenho dúvida disso”, avaliou.

O agente não acredita que a série de críticas recentes que o atacante do Santos vem recebendo o fará deixar o Brasil mais cedo, ainda nessa temporada. “Não quero chegar nesse ponto. Ele já tem na cabeça que ele só vai sair no ano que vem. Agora não é hora de ficar discutindo isso, o que o Pelé falou, tem que jogar no Santos e pronto”, concluiu

PENSAMENTO DA QUARTA-FEIRA

Tirar o povo da miséria com R$ 70,00 é tripudiar dos nossos irmãos brasileiros
 ( Marcelino Ribeiro, sobre o anúncio da presidente Dilma pra tirar a população carente da extrema pobreza)

DEPUTADO ANUNCIA VINDA DO GOVERNO FEDERAL AO AMAZONAS


O deputado estadual Orlando Cidade (PTN) anunciou hoje, durante pronunciamento na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), a vinda de membros do governo federal ao Estado para tratar de assuntos ligados ao setor primário local.
De acordo com o deputado, que é presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPPADR) da Casa Legislativa, membros do Ministério da Agricultura deverão desembarcar no Estado ainda este mês. “A visita está agendada para a próxima semana, quando técnicos da pasta devem vir ao Amazonas para discutir a formatação de projetos específicos para a agricultura amazonense”, observou.
Além dos representantes do Ministério da Pesca, o ministro da Pesca e Aquicultura (MPA), Marcelo Crivella, também virá ao Estado. “No mês passado estive em Brasília para tratar de assuntos ligados a piscicultura e aqüicultura amazonense no MPA e solicitamos a vinda do ministro Crivella ao Estado para que ele visse de perto o potencial que temos para produzir pescado em larga escala. A visita foi confirmada para o próximo mês”, disse.
Ainda sobre visita do ministro da Pesca e Aquicultura, Cidade destacou que Crivella deverá visitar o município de Manacapuru quando vier ao Amazonas, assim como fizeram os seus antecessores da pasta, Ideli Salvatti e Luiz Sérgio. “A situação da piscicultura e aqüicultura no Estado precisam ser discutidas e é isso que vamos fazer com o ministro. Vamos cobrar mais atenção do governo federal sobre as atividades, que são limitadas por uma série de imposições relacionadas a leis ambientais”, relatou.

Utilização da Ceap

O deputado estadual Orlando Cidade usou a tribuna da Aleam para anunciar a visita de representantes do governo federal ao Estado e  para justificar a utilização da cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) no mês de janeiro. “Quero deixar bem claro que a Casa Legislativa estava de recesso em janeiro, porém continuei exercendo as minhas atividades como parlamentar. Estive em Brasília duas vezes para tratar de assuntos ligados à juta e malva na Companhia Nacional de abastecimento (Conab) e em audiência no MPA”, justificou.

BRASIL VENDEU 2,4 MIL TONELADAS DE CARNE DE CAVALO EM 2012


Henrique Gomes Batista e Luciana Fróes
O recente escândalo da carne de cavalo em lugar da bovina em alimentos prontos vendidos na Europa — que respingou no frigorífico brasileiro JBS, fornecedor da Nestlé — jogou luz sobre o mercado de carne equina, no qual o Brasil vem perdendo espaço.
Segundo dados do Ministério da Agricultura, as exportações brasileiras passaram de US$ 34,1 milhões e 19.100 toneladas, em 2005, para US$ 6,772 milhões e 2.375 mil toneladas no ano passado. A carne vai, basicamente, para França, Itália, Bélgica e Japão. O total de frigoríficos autorizados no abate de equídeos — que, além de equinos, inclui muares (mulas) e asininos (asnos) — passou de sete para apenas três: um em Minas Gerais, um no Rio Grande do Sul e um no Paraná.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

FILHO DE PRESO POLÍTICO SE SUICÍDA

Gabriel Manzano, Estadão
Em mensagem distribuída pelas redes sociais, o cientista político e jornalista Dermi Azevedo informou nesta segunda-feira, 18, a morte de seu filho Carlos Azevedo - que, em janeiro de 1974, ainda com um ano e oito meses, foi torturado pela polícia do regime militar no Deops paulista, sofrendo lesões das quais nunca mais se recuperou.
"Meu coração sangra de dor. Meu filho mais velho, Carlos Alexandre Azevedo, suicidou-se na madrugada de hoje, como uma overdose de medicamentos", escreveu o jornalista em sua página no Facebook. No texto ele recorda os detalhes do episódio que marcou em definitivo a vida do filho - que foi levado com a mãe, Darci, para o Deops, no dia 14 de janeiro de 1974.
Ele já estava preso. "Cacá (como ele chamava a criança) foi levado depois a São Bernardo do Campo, onde, em plena madrugada, os policiais derrubaram a porta (da casa) e o jogaram no chão, tendo machucado a cabeça. Nunca mais se recuperou. Como acontece com os crimes da ditadura de 1964-85, o crime ficou impune. O suicídio é o limite de sua angústia", diz sua mensagem.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


A TERRA (Aos pessimistas)

Se há noite escura na terra,
Onde rugem tempestades,
Se há tristezas, se há saudades,
Amargura e dissabor,
Também há dias dourados
De sol e de melodias,
Esperanças e alegrias,
Canções de eterno fulgor!

A terra é mundo ditoso, 
Um paraíso de amores
Jardim de risos e flores,
Rolando no céu azul.
Um hino de força e vida
Palpita em suas entranhas,
Retumba pelas montanhas,
Ecoa de norte a sul.

Se há noite escura na Terra,
Abarrotada de dores,
e lágrimas e amargores,
De triste e rude carpir,
Também há dias dourados 
De juventude e esplendores,
De aromas, risos e flores,
De áureos sonhos no porvir!...

CASIMIRO DE ABREU, poeta fluminense, desencarnou aos 18 de outubro de 1860, com 21 anos de idade, acometido de tuberculose, autor de Primaveras, de composição saborosa e estilo colorido e de suave nativismo lírico.

CÍNICO

Ricardo Noblat
Há limite para tudo – até mesmo para os direitos fundamentais das pessoas.
Por exemplo: você é livre para dizer o que quiser. Mas você não pode sair por aí dizendo o que quiser. A lei considera crime dizer determinadas coisas.
Ela também deveria punir quem abusa do cinismo – e por abusar, ofende a sociedade.
Foi o caso recente de Renan Calheiros (PMDB-AL), eleito presidente do Senado no início do mês. Abusou de ser cínico.

Um manifesto que pede o impeachment de Renan é o sucesso do momento nas paradas das redes sociais. Atraiu até agora mais de um milhão e meio de assinaturas. No dia em que for encaminhado ao Senado, seu destino será a lata do lixo.
Milhares de assinaturas obrigam o Congresso a examinar propostas de leis ordinárias, mas o afastamento de um dos seus dirigentes... Esqueça. Não me pergunte por que é assim. Simplesmente é.
O Congresso, que em 2007 absolveu Renan contra todas as evidências de que prevaricara, jamais o condenará. A cara do Congresso é igual ao focinho de Renan.
Expressiva fatia dos votos que elegeu Renan presidente do Senado pela segunda vez tem a ver com a tranquilidade que ele inspira aos seus pares. Quem esteve com a cabeça a prêmio tudo fará para que seus camaradas sejam poupados de experiência tão angustiante.
Renan governará o Senado por dois anos. E talvez por mais dois. Enquanto ali estiver, respirem em paz os senadores que temem ser alvo de uma ação moralizadora de origem interna ou externa.
O controle que Renan exerce sobre o Senado é acachapante.
O corregedor do Senado, encarregado de zelar pelo bom comportamento dos senadores, será uma figura da inteira confiança de Renan.
A presidência do Conselho de Ética caberá a outro homem de confiança de Renan. Ou do PT, o que não fará diferença.
Só terá assento ali quem representar a sólida garantia de que defenderá Renan acima de qualquer coisa, bem como todos os que desfrutem da condição de aliados fiéis dele.
No passado, acusado de quebra de decoro, Renan foi condenado pelo Conselho de Ética e absolvido pelo plenário. A história não se repetirá.
Portanto, tudo bem até aqui e a perder de vista - para Renan, os seus e aqueles que não se importam com essa coisa comezinha chamada ética.
Tudo bem, nada! Mas o que fazer se o Congresso (Câmara dos Deputados e Senado) está todo dominado?
Nem mesmo isso, contudo, assegura a Renan o direito de ser cínico. Excessivamente cínico. Abusivamente cínico. Descaradamente cínico. Insolentemente cínico.
Prefiro “insolentemente” cínico. Lembra-me um professor do curso ginasial que bradava com os alunos: “Não sejam insolentes”. Pois Renan foi ao comentar o pedido de impeachment dele.
Primeiro chamou de “lícita e saudável” a mobilização na internet para recolher mais assinaturas contra ele. Depois subverteu seu significado. Disse que a mobilização tem por objetivo tornar o Congresso mais ágil e preocupado com os cidadãos.
Por fim, desdenhou do movimento. “O número de assinaturas não é tão importante quanto a mensagem”. E lembrou que fora líder estudantil. E que também se valera de todos os meios para obter o que desejava.
O número de assinaturas é tão ou mais importante, sim, do que a mensagem. Se não fosse grande jamais Renan comentaria o assunto.
Nada há de juvenil na iniciativa. Gente de todas as idades a ampara.
O comentário atende à recomendação de assessores para que Renan não pareça presunçoso.
Presunçoso? Está aí uma coisa que ele definitivamente não parece.
Em compensação...
Deixa pra lá.