domingo, 15 de janeiro de 2012

ACADEMIA AMAZONENSE DE LETRAS SOB O COMANDO DE ARLINDO PORTO


 
Arlindo Porto ao lado de seu antecessor José Costa/ Foto: Giovanna Consentini

O escritor Arlindo Porto tomou posse, na manhã de ontem, sábado (14), em sessão solene na sede dos imortais, localizada no centro de Manaus.Eleito para gerir a Academia Amazonense de Letras - AAL, para o biênio de 2012-2013, Arlindo aos 82 anos, já foi presidente do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo (Abrajet) e de algumas lojas Maçônicas.






MANAUS PÁRA PRA VER A LUTA DE JOSÉ ALDO


O lutador amazonense José Aldo conseguiu mobilizar a torcida de uma cidade inteira. Em qualquer lugar de Manaus era possível encontrar telões exibindo as lutas do UFC Rio. Até mesmo nas casas noturnas era possível encontrar pessoas assistindo a luta mais esperada no octógono, José Aldo vs Chad Mendes.
Apenas no bairro do Alvorada, onde José Aldo morou antes de ser conhecido, cerca de 800 pessoas se reuniram para assistir a luta. A maioria dos torcedores eram amigos e parentes que se reuniram para torcer pelo lutador.
Faltando apenas um segundo para término da luta, a torcida foi ao delírio ao quando José Aldo conseguiu com uma joelhada acertar a cara do californiano, terminando a luta no primeiro round por nocaute.

PENSAMENTO DO DOMINGO

O sorriso que ofereceres, a ti voltará outra vez.
Abílio Guerra Junqueiro

A INDÚSTRIA QUE SE ALIMENTA DAS CHUVAS DO RIO

Foto: Gabriel de Paiva
O Globo Os repetidos desastres ambientais causados pelas chuvas no Rio são o combustível de uma engrenagem com raízes históricas no Brasil.
Incapacidade administrativa, burocracia, interesse político e as chamadas "obras emergenciais", que dispensam licitação e são uma oportunidade para o desvio de recursos.
Bem azeitados, esses componentes funcionam como a indústria da seca, que por muito tempo atuou no semiárido nordestino. A lógica é a mesma.
Por mais que o poder público tenha conhecimento de onde e quando haverá problemas, a lentidão ou desinteresse em se antecipar aos danos põe para girar a indústria da enchente, na qual alguns ganham com obras pontuais ou apenas de emergência, e todos perdem com a falta de projetos que de fato poderiam reduzir o impacto de futuras tragédias.
No caso mais vivo na memória — a enxurrada que devastou a Região Serrana em janeiro de 2011 — ficou comprovado como o setor público se move a passos lentos.
Um ano após a tragédia que matou 918 pessoas, não foi erguida uma só parede das 5.459 casas populares financiadas pelo governo federal para abrigar os moradores de áreas de risco.
O poder público alega que houve atraso no repasse de recursos e falta de interesses das construtoras no negócio.
A promessa do governador Sérgio Cabral é iniciar as obras ainda este ano. Nesses 368 dias depois da tragédia, o trabalho de contenção de encostas ainda não foi concluído e só uma das 75 pontes destruídas foi recuperada. O motivo teria sido a demora na liberação da licença ambiental devido a projetos de execução inadequados.

sábado, 14 de janeiro de 2012

INDÚSTRIA DE JUTA E MALVA PREOCUPA DEPUTADO

Orlando Cidade ALE/Djalma Junior

Na busca do socorro para tentar impedir a entrada da sacaria vinda da Índia que minou a competitividade de fios e sacos produzidos no Amazonas nas indústrias de juta e malva, o Deputado Orlando Cidade, presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca, Abastecimento e Desenvolvimento da Assembleia Legislativa há um ano vêm tentando minimizar o grave problema que afeta a cadeia produtiva no segmento de juta e malva no Estado.
O setor de manufaturados de juta e malva não tem mais condições para enfrentar a competição das importações vindas da Índia tendo em vista o alto preço na fabricação local. Enquanto o saco de juta é vendido aqui pelo preço de R$ 4,60 (quatro reais e sessenta centavos), o importado da Índia sai em torno de R$ 3,12 (três reais e doze centavos). Outro fator que engrandece esses custos é altas cargas tributárias e os encargos sociais.
O parlamentar buscou intervenção junto ao Governador do Estado, Omar Aziz, a fim de que a crise que atravessa o setor com aumento desenfreando das importações vindas da Índia, não decrete a falência de milhares de trabalhadores rurais.
Em seu pronunciamento durante a posse do novo Superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Thomaz Nogueira, o Governador Omar Aziz solicitou junto ao ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), Alessandro Teixeira, que sejam tomadas providências quanto à importação de juta e malva vindas da Índia. A medida visa garantir milhares de empregos nas três fábricas existentes no Amazonas. Duas em Manacapuru e uma na capital.

PEANSAMENTO DO SÁBADO

"Honrar o pai e a mãe não é somente respeitá-los, mas também assisti-los nas suas necessidades; proporcionar-lhes o repouso na velhice; cercá-los de solicitude, como eles fizeram por nós na infância."
Allan Kardec

ENVELHECEU


O governo Dilma Rousseff envelheceu antes do tempo. Desmontou-se a imagem da “gerentona” inflexível, que até assustaria ministros e auxiliares. Essa imagem é ficção do marqueteiro João Santana e nada mais. Afinal, as obras do chamado PAC não saem do lugar. E já não saíam quando a atual presidente era a poderosa chefe da Casa Civil de Lula. Ademais, já sabemos todos que nenhum ministro dela a teme, a exemplo de Carlos Lupi, que poderia até “amá-la”, mas que definitivamente não a temia.
A exemplo de Fernando Bezerra, que desvia 90% dos recursos, destinados à prevenção de desastres naturais para seu reduto eleitoral, e fica impune, ainda por cima dizendo que Dilma sabia de tudo.
A exemplo de Fernando Pimentel, “consultor” da marca Palocci, que se arrasta na UTI política protegido pela antiga relação de amizade que mantém com quem deveria tê-lo demitido faz tempo.
A imagem da “faxineira” ruiu, consistente com a falência da “gerentona”. Faxineira que não limpa a casa: “se Pimentel quiser falar ele fala, se não quiser, não fala”, subestimando a opinião pública, como se a ela não devesse satisfações.
O governo precluiu. No politico, submete-se a partidos que fazem das pastas e dos demais cargos que “herdaram”, verdadeiras capitanias de donatários interesseiros, oportunistas e relapsos. Quando os escândalos e a imprensa tornam impossível a presença de determinados elementos no gabinete, ela os demite para, logo a seguir, garantir-lhes a impunidade, permitindo que os mesmos partidos indiquem substitutos para as mesmas posições.
No econômico, condena o país a quatro anos de crescimento baixo contra inflação elevada. Não aproveita sua numericamente formidável base parlamentar para aprovar as reformas estruturais que, elas sim – e não a retórica de torcedor do ministro Mantega – preparariam o Brasil para o grande salto.
Sua base congressual, aliás, serve mesmo é para protagonizar vexames e indicar nomes reprováveis para a composição do governo.
Não conduz o País na direção correta. Como falar em desenvolvimento verdadeiro se os principais vetores que levam a esse caminho estão em situação falimentar? É a infraestrutura inexistente, com estradas intransitáveis, ferrovias fantasmas, portos inadequados, burocracia excessiva, corrupção comprovada, a onerar o custo Brasil e comprometer a competitividade da economia.
É a segurança pública invertida, que prende as pessoas de bem em casa e permite o livre trânsito dos criminosos pelas ruas das cidades brasileiras. Criminosos de todos os tipos. Esfarrapados e de colarinho branco. Com ou sem cargo público. Com ou sem mandato eletivo. Com ou sem participação no homicídio no mínimo culposo, anual, praticado contra as vítimas das enchentes.
É a saúde que não funciona, com doenças tidas como vencidas retornando à vida dos cidadãos pobres. Os hospitais públicos parecem praças de guerra. Os médicos, atormentados, têm de fazer o papel de Deus, decidindo quem morre e quem sobrevive, posto não ser viável o atendimento a todos que procuram a rede pública.
É a educação com a face do ministro Fernando Haddad, que fracassou em três edições consecutivas do Enem e, perversamente, talvez por isso se tenha credenciado a ser o candidato do lulopetismo à prefeitura de São Paulo.
Como falar em desenvolvimento desse jeito? É uma pena, mas o governo Dilma caducou antes de sequer haver mostrado uma identidade própria.
O Brasil merece coisa melhor!

Arthur Virgíliodiplomata, foi líder do PSDB no Senado