sexta-feira, 4 de maio de 2018

PENSAMENTO DA SEXTA

O homem só envelhece quando os lamentos substituem seus sonhos...

“Pé de Serra do Bodin” reabre neste domingo


AGENDA CULTURAL

Após alguns dias fechado para adequação de um ambiente mais aconchegante, reinaugura o novo “Pé de Serra do Bodin”, localizado no Ramal do Laureno, Tarumã (próximo ao antigo Xote de Menina). A festa dedicada ao autêntico forró nordestino acontece neste domingo (6), a partir das 15h, com as presenças de Mão pra Riba, Toinho Forró Show, Xote Puladin e grupo Xoteziim.
Mão pra Riba (foto divulgação)
Mulheres não pagam ingresso a noite toda. Homens têm a entrada liberada até às 18h. Quem optar pelo open bar, que vai de 16h às 22h, inclui água, cerveja e refrigerante, paga apenas R$ 40 homem e R$30 mulher. A rolha custa R$20 até às 19h. Maiores informações: 99330-4155.

Muito samba e pagode no palco da “Meia Noite Acaba”


AGENDA CULTURAL

O cantor Yurizinho e o grupo Pagode dos Amigos irão dividir o palco da Roda de samba “Meia Noite Acaba”. Os artistas são convidados especiais da noite deste sábado (5). A roda de samba ocorre todos os sábados, a partir das 19h, sempre dando boas vindas com muito samba e pagode. O evento vai até 0h.
Yurizinho (foto divulgação)
A casa noturna que fica Avenida Nilton Lins, 3855, Parque das Laranjeiras, em frente ao Posto Shell, tem entrada liberada para homens e mulheres até 20h. Após esse horário, os ingressos passam a custar R$20 preço único. Reservas e informações podem ser adquiridas através pelo telefone: 98409-6575.

Jonas Esticado é a atração nacional da “Santa Farra” no Moai


AGENDA CULTURAL 

O cantor cearense Jonas Esticado, o novo galã do forró, é atração da “Santa Farra”, festa que acontece neste sábado (5), a partir das 21h, no Moai Restobar, localizado na Avenida do Turismo, 5625, Tarumã. O evento mescla estilos musicais e vai do sertanejo universitário até as batidas da e-music.
Jonas Esticado (foto divulgação)
A festa também será comandada com a pegada de Kadu Almeida apresentando o melhor do sertanejo universitário. No samba e pagode, a animação fica por conta do grupo Loka Tentação. O evento também conta com as participações especiais de Xiado da Xinela, Du Barranco e Márcio Cigano. Nos intervalos, o DJ Leirú assume o comando da pick up e agita o público presente.
Serão mais de 8 horas de muita música de todos os ritmos. A galera vai poder curtir, dançar e se apaixonar. Além disso, a noite será regada à open bar com direito à caipirinha e Cerveja Itaipaiva, de 21h às 3h. Os ingressos custam R$50 homem e R$40 mulher. Quem desejar pagar menos basta acessar as redes sociais da casa. Maiores informações: 98117-2827.

Ex-Exaltasamba é atração deste sábado na “Amor Eu Vou Dormir”


AGENDA CULTURAL

Pinha Presidente, integrante do Exaltasamba deu início a carreira solo, e se apresenta pela primeira vez na Roda de Samba “Amor Eu Vou Dormir”, localizada na Avenida Japurá, 676, Centro. A apresentação acontece neste sábado (5), a partir das 21h.
Pinha Presidente, ex-Exaltasamba (foto divulgação)
A abertura do show fica por conta do grupo Vem K Sambar que irá cantar e receber seus convidados em um palco no formato 360º. No repertório, sucessos do Exaltasamba, Turma do Pagode, Thiaguinho, Sorriso Maroto e muitos outros. Os ingressos custam R$20, preço único. Maiores informações: 98407-1407. 

Samba de Quintal e convidados agitam o ‘Retrozin do samba’


AGENDA CULTURAL 

Nesta sexta-feira (4), a partir das 21h, será para lembrar sucessos dos bambas na Roda de Samba do grupo Samba de Quintal (Avenida Ayrão, 1487, Praça 14, próximo a Pizzaria Loppiano). A casa abre as portas para a festa “Retrozin do Samba” e recebe o grupo Pagode a Bessa e os cantores Yurizinho, Herlon e Deuzimar Fonseca.
Samba de Quintal (foto divulgação)
Realizado pelo grupo Samba de Quintal, o “Retrozin do Samba” propõe aos artistas apresentar um repertório com músicas de samba e pagode que se tornaram clássicos desses estilos musicais. Os ingressos antecipados custam R$10. Maiores informações: 98466-6950.

A baleia branca do dinheiro sujo

Deputados e senadores estão debruçados sobre a decisão de ontem do Supremo Tribunal Federal (STF), determinando o fim do foro especial para crimes cometidos fora do mandato ou sem relação com ele. Na forma como foi tomada, ela deixa margem mesmo a um sem-número de dúvidas e questionamentos. Mas nossos parlamentares deveriam mesmo era ficar preocupados com Operação Câmbio, Desligo, deflagrada ontem pela Polícia Federal (PF), sob o comando do juiz Marcelo Bretas.
A operação tem como alvo uma rede de 53 doleiros, denunciada pelos delatores Vinicius Claret (codinome “Juca Bala”) e Cláudio Barbosa (“Tony”), cujo centro é ninguém menos que o carioca Dario Messer, uma espécie de “doleiro dos doleiros” que opera desde os anos 1990 como uma espécie de Banco Central da lavagem de dinheiro.
Messer é um personagem capaz de aparecer com destaque como sócio do ex-jogador Ronaldo Nazário, amigo do presidente paraguaio, Horacio Cartes, do genro do russo, Vladimir Putin, e numa miríade de escândalos de corrupção no Brasil e exterior.
Seu nome foi citado na delação do doleiro Alberto Youssef no Caso Banestado, de 2003, como o “maior doleiro do país”. Voltou a surgir na Operação Farol da Colina, no escândalo do Propinoduto, no Mensalão (como "operador do PT"), no Swissleaks (que revelou contas secretas de celebridades na filial suíça do HSBC) e, naturalmente, na Lava Jato.
Operando em parceria com a família paulistana Matalon, Messer é sempre mencionado como fornecedor de dólares aos demais doleiros para as operações ilegais. Desta vez, na Câmbio, Desligo, ele é apontado como o centro de um esquema de lavagem de US$ 1,6 bilhão, por meio de 3 mil offshores em 52 países.
De acordo com a delação de Claret e Barbosa, que mantiveram registros das transações internacionais que passaram por eles por meio de um sistema chamado “Bankdrop”, o esquema foi usado pelo ex-governador Sérgio Cabral para tirar US$ 85,4 milhões do país.
A especialidade da dupla era fraudar o uso das contas CC5, autorizadas pelo Banco Central para a modalidade de transferência conhecida como “dólar-cabo”. Por meio delas, o dinheiro viajava ao exterior rumo a paraísos fiscais, ou voltava ao Brasil. O esquema casava oferta e demanda por dólares e reais, de modo a otimizar as transferências.
O método foi imitado por todos os doleiros que operavam com lavagem de dinheiro, entre eles o mais célebre, Alberto Youssef, uma espécie de delator-máster da Lava Jato. Segundo a investigação da PF, a rede de doleiros em torno de Messer movimentou bem mais dinheiro que ele próprio, tendo deixado vestígios identificados nas Operações Satiagraha, Castelo de Areia e no caso Siemens.
Messer não é eficaz apenas na evasão de divisas. Ao longo dos anos, demonstrou também um talento notável para evadir-se ele próprio. Assim que o juiz Sérgio Moro começou a obter os depoimentos de Youssef no caso Banestado, naturalizou-se uruguaio e escapuliu para o país vizinho (seu parceiro Marco Matalon seguiu a mesma rota). Vivia recentemente entre Rio e Paraguai e, até ontem, continuava foragido.
Messer é visto como o centro de uma espécie de sistema circulatório, por cujos vasos escoa quase todo dinheiro sujo desviado no Brasil. É incomensurável a quantidade de informações que os procuradores cariocas poderão coletar a partir das prisões realizadas ontem. Youssef era apenas uma artéria – bojuda, é verdade – que conectava o fluxo financeiro à Petrobras e a outras estatais. Messer é o coração.
A partir de agora, será alvo de uma nova caçada internacional. Bretas, como Moro, faz parte de uma geração de juízes obstinados. Não desistirá de lançar quantos arpões estiverem a seu alcance para pegar a baleia branca que há pelo menos 15 anos foge da Justiça.