sexta-feira, 6 de abril de 2018

"Meia Noite Acaba" embala a noite de sábado com "La Casa de pagode"

AGENDA CULTURAL 

A viciante minissérie ”La Casa de Papel”, que se tornou um fenômeno no Brasil após ser lançada pela Netflix, e conquistou os brasileiros, será tema da festa deste sábado (7), a partir das 19h, na roda de samba “Meia Noite Acaba”. A festa temática “La Casa de Pagode” será animada pelo cantor Uendel Pinheiro, os Jamblacks e convidados.

Uendel Pinheiro (foto divulgação)
Para Eduardo César, um dos organizadores da festa, a roda de samba que também é a “queridinha” nas noites de sábado, possui uma grande legião de frequentadores, que nunca consegue imaginar o que pode acontecer no próximo evento. “Nossa roda de samba é um local criativo que desenvolve eventos inspirados em diversos elementos da cultura. Somos loucos por tudo aquilo que a galera gosta”, disse.
Serviço
Onde: Avenida Nilton Lins, 3855, Parque das Laranjeiras, em frente ao Posto Shell.
Quanto: Até às 20h é free. Depois R$ 20 (por pessoa)
Informações: 98408-000

Tatá Jatobá e Agnaldo do Samba agitam roda de samba da Timboca

AGENDA CULTURAL 
Os cantores Tatá Jatobá e Agnaldo do Samba irão dividir o palco da roda de samba da Timboca. Os artistas serão os convidados especiais do inicio da noite deste domingo (8). A roda de samba de raiz ocorre todos os domingos, a partir das 17h, sempre dando as boas vindas com muito samba e pagode. O evento vai até às 22h30.
Tatá Jatobá (foto divulgação)
Sob o comando de Herlon, a Fera do Banjo, e dos músicos do grupo que leva o mesmo nome da casa, a roda de samba promete apresentar um repertório reunindo sucessos que marcaram época, com as canções de Almir Guineto, Dorival Caymmi, Alcione, Jorge Aragão e outros.
A casa está localizada na Rua Alexandre Amorim, 201, no bairro de Aparecida e também dispõe de mesas, ambiente familiar e petiscos. Os ingressos custam R$5 até às 18h30. Após esse horário, os ingressos passam a custar R$10, preço único. Maiores informações: 99128-8274. 

"Amor Eu Vou Dormir" comemora um mês de sucesso nas noites de sábado

AGENDA CULTURAL
Após 30 dias do sucesso da primeira edição que agitou o centro da cidade, a roda de samba “Amor Eu Vou Dormir”, localizada na Avenida Japurá, 676, Centro, realiza mais uma edição, e desta vez contará com Eden Vianna e banda e a participação de Yurizinho.
Na ocasião, o grupo Vem K Sambar irá cantar e receber seus convidados em um palco no formato 360º. No repertório, além de sucessos Ferrugem Thiaguinho, Sorriso Maroto e muitos outros, o grupo irá lançar a nova música de trabalho “Tá pegando fogo”.
Roda de Samba "Amor Eu Vou Dormir" (foto divulgação)
Homens e mulheres não pagam entrada até às 23h. Após esse horário, os ingressos passam a custar R$10, preço único. Maiores informações: 98407-1407. 

Pagode do Coronel celebra sete anos de muito sucesso

AGENDA CULTURAL 
Para comemorar sete anos de sucesso, o Pagode do Coronel, localizado na Avenida Japurá, 676, Centro, realizará um grande show com muito estilo nesta sexta (6). O evento começará a partir das 20h30 e terá mais de oito horas de duração. Os Bambas do Samba abrem a programação da casa, que também recebe Uendel Pinheiro, Du Barranco e Herlon, a Fera do Banjo.
A comemoração não pára por aí e contará com a participação de nomes importantes do samba e pagode local como: Joubert, Papaco, Yury Cacildis, Endryl e Michael (Pagode dos Amigos), Laura Abreu, Demir e Thiago Ângelo Marcio, Wilsinho de Cima, Vanessa Auzier, Yurizinho, Ases do Pagode, Deuzimar, Samba Kiss, James Rios, Bruno e Banda, Vem K Sambar e Loka Tentação.
Uendel Pinheiro (foto divulgação)
Os ingressos para o evento custam R$ 10 até às 22h. Após esse horário passarão a custar R$20 e estarão à venda no local. Maiores informações: 99165-3111.

Defesa de Lula entra com novo habeas corpus no STJ para evitar prisão


O dólar opera em alta frente ao real nesta sexta-feira (6), com os mercados atentos aos desdobramentos da determinação do juiz Sérgio Moro de prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa do petista pediu na noite de quinta-feira (5) novo habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para evitar a prisão, que deve ser efetivada até as 17h desta sexta.
Por volta de 11h45, a moeda norte-americana subia 0,89%, vendida a R$ 3,3711.
O dólar também acompanha a trajetória da divisa norte-americana ante moedas emergentes no exterior após novas ameaças de tarifas do presidente Donald Trump contra a China. Na véspera, o governo dos EUA anunciou que estuda impor US$ 100 bilhões em tarifas sobre a China, adicionais aos US$ 50 bilhões já anunciados a centenas de produtos chineses após retaliação de Pequim.
O mercado reage ainda aos números do relatório de empregos dos Estados Unidos, que mostra criação de 103 mil vagas, abaixo das expectativas de 178 mil novos postos de trabalho. Sem grande tração da atividade, o aperto monetário no país ainda tende a ser gradual, o que inibe a alta do dólar.
Por outro lado, podem ser vistos sinais de inflação no mercado de trabalho, que abre espaço para o Federal Reserve (Fed, banco central americano) continuar com seus planos de altas de juros. O ganho médio da renda salarial subiu 2,7% em 12 meses até março, acima dos 2,6% no acumulado no mês anterior.

Cenário eleitoral preocupa

De acordo com o Valor On Line, a postura mais defensiva do mercado prevalece, diante da percepção de que o cenário eleitoral a partir de agora trará mais preocupação do que alento.
Algumas análises indicam que, com Lula preso ou não, o próximo foco de preocupação do mercado seria o vigor - ou falta de - de candidaturas de centro-direita.
“Mais fundamentalmente, quando a poeira baixar, investidores provavelmente vão se concentrar mais no fato de que os candidatos pró-mercado ainda patinam nas pesquisas”, diz em nota Edward Glossop, economista para a América Latina da Capital Economics. Segundo ele, o resultado disso é que a perspectiva para a reforma fiscal parece “sombria”.
Estrategistas do banco Brown Brothers Harriman consideram que o principal determinante para o cenário eleitoral a partir de agora é como o apoio do petista será redistribuído entre os demais candidatos de esquerda.
“Os mercados estão subestimando o risco político no Brasil”, resumem os profissionais, que veem o dólar em patamares acima de R$ 3,40 no curto prazo.
Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, diz que o risco agora está mais voltado para a fragmentação da corrida eleitoral, uma vez que diminuíram as chances de Lula concorrer ao pleito. “À medida que você deixa de polarizar, cria-se espaço para ‘outsiders’”, afirma.
Por ora, ele diz que o cenário-base ainda é de vitória de um candidato de centro-direita. Ainda assim, a estimativa do economista é de dólar mais próximo de R$ 3,36 ao fim do ano. “Se esse cenário não se concretizar e um ‘outsider’ vencer, não vejo ataque contra o câmbio, mas certamente o patamar de equilíbrio estará mais para R$ 3,50.”

Véspera

Na véspera, a moeda dos EUA teve leva alta de 0,03% frente ao real, a R$ 3,3414, após ter recuado abaixo de R$ 3,30 na abertura do dia, renovando a maior cotação desde 18 de maio de 2017 (R$ 3,3836).
De acordo com a Reuters, o Banco Central brasileiro não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio, por ora. Em maio, vencem US$ 2,565 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Um dia antes de julgamento de recurso de Lula, Dodge diz que 'Justiça que tarda é Justiça que falha'


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou nesta terça-feira (3), em sessão do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), que o princípio da presunção de inocência é garantia importante em todos os países, mas que a execução de uma pena após quatro instâncias é exagero que "aniquila o sistema de justiça" porque "uma Justiça que tarda é uma Justiça que falha".
"O princípio de presunção da inocência é uma garantia individual importante em todos os países, é importante também no sistema brasileiro. No entanto, apenas no Brasil o Judiciário vinha entendendo que só se pode executar uma sentença após quatro instâncias judiciais confirmarem uma condenação. Este exagero aniquila o sistema de Justiça exatamente porque uma Justiça que tarda é uma Justiça que falha", afirmou a procuradora.
A procuradora se referia ao julgamento previsto para esta quarta-feira (4) no Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte vai julgar habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) no caso do triplex em Guarujá, a 12 anos e um mês de prisão em regime fechado. A defesa de Lula argumenta que, segundo a Constituição, o reú só pode ser preso após transitado em julgado, quando não cabe mais nenhum recurso.
"Amanhã o STF deve concluir um dos seus mais notórios, expressivos e importantes julgamentos. O que estará em debate naquela Corte superior a questão da observância do princípio da presunção de inocência no Brasil, a validade do duplo grau de jurisdição e a extensão em que uma decisão sujeita-se a execução provisória da pena", disse Raquel Dodge na abertura da reunião do CSMP.
O recurso tenta impedir que Lula seja preso antes de julgados todos os recursos possíveis na Justiça. O TRF-4 determinou o cumprimento imediato da pena de prisão, baseado no atual posicionamento do STF.
O julgamento do habeas corpus de Lula valerá apenas para o caso específico do ex-presidente, mas pode indicar uma mudança no posicionamento firmado pela Corte em 2016 quando o STF reconheceu a possibilidade de execução imediata da pena após condenação em segunda instância.
"Este é, provavelmente, um dos julgamentos mais importantes da história do Supremo Tribunal Federal exatamente porque ele vem na esteira de uma modificação da Constituição brasileira e do novo código de processo civil na expectativa de garantir resolutividade ao sistema criminal do Brasil", completou Dodge.
A procuradora-geral da República também criticou o sistema recursal brasileiro que, segundo ela, só antende os "mais afortunados" que podem "pagar advogados caríssimos" para evitar o julgamento final e o cumprimento da pena.
"A Constituição brasileira também garante, não só a presunção de inocência e o duplo grau de jurisdição, mas também segurança jurídica e efetividade. Se não forem observados no sistema adequadamente o processo criminal não termina, ou só termina quando está prescrito, e é um sistema de amplos e sucessivas instâncias revisoras que só atendem os mais afortunados, que podem pagar advogados caríssimos para manter o sistema recursal aberto e evitando o trânsito em julgado da condenação", disse a procuradora.
Há duas semanas, quando STF iniciou o julgamento do habeas corpus de Lula, Raquel Dodge voltou a se manifestar pela rejeição do pedido.
Habeas Corpus preventivo
Nesta segunda-feira (4), a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, se reuniu com o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, a fim de discutir a segurança no dia do julgamento do habeas corpus preventivo de Lula.
Horas depois, a ministra divulgou um pronunciamento no qual ela pede "serenidade" para que diferenças ideológicas não resultem em "desordem social". A presidente do STF também defendeu o "fortalecimento da democracia" e afirmou que "há que se respeitar opiniões diferentes".
Nesta segunda-feira (3), juízes, promotores e advogados foram ao Supremo Tribunal Federal para defender suas posições com relação ao cumprimento da pena logo após condenação em segunda instância.
Juízes e promotores entregaram ao tribunal um abaixo-assinado com mais de 5 mil assinaturas contendo argumentos a favor da manutenção da possibilidade de prisão de condenados após decisão da segunda instância.
Um grupo de advogados também entregou à Corte um abaixo-assinado com cerca de 3,6 mil assinaturas pedindo que os ministros julguem duas ações pendentes e só permita prisões de condenados após o julgamento de todos os recursos possíveis em todas as instâncias da Justiça.
Ainda estão pendentes de julgamento definitivo pelo plenário duas ações genéricas sobre o tema. A ministra Cármen Lúcia, presidente do STF, já afirmou que não pretende pautar essas ações. Segundo ela, faz apenas dois anos que o Supremo analisou a questão.
Lava Jato
Em palestra na manhã desta terça-feira (3) numa universidade em Brasília, ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, alertou para ospossíveis efeitos que uma eventual revisão do atual entendimento do STF pode ter para as investigações e processos criminais. Ele se referiu expressamente ao julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula.
Janot citou mudanças na lei e na jurisprudência que permitiram, na visão dele, o sucesso da operação Lava Jato. O ex-procurador destacou ainda a decisão de 2016 do próprio STF que permitiu a execução da pena após condenação num tribunal de segunda instância.
“É o pano de fundo do julgamento de amanhã [quarta-feira]. Nós temos que abstrair de pessoas, olhar as teses e os efeitos disso no sistema penal”, disse Janot, que, em 2016, defendeu no STF a tese da prisão após segunda instância.


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Governo inverte a lógica da reforma ministerial para blindar Temer de eventual denúncia


O Palácio do Planalto decidiu usar a reforma ministerial para se blindar junto aos aliados de uma eventual terceira denúncia contra o presidente Michel Temer ou mesmo de um enfraquecimento político por causa das investigações do caso Rodrimar.
Com isso, a lógica das mudanças no primeiro escalão foi invertida. Segundo um auxiliar direto do presidente, antes o objetivo da reforma ministerial era exigir fidelidade para o projeto de reeleição de Temer. Agora, com o enfraquecimento político depois do susto com a prisão dos amigos do presidente, o governo vai pedir apoio politico para se proteger caso seja apresentada uma terceira denúncia pelo Procuradoria Geral da República.
"A nossa lógica mudou. É óbvio que essa investigação do círculo mais próximo do presidente Temer incomoda, por isso mesmo temos que fazer uma ação preventiva junto a nossa base aliada. Os partidos manterão seus ministérios com a garantia de que o presidente terá o apoio necessário na Câmara", disse ao blog um auxiliar direto de Temer.
Como antecipou o blog, o governo ficou aliviado na noite de sábado (31) com a revogação das prisões dos amigos do presidente Michel Temer, inclusive o advogado José Yunes, o coronel aposentado da PM José Baptista Lima Filho e o ex-ministro Wagner Rossi.
Mesmo assim, há o reconhecimento de que as investigações ganharam uma dinâmica própria e que, portanto, novas surpresas podem enfraquecer politicamente o presidente.