sexta-feira, 10 de abril de 2015

Detran e Manaustrans vão coibir venda de bebidas nas calçadas de casas de show

Os ambulantes que vendem bebidas alcoólicas em festas em frente às casas de shows de Manaus serão um dos alvos da ação conjunta do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM) e o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) e outros órgãos para inibir o consumo de bebidas alcoólicas no trânsito.
“Essa venda de bebida por ambulantes é proibida por lei, mas é muito comum ver nas casas de shows e festa essa comercialização. Vamos apreender as mercadorias, junto com a  Sempab (Secretaria Municipal de Mercados, Produção e Abastecimento)”, explicou o diretor-presidente do Detran, Leonel Feitoza.
As casas de shows sem autorização para funcionar também serão fiscalizadas. “Com isso, vamos estancar o início do problema de consumo de álcool no trânsito. Fizemos um estudo e identificamos a origem dos problemas de morte no trânsito. Então, iremos atuar na raiz desse problema”.
Outros locais a serem fiscalizados são os postos de gasolina. Conforme Leonel, os pontos, ainda que proibidos por lei, são muito utilizados como locais para beber. “Existem leis que proíbem o consumo de bebida em lojas, mas é comum detectarmos menores bebendo nos postos e saem dali para matar ou para morrer no trânsito. Queremos fiscalizar todas as esferas para evitar mais acidentes e mais mortes”, disse o diretor do Detran. 
Segundo ele, 70% dos acidentes com vítimas fatais no trânsito são causados por efeitos alcoólicos nos motoristas.
Além do Detran e Manaustrans, as policias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar, Sempab, Secretaria Municial de Finanças (Semef) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas) vão apoiar a ação.
O Manaustrans atuará nos estacionamentos próximo às casas de shows. “Vamos fiscalizar a parte dos estacionamentos irregulares nas vias e calçadas. Então, aquele que está bebendo e esperando para amanhecer o dia e o Detran ir embora para ele ir para casa bêbado, se tiver estacionado irregularmente, o carro vai ser guinchado e ser encaminhado para o parqueamento”, explicou o diretor-presidente do Manaustrans, Paulo Henrique Martins.


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Paulo Kabessa comanda festa neste fim de semana

Pra quem curte um bom pagode acompanhado de um bom chopp gelado, a pedida na noite neste sábado (11) é o Goumert Amazonas. A casa localizada no na Rua Acre, Vieralves, apresenta uma programação recheada de muito pagode e samba de raiz. Paulo Kabessa e convidados animam a noite, a partir das 20h.
No evento, Kabessa recebe os sambistas Júnior Rodrigues e Assis Almeida. Os músicos apresentarão um repertório repleto de clássicos de compositores craques na criação de sambas de raiz e de enredo.
Também haverá uma homenagem ao Grêmio Recreativa Escola de Samba Portela, agremiação do estado do Rio de Janeiro, que completa mais um ano de existência. Assis Almeida, um dos interpretes da Mocidade Independente de Aparecida, irá reviver alguns sucessos ao som de Candeia, Zé Ketti, Jair do Cavaquinho, Casquinha, Paulinho da Viola e Monarco.
Venha aproveitar o melhor samba da cidade, em um ambiente descontraído, agradável, perfeito para reunir os amigos e ouvir aquele pagodinho ao vivo!

SERVIÇO
PAULO KABESSA CONVIDA
QUANDO: Sábado (11), a partir das 20h
ONDE: Gourmet Amazonas. Rua Acre, Vieralves.
QUANTO: R$ 10 couvert

INFORMAÇÕES: 99118-6076

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A maior vítima é a verdade

Por José Anibal

Como czarina do setor elétrico desde 2004, Dilma sabia muito bem que não há como baixar o preço de energia senão aumentando a oferta

Eduardo Braga, novo ministro de Minas e Energia  (Foto: José Varella / Agência Senado)

Em entrevista à TV Veja, o ministro Eduardo Braga disse que os estados então comandados pelo PSDB (São Paulo, Paraná e, na época, Minas Gerais) são responsáveis pelo aumento de mais de 50% na conta de luz do cidadão. Segundo ele, os entes federativos que defenderam o patrimônio de seus cidadãos da usurpação federal – leia-se MP 579, o conto do vigário da energia barata – são os culpados pela falência do setor elétrico.

Curioso esse ministro. Até aqui nada fez para tirar o setor do desastre provocado por sua chefa. Mas opera bem com a mentira e o transformismo. Dilma quis fazer cortesia com o chapéu alheio. Deu com os burros n’água, apesar de todos os alertas. Agora, com os brasileiros sofrendo forte confisco de renda por uma das contas de energia mais caras do mundo, Braga quer aplicar o conto-do-vigário. Mestre Houaiss no seu Dicionário da Língua Portuguesa diz de quem pratica este delito: “aquele que engana outrem com trapaças; vigarista, velhaco”.

Como czarina do setor elétrico desde 2004, Dilma sabia muito bem que não há como baixar o preço de energia senão aumentando a oferta. Quando decidiu anunciar na TV a canetada mágica que jogaria a tarifa para baixo em 20%, ela sabia que fazia isso à custa da usurpação das empresas estaduais de energia e da Eletrobras – esta, coitada, obrigada a assinar, foi sequestrada e depenada em R$ 10 bilhões pelo governo. Os estados que não assinaram, evitaram a falência de suas empresas.

O problema não foi só destruir o marco regulatório sem ouvir as partes. O pior foi incentivar o consumo em meio a escassez hídrica, quando as térmicas tiveram de ser acionadas a plena carga. Faltou a presidente explicar à Nação como faria a mágica de conciliar a energia cada vez mais cara com tarifas cada vez mais baixas. E mais: ao intervir no mercado e romper contratos, afugentou os interessados em investir no setor.

O rombo aberto desde 2012 já custou R$ 100 bilhões! De onde saiu o dinheiro para esconder o abismo? Do Tesouro Nacional, ou seja, do nosso bolso. Dilma deu com uma mão e tirou com a outra. Como os recursos não são infinitos, repassaram a barbeiragem para a conta de luz: 50% a 70% de aumento apenas em 2015 – e por enquanto. Só não tivemos que racionar energia ainda porque a economia, sobretudo a indústria, só anda para trás neste governo.

Se não bastasse a catástrofe financeira, os reservatórios subiram pouco no período chuvoso. Significa que, persistindo a média climática para o período seco, devemos chegar ao fim do ano com um nível de armazenamento em torno de 10%. Isto é, os problemas do setor em 2015 continuam em 2016. Nem esse quadro lamentável faz o governo assumir o estrago e incentivar uma campanha aberta, direta e franca de redução do consumo.

O discurso tranquilizador do Planalto destoa dos esforços desesperados do mesmo governo para aumentar a oferta (estímulo à geração térmica de pequeno porte, importação de energia da Argentina, leilões de gás com prazos de entrega reduzidos, etc). A Resolução 44 agora autoriza a venda de energia de empresas que tenham geradores a R$ 1.420,34 o megawatt hora! Dilma tinha prometido a R$ 9 e autoriza agora um valor 158 vezes maior! No dizer de um agente do setor: “Hoje a política é gerar energia a qualquer custo.” É a Dilma a qualquer custo fazendo qualquer coisa para sobreviver. Até quando?
A revolução do gás de xisto nos EUA e o colossal acordo da China com a Rússia para importação de gás deixam claro a correlação entre energia e competitividade global – sobretudo enquanto cerne de uma política industrial. Mesmo sabendo que o Brasil é um dos países com melhor massa critica no setor elétrico, Dilma atropelou tudo e todos em nome de seu populismo energético. As vítimas estão aí: a economia popular, a indústria e, sobretudo, a verdade. 

terça-feira, 7 de abril de 2015

Ex-juiz do caso Eike enganou BC para resgatar dinheiro de traficante, diz MPF

Magistrado usou decisões falsas e dados fantasiosos para restituição de valores, segundo denúncia


 O Juiz federal Flávio Roberto de Souza  (Foto: Agência O Globo)
O Juiz federal Flávio Roberto de Souza (Foto: Agência O Globo)

Glauce Cavalcanti, O Globo


Usando documentos falsos e com informações mentirosas, o juiz federal Flávio Roberto de Souza conseguiu enganar a Caixa Econômica Federal e o Banco Central (BC) para regatar quantias relativas à apreensões realizadas em caso de tráfico internacional de drogas.
Só em moedas estrangeiras, ele conseguiu resgatar US$ 150.617 e € 108.170. Desta soma, equivalente a R$ 838,5 mil, ele utilizou R$ 549 mil para comprar um apartamento na Barra da Tijuca, no valor de R$ 650 mil.O juiz tentou pagar os proprietários do imóvel em espécie. Como eles não aceitaram, trocou o dinheiro em uma casa de câmbio.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Pensamento da segunda-feira

Gastam-se bilhões, cortam-se centavos
{ Mary Zaidan, jornalista, quando se refere a corrupção no Brasil }

Arquidiocese aguarda parecer do Vaticano sobre beatificação de dom Hélder Câmara

Religioso teve trajetória marcada pelo auxílio aos mais necessitados


 Dom Hélder Câmara  (Foto: Divulgação)Dom Hélder Câmara (Foto: Divulgação)
 Agência Brasil
A Cúria Romana analisa o pedido feito pela Arquidiocese de Olinda e Recife para iniciar o processo de beatificação de dom Hélder Câmara. A expectativa agora está no posicionamento dos dicastérios, que são departamentos do governo da Igreja Católica que compõem a Cúria.
Uma carta enviada à arquidiocese pelo prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, explica que, caso seja dado o Nihil Obstat (Nada Consta), a Igreja em Olinda e Recife poderá iniciar o processo na diocese.
De acordo com a arquidiocese, a primeira etapa do processo consiste em nomear dom Hélder Servo do Senhor. Em seguida, a partir da aprovação de estudos feitos por uma comissão jurídica, com base da análise de textos publicados pelo religioso e de testemunhos de pessoas que o conheceram, o papa concede o título de Venerável Servo do Senhor. Então, o passo seguinte é a beatificação.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Tradução fraudulenta provoca saída de assessor de Levy

Dar para acreditar que os responsáveis pela tradução fraudulenta procederam assim à revelia de Levy?


Fernando Thompson (Foto: Reprodução)Fernando Thompson (Foto: Reprodução)
Ricardo Noblat
Até a semana assada, era uma, eram duas, eram três e eram quatro  as trapalhadas protagonizadas por Joaquim Levy, ministro da Fazenda, desde que assumira o cargo.
Todas elas tiveram a ver com frases ou palavras que fizeram a presidente Dilma Rousseff subir nas tamancas.
Acrescente-se mais uma trapalhada – a quinta, novinha em folha. Essa não pôs Levy em rota de colisão com Dilma, mas o fez perder seu assessor de imprensa, o jornalista Fernando Thompson.
Foi assim, conforme relato de O Globo:
“O Ministério da Fazenda publicou em seu site duas transcrições, em português e inglês, da palestra do titular da pasta, Joaquim Levy, no último dia 24, em São Paulo. As transcrições, porém, não são fiéis à declaração do ministro, que afirmou que ‘a maioria das empresas não gosta de pagar impostos no Brasil.’
Nos textos publicados no site do ministério, a palavra “companies”, usada pelo ministro em sua palestra original, em inglês, foi substituída por “people” e depois traduzida para “pessoas”, na versão em português preparada pelo ministério.”
Dá para acreditar que os responsáveis pela tradução fraudulenta procederam assim à revelia de Levy? Se procederam deveriam ter sido dispensados.
Thompson pediu demissão por ter se sentido usado. Ele assegurara a diversos jornalistas que o ministro não dissera que “a maioria das empresas não gosta de pagar impostos no Brasil”.
Acreditara na tradução fraudulenta.