terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CANDIDATO A PRESIDENTE PELA OPOSIÇÃO DA VENEZUELA COPIA MODELO ECONÔMICO DE LULA

Mundo
Henrique Capriles, candidado da oposição a Hugo Chavéz
O Globo
O candidato oficial da oposição venezuelana, Henrique Capriles (foto acima), que ganhou as primárias deste domingo com um comparecimento inédito de eleitores, fez um chamado para unir o país, prometeu um governo menos centralizador e elogiou o modelo brasileiro — inclusive sugerindo que, se eleito, poderia estender para todo o país o programa Fome Zero, que adotou em seu governo no estado de Miranda.
Apesar de desejar mostrar diferenças em relação ao poder atual, Capriles já demonstrou ser muito parecido com Chávez em um ponto pelo menos: a prolixidade. O candidato falou por mais de duas horas numa entrevista coletiva no Centro Internacional de Exposições de Caracas, na Universidade Metropolitana.
Ele respondeu a perguntas de dezenas de jornalistas e fez até pausas para descanso no meio da rodada de questões. Só não conseguiu bater o adversário, que recentemente discursou por quase dez horas.
Numa nação dominada pelo esquerdismo chavista, o neto de poloneses que fugiram da perseguição nazista deixou claro que admira o “moderno modelo econômico de esquerda” do Brasil, que ajudou a tirar milhares de pessoas da pobreza e incentivou o crescimento da iniciativa privada.
Capriles disse estar certo de de que terá boas relações com o país da presidente Dilma Rousseff que, em uma rápida gafe, chamou de presidente Lula, ignorando os mais de 13 meses de governo da primeira presidente brasileira.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PENSAMENTO DA SEGUNDA-FEIRA

A insofismável realidade da vida depois da morte é uma fato incontestável, declarado por Jesus Cristo há dois mil anos: " Não temeis os que matam o corpo, mas não podem matar a alma"

MOÇA,BELA CANÇÃO DO CANTOR WANDO, QUE SE- IMORTALIZOU COM ESTA EXCELENTE LETRA

ADVOGADA LIGA MINISTRO TÓFFOLI E GILBERTO CARVALHO A MÁFIA DO DISTRITO FEDERAL

Política

Foto: Fernando Cavalcante

Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane Araújo de Oliveira revela que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República e que o governo federal usou de sua proximidade com a quadrilha de Durval Barbosa para conseguir material contra adversários políticos

VEJA Online

Nascida em Maceió, em uma família humilde, Christiane Araújo de Oliveira mudou-se para Brasília há pouco mais de dez anos com o objetivo de se formar em Direito. Em 2007, aceitou o convite para trabalhar no governo do Distrito Federal de um certo Durval Barbosa, delegado aposentado e corrupto contumaz que ficaria famoso, pouco depois, ao dar publicidade às cenas degradantes de recebimento de propina que levaram à cadeia o governador José Roberto Arruda e arrasaram com seu círculo de apoiadores.
Sob as ordens de Durval, Christiane se transformou num instrumento de traficâncias políticas. No ano passado, depois de VEJA mostrar a relação promíscua entre o petismo e o delegado, Christiane foi orientada a sumir da capital federal. Relatos detalhados de suas aventuras com poderosos, no entanto, já estavam em poder do Ministério Público e da Polícia Federal. Na edição que chega às bancas neste sábado, VEJA revela o teor de dois depoimentos feitos pela jovem advogada no final de 2010.
Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane revelou que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República. Ela participava de festas de embalo, viajava em aviões oficiais, aproveitava-se dos amigos e amantes influentes para obter favores em benefício da quadrilha chefiada por Durval, que desviou mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos. Ela também contou como o governo federal usou de sua proximidade com essa máfia para conseguir material que incriminaria adversários políticos.
A advogada relatou que manteve um relacionamento com o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli, quando ele ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula. Os encontros, segundo ela, ocorriam em um apartamento onde Durval armazenava caixas de dinheiro usado para comprar políticos – e onde ele eventualmente registrava imagens dessas (e de outras) transações.
Christiane afirma que em um dos encontros entregou a Toffoli gravações do acervo de Durval Barbosa. A amostra, que Durval queria fazer chegar ao governo do PT, era uma forma de demonstrar sua capacidade de deflagrar um escândalo capaz de varrer a oposição em Brasília nas eleições de 2010. Ela também teria voado a bordo de um jato oficial do governo, por cortesia do atual ministro do STF, que na época era chefe da Advocacia Geral da União (AGU).
Por escrito, Dias Toffoli negou todas as acusações. “Nunca recebi da Dra. Christiane Araújo fitas gravadas relativas ao escândalo ocorrido no governo do Distrito Federal.” O ministro disse ainda que nunca frequentou o apartamento citado por ela ou solicitou avião oficial para servi-la. Como chefe da AGU, só a teria recebido uma única vez em seu gabinete, em audiência formal.
Nas gravações, Christiane relatou ainda que tem uma amizade íntima com Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. No governo passado, quando Carvalho ocupava o cargo de chefe de gabinete de Lula, ela pediu a interferência do ministro para nomear o procurador Leonardo Bandarra como chefe do Ministério Público do Distrito Federal. O pedido foi atendido. Bandarra, descobriu-se depois, era também um ativo membro da máfia brasiliense – e hoje responde a cinco ações na Justiça, depois de ter sido exonerado.

ELIANA CALMON NÃO ESTÁ SOZINHA NA MORALIZAÇÃO DO JUDICIÁRIO

 
“Quando chamei alguns membros do Judiciário de bandidos de toga, sabia que isso causaria um grande alvoroço.Agora sei que não estou sozinha na luta para fortalecer o Judiciário”.
A afirmação é da corregedora nacional da Justiça, desembargadora Eliana Calmon, que está em Salvador, apesar de ter sido desencorajada pela segurança do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de vir à capital baiana devido ao clima gerado pela greve da Polícia Militar.
A missão, no entanto, não é oficial. Ela está reformando o novo imóvel que comprou no Farol da Barra, no mesmo prédio onde tinha apartamento. “Vou ganhar outro neto, então resolvi adquirir apartamento maior, para dar mais conforto à minha família”, disse a corregedora em entrevista exclusiva a Agência A Tarde.
- Como a senhora viu a mobilização dos brasileiros em defesa do trabalho de moralização que a senhora está fazendo na Justiça?
Foi fantástico. Digo que foi uma vitória especial, institucional, porque entendo que o CNJ é fundamental para dar mais segurança e credibilidade à Justiça que vive uma crise de gestão. As redes sociais enlouqueceram.
Recebi uma quantidade tão grande de e-mails que não dei conta de ler todos. Aliás, estou arquivando tudo e encaminhando à biblioteca para que, quem sabe?, mais tarde sirva para um estudo sociológico.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

PENSAMENTO DO DOMINGO

Não é a partida do espírito que causa a morte do corpo: ela é que determina a partida do espírito

MENINOS SÃO ALICIADOS A VIRAR TRANSEXUAIS EM SÃO PAULO

Cleide Carvalho, O Globo

Magra, cabelos compridos, short curto. M., 16 anos, abre o sorriso leve e ingênuo dos adolescentes quando perguntada se pode dar entrevista. Poderia ser uma das milhares de meninas que sonham com as passarelas. Mas não é.
O relógio marca 1h de sexta-feira. M. é um garoto e está na calçada, numa das travessas da Avenida Indianópolis, conhecido ponto de prostituição de travestis e transexuais, escancarado em meio a casas de alto padrão do Planalto Paulista, na Zona Sul de São Paulo. A poucos passos, mais perto da esquina, está K., também de 16 anos.
— Sou muito feminina. Não tem como não ser mulher 24 horas por dia — diz K.
M. e K. são a ponta do novelo que transformou São Paulo num centro de tráfico de adolescentes nos últimos cinco anos. Meninos a partir de 14 anos são aliciados no Ceará, no Rio Grande do Norte e no Piauí e, aos poucos, são transformados em mulheres para se prostituírem nas ruas de São Paulo e em países da Europa.
Misturados a travestis maiores de idade, eles são distribuídos em três pontos tradicionais de prostituição transexual em São Paulo: além da Indianópolis, são encaminhados para a região da Avenida Cruzeiro do Sul, na Zona Norte, e Avenida Industrial, em Santo André, no ABC paulista.