domingo, 30 de junho de 2013
PAPA PEDE A CLÉRIGOS QUE EVITEM LÓGICA DO PODER HUMANO
Declaração demonstra esforços para
erradicar a corrupção no Vaticano
O Globo
O Papa Francisco pediu aos clérigos, neste sábado (29), que evitem "a lógica do poder humano", numa tentativa de erradicar a corrupção e outros problemas nas estruturas de poder do Vaticano. Em homilia na Basílica de São Pedro, ele também alertou a cúria sobre o "perigo de pensar de forma mundana".
| A advertência foi realizada um dia após o último constrangimento passado pela hierarquia da Santa Sé, quando as autoridades italianas detiveram um contador do Vaticano, em uma investigação sobre o suposto contrabando de 20 milhões de euros em dinheiro da Suíça para a Itália. |
O monsenhor italiano Nunzio Scarano foi suspenso no mês passado de seu cargo e também está sendo investigado pelo Ministério Público por mais um caso de lavagem de dinheiro no sul da Itália.
Paralelamente, o cardeal italiano Velasio de Paolis, disse a um jornal romano que o Vaticano "deve limpar a casa", e acrescentou que Francisco tem o direito de continuar sua campanha contra a corrupção na hierarquia da igreja.
CADÊ A ESTADISTA?
ÉPOCA
Na manhã da última quarta-feira, num dos muitos encontros políticos do “pacto nacional” que prometera na TV dias antes, a presidente Dilma Rousseff aceitou receber para uma conversa, no Palácio do Planalto, os presidentes das principais centrais sindicais do país. Não houve papo. Dilma defendeu, por 40 minutos ininterruptos, a proposta que sacudira o Brasil nos últimos dias: uma reforma política com participação popular.
Em seguida, determinou que cada convidado teria apenas dez minutos para dizer o que pensava – mas nem tanto. Wágner Freitas, presidente da CUT, central ligada ao PT, queria falar. Até tentou, mas foi interrompido algumas vezes por Dilma.
No momento em que Dilma parecia hostilizar qualquer contribuição que destoasse do que ela, na verdade, já decidira, era inevitável para alguns dos presentes lembrar o pobre sindicalista Artur Henrique, ex-presidente da CUT. Em maio do ano passado, numa das raras vezes em que Dilma pediu a opinião dos sindicalistas para qualquer coisa, Henrique ousara criticar uma medida do governo. “Você está falando besteira, cala a boca!”, disse Dilma.
| Foto: Roberto Stuckert Filho |
Desta vez, não houve grosseria. Mas sobrou rispidez – e constrangimento. No meio da reunião, um participante quis ir ao banheiro ao lado da sala, no 3° andar do Planalto. Um segurança aproximou-se, meio sem graça: “Amigo, não usa esse banheiro, vai no lá de baixo”. O sindicalista quis saber por quê. “É que, quando dá descarga, a presidenta fica muito brava com o barulho”, disse o segurança.
À medida que a reunião transcorria, quando algum sindicalista ia ao banheiro, outro soltava a piada baixinho: “Ela vai meter o braço em você...”. Não demorou para que Dilma interrompesse a conversa. “Meu tempo acabou, meu tempo acabou, não dá mais para vocês falarem”, disse.
A reunião durara menos de duas horas. Os sindicalistas saíram do gabinete presidencial convencidos de que Dilma os despreza. Saíram, também, sem entusiasmo por qualquer pacto – e sem vontade de voltar.
PRESSIONADA O estilo de governo e a personalidade de Dilma a afastaram do Congresso, das ruas e até do próprio PT. Sua reeleição está em risco?
MULHER É CONDENADA À PRISÃO PERPÉTUA POR CORTAR PÊNIS DO MARIDO
Catherine Kieu decepou o membro de seu marido e o jogou no triturador de lixo
O Globo
Um juiz sentenciou à prisão perpétua com possibilidade de condicional uma mulher no sul da Califórnia que decepou o pênis de seu marido e o jogou no triturador de lixo. Catherine Kieu, 50, foi considerada culpada por um júri de Orange County em abril por mutilação grave e tortura após a agressão contra seu ex-marido em julho de 2011.
Ela drogou o ex-marido antes de atá-lo e decepar seu pênis com uma faca. Ela então jogou o órgão genital em um triturador de lixo. Um advogado de Catherine, nascida no Vietnã, argumentou no julgamento que ela havia sofrido abuso sexual em sua infância, o que a deixou com estresse pós-traumático. Ela demonstrou remorso sobre o ataque, disse ele.
Após a audiência, a vítima - identificada apenas como Glen - disse que desejava que o juiz Richard Toohey tivesse aplicado uma sentença mais dura, noticiou o City News Service.
- No fundo, eu esperava uma sentença mais pesada, mas dadas as restrições da lei, é o que ele tinha de fazer - disse ele. - Pode haver uma situação em que eu possa ser feliz. Mas completamente? Nunca - afirmou.
sábado, 29 de junho de 2013
PRELADO É PRESO EM INVESTIGAÇÃO SOBRE BANCO DO VATICANO
Monsenhor Scarano é acusado de retirar cerca de € 600 mil de conta bancária. Religioso trabalhava como contador da Santa Sé e era conhecido como Monsenhor 500 pelas notas altas na carteira
O Globo
Um monsenhor suspeito de tentar ajudar amigos ricos a levar milhões de euros para a Itália ilegalmente foi preso nesta sexta-feira, como parte de uma investigação no Banco do Vaticano.
| O monsenhor Nunzio Scarano, conhecido como Monsenhor 500 pelas notas altas na carteira, trabalhava como contador da administração financeira do Vaticano e já estava envolvido em outra investigação realizada por juízes do Sul da Itália. |
A detenção acontece dois dias depois de o Papa Francisco ter nomeado uma comissão especial de inquérito para investigar as atividades da instituição, que é formalmente conhecida como o Instituto para Obras de Religião (IOR), e tem sido atingida por vários escândalos nas últimas décadas.
DILMA NÃO VAI AO MARACANÃ COM MEDO DE SER VAIADA
Luiza Damé
A presidente Dilma Rousseff desistiu de assistir à final da Copa das Confederações, entre Brasil e Espanha, domingo, no Maracanã. A assessoria do Palácio do Planalto disse que a presidente recebeu o convite da Fifa para a abertura e o encerramento, mas não confirmou presença na última partida da competição. Na abertura, no estádio Mané Garrincha, Dilma foi vaiada ao aparecer no telão, quando foi citada pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, e quando declarou aberta a Copa.
À tarde, durante entrevista coletiva no Maracanã, Blatter demonstrou certo desconforto ao ser perguntado sobre a ausência da presidente Dilma no encerramento do torneio, dizendo que gostaria de tê-la ao seu lado.
- Não recebi a confirmação se a presidente estará na final. Essa é uma questão para esse lado da mesa - disse o dirigente, apontando para Aldo Rebelo, ministro dos Esportes. - Eu ficarei feliz se ela estiver lá... mas não sou profeta e não posso dizer se ela estará lá ou não - comentou.
A avaliação de interlocutores da presidente é que, em meio a onda de protestos no país, o público do Maracanã seria hostil a Dilma. Além disso, dizem auxiliares da presidente, neste fim de semana, a presidente deve se reunir com ministros para discutir a proposta de plebiscito que mandará ao Congresso na próxima terça-feira. Dilma também deve preparar a reunião ministerial prevista para os próximos dias.
DEPUTADO FICARÁ 2 ANOS VENDO O "SOL QUADRADO"
Depois desse período, se ele tiver bom comportamento, poderá ir para o regime semiaberto
O Globo
Dois anos, dois meses e 21 dias. Esse é o tempo mínimo que o deputado Natan Donadon ficará atrás das grades em tempo integral. Depois desse período, se ele tiver bom comportamento, poderá pedir ao juiz da Vara de Execução Penal de Brasília a progressão do regime para o semiaberto, em que o preso dorme no presídio e, durante o dia, pode ir trabalhar na rua.
Outra possibilidade é o regime aberto, em que o preso fica em uma espécie de albergue e também pode sair para trabalhar. Como não há albergues suficientes no país, normalmente o regime é convertido para a prisão domiciliar.
Donadon foi condenado pelo STF a 13 anos, quatro meses e dez dias de prisão, por formação de quadrilha e peculato. Como a pena soma mais de oito anos, o regime inicial deve ser fechado.
A sentença foi dada em outubro de 2010. Segundo o processo, ele liderou uma quadrilha que desviava recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia. Os desvios teriam ocorrido entre 1995 e 1998, num total de R$ 8,4 milhões.
Na época, Donadon era diretor financeiro do órgão. Além da pena de prisão, o deputado foi condenado a restituir os cofres públicos de Rondônia R$ 1,6 milhão.
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