quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A pedido da família, ex-primeira-dama do AM, Tarcila Prado Mendes será cremada em São Paulo

O corpo da ex-primeira-dama do Amazonas, Tarcila Prado Negreiros Mendes, que faleceu nesta quarta-feira (9) aos 74 anos de idade, será cremado em São Paulo, como foi solicitado pela família. As suas cinzas estão previstas para chegar a Manaus dentro de cinco dias, quando também deve ser realizada uma cerimônia religiosa na capital amazonense.

De família tradicional de Maués (AM), Tarcila estava internada no Hospital Sírio Libanês, na capital paulista. Meses antes, ela chegou a ser hospitalizada por conta de um acidente vascular cerebral (AVC), mas teve alta. Ela teve complicações no fígado, voltou ao hospital e não resistiu. A Prefeitura de Manaus decretou luto oficial de três dias.

Formada em direito, ela exercia a advocacia e por muitos anos foi juíza do Trabalho. Nos anos 60, ela foi líder estudantil. No fim da década de 80, foi superintendente da Legião Brasileira de Assistência. Tarcila foi casada com o ex-governador Amazonino Mendes, com quem teve três filhos.

Para Aécio, 'governo da presidente Dilma acabou'

Oposição ressalta erros da política econômica e prevê fuga de investidores


Cristina Tardáguila, Martha Beck, Gabriela Valente, Cristiane Jungblut, Junia Gama e André Machado, O Globo

A redução da nota de crédito do país, que tirou o país da zona de bons pagadores — o chamado grau de investimento — abasteceu a artilharia da oposição. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse, em comunicado, que o fato mostra que "o governo da presidente Dilma acabou". Para o tucano, o fato era um "desastre anunciado".

"Infelizmente, a perda do grau de investimento do Brasil e aperspectiva de revisão negativa nos próximos doze meses mostram que o governo da presidente Dilma acabou. Um desastre anunciado. Resultado da incompetência e dos erros do governo", disse Aécio, no comunicado.

O tucano repetiu que o governo vem cometendo erros na condução da política econômica. Ele alertou que o governo da petista "não tem base política" para aprovar reformas estruturais no Brasil. "O Brasil perdeu hoje o grau de investimento fruto de erros sucessivos de política econômica dos últimos seis anos, agravados pelo desvio de recursos públicos e aparelhamento político das estatais. 

O cenário é ainda mais grave porque estamos em um governo no qual a presidente terceirizou a sua política econômica. Um governo que não tem hoje uma base política com força para aprovar reformas estruturais e um governo que não tem sequer um plano de governo", disse o tucano.

Senador Aécio Neves (Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo)
Senador Aécio Neves 
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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

DILEMA

 Por Marcelino Ribeiro

Se estou na minha mormacenta Manaus,
não quero sair;
quando chego a João Pessoa, não quero voltar.

São dois amores fortes,
que se instalaram em mim,
e por sorte, com ambas quero ficar.

É como se fossem pai e mãe,
divididos, num dilema, sem tamanho,
em que lugar quer morar...

Impacto anual da criação de sete novas vagas de desembargador no TJ-AM será de R$ 8,6 milhões

O impacto anual da criação das sete novas vagas de desembargador na Justiça do Amazonas será de R$ 8,6 milhões. Essa é a estimativa feita pela presidente da Corte, desembargadora Graça Figueiredo, em uma reclamação contra a proposta ao Supremo Tribuna Federal (STF).
Na sessão de hoje (8), por 12 votos a sete, os desembargadores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) derrubaram a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que questionava forma pela qual o projeto que criou as vagas em 2013 e que suspendeu, liminarmente, a efetivação da lei.
O julgamento do processo (julgamento da liminar e do mérito da Adin) se arrastava há quase dois anos, tendo sido adiado por mais 30 sessões.
O relator do processo, desembargador João Simões, sobre a liminar - concedida em plantão pelo desembargador Jorge Lins - votou pela procedência da manutenção da decisão até o julgamento do mérito. O voto de Simões foi seguido pela maioria dos desembargadores em fevereiro de 2014 a lei que criou as vagas permaneceu suspensa.
Um ano depois, o mérito da Adin começou a ser julgado. O procurador geral do Estado, Clóvis Smith Frota Júnior, apresentou uma sustentação oral defendendo a constitucionalidade da lei. João Simões votou pela derrubada da Adin. O desembargador Ari Moutinho, que era o presidente do TJ-AM quando o projeto de lei foi enviado para a ALE-AM, também se manifestou favoravelmente à constitucionalidade, elogiando o trabalho tanto do desembargador-relator quanto do procurador.
Votaram ainda com o relator, naquela sessão, no dia 10 de fevereiro, os desembargadores Djalma Martins da Costa, Domingos Chalub, Yedo Simões, Flávio Pascarelli, Rafael Romano e Aristóteles Thury, além da juíza convocada Joana Meireles (que substituía a desembargadora Encarnação Salgado, de férias). Posteriormente, o desembargador Lafayette Vieira Júnior e a desembargadora Carla Reis anteciparam o voto concordando com o relator.  
O desembargador Mauro Bessa inaugurou o voto divergente na sessão do dia 3 de março.Os desembargadores Paulo Lima, Wellington Araújo, Cláudio Roessing, Sabino Marques e Jorge Lins, além da presidente Graça Figueiredo, aderiram à divergência. Em seu voto, Bessa rejeitou as preliminares e, no mérito, votou pela procedência da ação, declarando a inconstitucionalidade da lei por violação formal e material à Constituição do Estado.
Durante a apresentação do voto divergente, Bessa ressaltou ainda que a maioria dos processos em tramitação no TJ-AM estão no primeiro grau de jurisdição.
"Temos 128 juízes e 19 desembargadores no Amazonas. Em Alagoas, são 27 desembargadores e 236 juízes. Na Paraíba, são 19 desembargadores e 261 juízes. No Piauí, são 19 desembargadores e 147 juízes. No Rio Grande do Norte, são 15 desembargadores e 199 juízes. Em Rondônia, são 20 desembargadores e 256 juízes. No Tocantins, são 10 desembargadores e 116 juízes. Nesses tribunais, cujo o número de membros é aproximado, o número de desembargadores é menor. Quando é maior, o número de juízes é expressamente maior", disse Bessa. 
Na sessão desta terça-feira (8), a desembargadora Socorro Guedes aderiu ao voto do relator. E, assim, a Adin foi derrubada.
Bate boca entre relator e desembargador divegente
A sessão que derrubou a Adin foi tensa. Houve bate boca entre os desembargadores Mauro bessa e João Simões. Bessa disse que os desembargadores devem trabalhar mais e não aumentar o número de vagas na Corte. João Simões, então, quis saber "quem é que está trabalhando menos".
João Simões e Mauro Bessa (Fotos: Raphael Alves/TJ-AM)
"Não fale para mim trabalhar (SIC) mais! Porque eu trabalho e, vossa excelência, se não sabe, vá ver os meus índices de produtividade! Eu não aceito que vossa excelência me diga que eu estou trabalhando menos. Entendeu? Mude o seu discurso!", disparou João Simões. O colega de Corte respondeu: "Eu não estou dizendo isso", disse Bessa.
Mérito da Adin
Autores da ação, os deputados estaduais José Ricardo (PT), Luiz Castro (PPS) e o ex-deputado Marcelo Ramos, defendem que a aprovação da Lei Complementar Estadual nº 126/2013, que acrescenta sete novas vagas de desembargadores, ocorreu de forma irregular na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), com vícios de iniciativa e tramitação.
Eles afirmam que não foi respeitado o processo legislativo no andamento do projeto de lei do TJ-AM na ALE-AM. Eles alegam que, como representantes da minoria da Casa na ocasião, não participaram das sessões das comissões que aprovaram o projeto e que isso viola as disposições da Constituição do Amazonas.
Cronologia: do TJ a sanção em dois dias
A minuta do projeto foi aprovada pelo Pleno do TJ-AM no dia 5 de novembro de 2013. Dois dias depois, no dia 7, a lei foi aprovada pela ALE-AM. E no mesmo dia sancionada pelo então governador Omar Aziz (PSD).
Ainda no dia 7 de novembro, o CNJ suspendeu o trâmite do projeto dentro do TJ-AM. No dia12 de novembro, os deputados ingressam com ADI para suspender os efeitos da lei, quando o desembargador plantonista, Jorge Lins concedeu liminar (decisão provisória) atendendo o pedido. Em fevereiro de 2014, o Pleno decidiu, por maioria de votos, manter a liminar.
Aval do MP-AM
A derrubada aconteceu com o aval do Ministério Público do Amazonas (MP-AM). Em parecer assinado pelo sub-procurador geral Pedro Bezerra Filho, órgão se manifestou pela improcedência da Adin.
O sub-procurador Pedro Bezerra rebate todas os argumentos dos parlamentares na ADI. Na avaliação dele, a lei aprovada não ofende o texto da Constituição do Estado do Amazonas. O membro do MP-AM ressalta que a lei foi aprovada pelo plenário da ALE-AM.
"(...) a Constituição Estadual não exige a obrigatoriedade de submissão às comissões quando a matéria for submetida ao plenário da casa", frisa Pedro Bezzera, que também lembra que o próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) derrubou uma liminar, que concedeu a pedido da desembargadora Graça Figueiredo à época, suspendendo o trâmite do processo ainda no TJ-AM. Na ocasião, a magistrada mostrou que não teve um pedido de vista sobre a matéria acatado pelo então presidente, desembargador Ari Moutinho.
Graça quer priorizar o 1º grau
A presidente Graça Figueiredo sempre se manifestou contra o aumento. Ela acionou o Conselho Nacional de Justica (CNJ) e o STF contra a proposta. Quando assumiu a presidência, em abril de 2014, a magistrada disse que a prioridade da sua gestão seria a 1ª instância da Justiça. A desembargadora traçou como meta estruturar o 1º grau para que ele "funcione muito bem".
"Assim que o primeiro grau estiver capacitado, estruturado, funcionando com a plenitude que se deseja, nós vamos tratar das vagas aqui”, afirmou Graça Figueiredo, em sua posse.
Fonte: Portal A Crítica

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Para Alckmin, Michel Temer é qualificado para assumir poder


Brasília - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), avaliou que o vice-presidente Michel Temer (PMDB) tem todas as "qualificações" necessárias para assumir o poder, caso a presidente Dilma Rousseff saia do cargo. A declaração foi uma resposta a questionamento sobre se o peemedebista seria capaz de unir e agregar forças para assumir o "novo bloco de poder" defendido pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em artigo publicado neste final de semana.

"Evidentemente que o vice-presidente Michel Temer tem todas as qualificações. Agora, entendo que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou é que há uma crise conjuntural, governista, petista, mas há também uma crise estrutural complexa que demanda grandes reformas", afirmou o tucano em entrevista após participar do Desfile Cívico e Militar de 7 de Setembro no Sambódromo do Anhembi, na capital paulista. A crise vai passar, mas, se o Brasil não fizer as reformas que precisa, vai ficar limitado no crescimento", acrescentou.

Alckmin afirmou que há uma "enorme insatisfação", fruto de uma "policrise" ética, econômica e política e que mostra a "falência" da política. Neste sentido, ele defendeu que é preciso uma reforma "profunda" do sistema político brasileiro. Apesar da crítica, o tucano avaliou como "importante" as investigações contra políticos tocadas pela Polícia Federal, Ministério Público e Poder Judiciário contra políticos. "O Brasil está passando a limpo uma das suas piores coisas, que é o chamado crime do colarinho branco. (...) Estamos dando também uma prova de maturidade."

Para o governador de São Paulo, a crise econômica pela qual o Brasil passa é causada pelo governo. "Quando o governo não é a solução, é o início da crise", disse. "Não tem sistema de política econômica, de política cambial, que funcione com uma política fiscal errada. Então, é também o momento de grandes reformas, de se repensar os Estados", acrescentou. O tucano afirmou que a República não aceita mais "a rapinagem, a mentira e que a desigualdade e o desemprego aumentem".

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Edinho pediu R$ 20 milhões para campanha de Dilma, diz delator

No fim, o repasse foi de R$ 7,5 milhões, conforme os registros no TSE

,Vinicius Sassine,

O dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa, relatou em sua delação premiada que o ministro Edinho Silva fez um pedido inicial de R$ 20 milhões para a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, segundo fontes com acesso às investigações. 

O valor foi considerado elevado pelo empreiteiro, que concordou com uma doação de R$ 10 milhões. No fim, o repasse foi de R$ 7,5 milhões, conforme os registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Edinho era tesoureiro da campanha de Dilma e hoje exerce o cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. 

Por conta da citação na delação de Pessoa e do pedido de investigação formulado pela Procuradoria Geral da República (PGR), o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para investigar Edinho. Ele é, agora, formalmente investigado por conta das suspeitas levantadas pelo delator.

Nas conversas com Edinho, segundo Pessoa, o então tesoureiro teria lembrado dos contratos da UTC na Petrobras, como forma de assegurar a doação à campanha de Dilma. Uma suposta origem ilegal dos recursos é o foco da investigação aberta no Supremo tribunal Federal.

O ministro da Comunicação Social, Edinho Silva. (Foto: Givaldo Barbosa / Arquivo O Globo)
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sábado, 5 de setembro de 2015

Desabafo de Temer é sinal de que o casamento do PMDB com o PT está próximo do fim

Michel Temer,  vice-presidente da República (Foto: Givaldo Barbosa / O Globo)Michel Temer, vice-presidente da República (Foto: Givaldo Barbosa / O Globo)
Ricardo Noblat
Meia volta, volver.
Em entrevista, ontem, dada por telefone ao The Wall Street Journal, o segundo mais importante jornal dos Estados Unidos (o primeiro é o The New York Times), Michel Temer (PMDB-SP), vice-presidente da República, deu o dito para empresários paulistas na última quinta-feira pelo não dito.
- Você pode escrever isso: eu tenho certeza absoluta que isso irá acontecer, que será útil para o país, que não haverá nenhum tipo de perturbação institucional. Dilma governará até o final de 2018 – profetizou Temer.
Tentava consertar uma situação que não tem mais conserto.
A nova edição da revista ÉPOCA destaca as mais apimentadas frases ditas por Temer em debate com empresários paulistas promovido por um movimento que defende o impeachment da presidente Dilma:
"Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo";
"Se continuar assim, eu vou dizer a você, 7%, 8% de popularidade, de fato, fica difícil";
"É preciso melhorar o que está aí";
"Se a chapa for cassada, eu vou para casa feliz. Ela vai para casa...Não sei se feliz";
“O momento pede equilíbrio, pede grandeza”;
“O Brasil é um só, e sempre vai ser maior e mais importante do que qualquer governo”;
“Nada pode barrar a verdade. Nada pode barrar o Brasil”.
O que Temer disse aos empresários deixou Dilma e os ministros que a seguem mais de perto “atordoados”. Não só: “perplexos”. Mais do que isso: “furiosos”.
A ordem dada por Dilma foi cumprida por todos eles: nada de passar recibo. Nada de admitir que Temer produziu um forte estrago na imagem de um governo já muito mal das pernas. Por quê?
Ora, por isso mesmo. Onde já se viu governo fraco enfrentar adversário poderoso? E, no caso, Temer é um adversário poderoso, sim. Preside o PMDB, o maior aliado do governo. E não está desgastado como Dilma está.
Pobre de Edinho Silva, ministro da Comunicação Social. Foi escalado para defender Temer alegando que sua fala foi tirada de contexto.
O problema da fala de Temer foi justamente o contrário. Ela incorporou o contexto do debate e, por isso, soou tão agressiva.
Exemplo: Temer não teve a iniciativa de afirmar que "Ninguém vai resistir três anos e meio com esse índice baixo".
Um empresário perguntou: “A presidente Dilma resistirá três anos e meio com esse índice baixo de aprovação?”
Ao responder, Temer citou a pergunta. E disse o óbvio: não, ninguém com índice tão baixo de aprovação resistirá tanto tempo no cargo. Excesso de sinceridade, digamos assim.
O casamento do PMDB com o PT é movido por interesses – amor, nunca. Afinidade, tampouco.
O desabafo feito por Temer aos empresários foi um sinal de que o casamento está próximo do fim.