terça-feira, 5 de março de 2013

AGRAVA-SE O ESTADO DE SAÚDE DE HUGO CHÁVEZ

Estadão
A saúde do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de 58 anos, piorou por causa de uma severa infecção e uma deterioração de sua condição respiratória, anunciou nesta segunda-feira, 4, à noite o governo por meio de um comunicado oficial.
O presidente, que não tem sido visto desde 10 de dezembro, quando viajou para Cuba para se submeter à quarta cirurgia por causa de um câncer na região pélvica, voltou há duas semanas para a Venezuela e está recebendo quimioterapia de "forte impacto", segundo o governo, para combater o câncer descoberto em 2011.

segunda-feira, 4 de março de 2013

O AMAZONAS PODE VOLTAR A SER O ESTADO DO “ JÁ TEVE”...!

Carlos Costa é jornalista
 e Assistente Social
 O inebriante sucesso econômico da Zona Franca, mas sem investimentos sociais em melhoria de vida ou em pesquisas para a utilização de produtos da floresta na produção de remédios, perfumes etc., poderá  transformar o Amazonas, no Estado do “já teve” e virar um novo “porto de lenha” não mais de Liverpool, mas no da estupidez política pela falta de visão de futuro, como diz a música composta/cantada por Torrinho e o jornalista e poeta Aldísio Filgueiras, gravada e regravada por cantores regionais e hoje transformada em uma espécie de “hino não oficial do Amazonas”. A música “Porto de Lenha” fala sobre um período que vai da facilidade do dinheiro do látex à “Ilusão do Fausto”, do livro da professora e pesquisadora da Ufam, Edinéia Mascarenha Dias. 
 Amazonas é o Estado “do já teve”, sempre na frente dos demais Estados – energia elétrica, bondes, a riqueza da borracha ou a “Ilusão do Fausto” (Valer, 1999 - 189 páginas)de acordo com a professora da UFAM, Edinéia Mascarenha Dias, impressionante e preciso ensaio crítico do período compreendido entre de 1890 e 1920,abordando o surto de urbanização da cidade graças à economia da borracha, dividindo-o em dois momentos da história: – “A cidade do Fausto” e a “Falência do Fausto”. Depois desse inebriante sucesso econômico, o Estado amargou profundos outros anos de bancarrota e desânimo.
 No livro, a professora discute o processo de exclusão social vivido por setores da população, inclusive pelas pessoas mais pobres de fortuna que eram banidos para bairros distantes só para “inglês ver” que Manaus era uma cidade linda, caiada, com casas cobertas com telhas de barro. Não havia mendigos, pedintes e pobres porque todos viviam na periferia da cidade, em bairros distantes recém criados para recebê-los. Os ingleses viviam em uma espécie de gueto, confinados em um quadrilátero pequeno e não conheciam o resto da cidade, até por que não lhes interessava ter contato com a “ralé”, formada por cearenses e os pobres nordestinos que lhes serviam de mão-de-obra escrava, muitas vezes!
 Agora, de forma discreta e quase sem festas, o Amazonas comemora os 46 anos de existência perene da ZFM que,  ao longo dos anos,  arrecadou milhões e milhões de dólares em pagamento de impostos, mas sem que isso, tenha representado melhorias na qualidade de vida, com  investimentos públicos, gerando retorno social  em forma de mais habitação, segurança pública, saúde ou saneamento, essenciais para uma melhoria na qualidade de vida da população. Só entendo riqueza socialmente justa, se todos  tiverem acesso a ela de forma equitativa, com a aplicação de impostos arrecadados nesses setores sociais imprescindíveis. Ah, isso sim!
 E tudo está se repetindo como na época da “Ilusão do Fausto” em forma de embelezamento da capital, com a “destruição dos igarapés” pelo Prosamim, de belíssimos balneários antigos, mas inesquecíveis como os do Parque 10, a Cachoeira Grande e a Pequena do “Tarumã”, além de desaparecimento de todos os balneários que existiam e funcionavam aproveitando as águas brancas e despoluídas do Igarapé do Mindu. Hoje, nada mais existe.
 Manaus poderia ser hoje mais uma nova Veneza brasileira, se a cidade tivesse  preservado seus igarapés e os governos estaduais e municipais que se sucederam pós Arthur Reis, tivessem trabalhado unidos, impedindo novas invasões das águas. Bastaria, para isso, decisão e determinação política de querer fazer como o fez o governador visionário do passado que teve a coragem de impedir a continuidade da “cidade flutuante”, iniciada em 1967 e que tomou “quase todas as águas do litoral da capital amazonense, se tornando uma das mais importantes e originais expressões de viveres urbanos” como registram os livros “Cidade Flutuante” de Manaus: rediscutindo conceitos” do pesquisador Leno José de Souza, publicado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em revista indexada. e “Assistência aos Desassistidos de Manaus”,  TCC da professora da Ufam Iraíldes Caldas Torres”, citado no livro O CAMINHO NÃO PERCORRIDO – A trajetória dos assistentes sociais masculinos em Manaus, de Carlos Costa (Imprensa Oficial, 1986).   
 Segundo registros históricos, a cidade flutuante foi formada por imigrantes nordestinos (op cit. Iraildes Torres Caldas) depois da falência do ciclo econômico da borracha, mas também podiam ser encontrados ingleses, franceses, judeus, gregos, portugueses, italianos e espanhóis que desenvolviam ofício de comerciantes. Contudo para receber as pessoas que residiam na “cidade flutuante”, o governador teve que praticamente abrir um novo bairro, edificando casas dando origem ao hoje bairro da Raiz, para receber os ribeirinhos. Se houvesse essa preocupação há muito mais tempo, os igarapés que cortavam Manaus, os balneários que existiam e outras relíquias da história poderiam continuar existindo e não teria sido necessário a aterramento dos igarapés para a construção que embelezaram Manaus sim, mas tudo isso poderia ter sido evitado!
 O que aconteceu durante o que descreve a professora Ednéia Mascarenha Dias, em seu excelente trabalho crítico, pode voltar a se repetir mais uma vez se a verdadeira vocação para o desenvolvimento econômico não for desenvolvida no Amazonas, buscando sua biodiversidade existente voltada à pesquisa de remédios e outros produtos originários da floresta. O Estado já perdeu a riqueza da borracha, que bem ou mal, produziu melhorias quando retornava em forma de investimentos do Governo Getúlio Vargas; o governador Eduardo Ribeiro os investia em obras de embelezamento da capital com a construção do Teatro Amazonas, pontes de ferros trazidas da Inglaterra e montadas em Manaus, tudo para “inglês ver” e viver bem, como se ainda vivesse em Liverpool e não em uma densa, exuberante e sofrida floresta!  
 Não discuto se foram úteis e necessárias essas obras, mas sei que aterrar igarapés para embelezar Manaus, em um momento em que o Amazonas necessita de investimentos em educação, saúde, habitação, jamais será considerado prioridade emergencial; mas politiqueira, apenas! 

PENSAMENTO DA SEGUNDA-FEIRA

Quem perpetra a inverdade a si mesmo condena

AUMENTA A PRESSÃO POR ACESSO A DOSSIÊ SECRETO DURANTE O CONCLAVE PARA ESCOLHA DO NOVO PAPA


Deborah Berlinck e Fernando Eichenberg
Cardeais iniciam nesta segunda-feira em Roma a reunião fundamental que vai prepará-los para a escolha do futuro Papa. A atmosfera do encontro - conhecido como congregação geral - é espiritual, segundo os participantes, e em nada lembra o bate-boca de um Parlamento italiano.
Mas desta vez, sob o choque do mais dramático gesto da História recente da Igreja - a renúncia de um Papa -, os cardeais chegam com uma cobrança: querem saber o conteúdo do dossiê secreto entregue ao Papa Bento XVI, pouco antes da renúncia, relatando problemas comprometedores à imagem já desgastada da Igreja. E os nomes dos responsáveis.

domingo, 3 de março de 2013

JUÍZES CRITICAM DECLARAÇÃO DE JOAQUIM BARBOSA

Conjur
Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação dos Juízes Federais do Brasil e a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho emitiram neste sábado (2/3) nota pública em que classificam de “preconceituosa, generalista, superficial e, sobretudo, desrespeitosa” a declaração do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, a jornalistas estrangeiros.
Em entrevista coletiva concedida na quinta-feira (28/2) a correspondentes internacionais, Barbosa afirmou que os juízes brasileiros têm mentalidade “mais conservadora, pró status quo, pró impunidade”. Já os integrantes das carreiras do Ministério Público seriam “rebeldes, contra status quo, com pouquíssimas exceções”.
Para as entidades que representam os juízes, as conclusões de Joaquim Barbosa partem de “percepções preconcebidas”. Os juízes consideram “incabível” a comparação das carreiras da magistratura e a do Ministério Público, já que o MP é a parte responsável pela acusação no processo penal enquanto os juízes não têm obrigação nem com a defesa nem com a acusação, mas "a missão constitucional de ser imparcial" e garantir um processo justo.

A DURA ROTINA DE UM PRESIDIÁRIO AMERICANO

Ricardo Setti
Adam Bloss, presidiário que cumpre pena na penitenciária de Moriah, no norte do Estado de Nova York, sob estrita vigiância de guardas armados, dá duro cortando blocos de gelo do Lago Flower que serão usados na construção de um palácio para um tradicional festival na pequena cidade de Saranac Lake.


O presidiário da penitenciária de Moriah, em Nova York, começa seu "programa de choque" todo dia às 5h30 da manhã

Presidiário, nos Estados Unidos, não tem colher de chá, e não raro a pena inclui trabalhos forçados. No caso de Adam, ele está inscrito num chamado “programa de choque” destinado a “constuir caráter e auto-estima”.
Se ele for bem, poderá obter redução de pena, mas o programa não é mole: todo dia, ele começa a trabalhar às 5h30 da manhã e é obrigado, depois, a frequentar uma série de aulas. Após seis meses dessa vida, será submetido a provas e avaliações para as autoridades constatarem se merecem o benefício da redução.
Igualzinho ao Brasil, não é mesmo?

CARAVANA DE LULA FOCA CIDADES ONDE PT FOI DERROTADO

Fernanda Krakovics,
O roteiro traçado pelo PT para a caravana do ex-presidente Lula, que vai preparar os alicerces para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, privilegiou cidades onde o partido é fraco ou foi derrotado nas eleições municipais do ano passado.
Não foi à toa que a peregrinação começou pelo Nordeste, região em que os petistas sempre tiveram mais votos mas perderam terreno nas últimas eleições — foram derrotados em Fortaleza, Recife e Salvador. Lula ainda vai bater bumbo em Belo Horizonte, Cuiabá e Porto Alegre, onde o PT também perdeu. O ex-presidente irá também a capitais como Manaus, onde o PT nem teve candidato, e ao Rio, onde a relação com o PMDB está conturbada.