terça-feira, 2 de outubro de 2012

MINISTRO CELSO DE MELO DO MENSALÃO: "ASSALTO À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA"

Rodrigo Haidar, Consultor Jurídico
Penúltimo ministro a votar na trigésima sessão de julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, o decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, não poupou adjetivos para classificar os crimes cometidos pelos réus do chamado núcleo político da denúncia.
De acordo com seu voto, os condenados lançaram mão de “ações moralmente inescrupulosas e penalmente ilícitas que culminaram, a partir de um projeto criminoso por eles concebido e executado, em verdadeiro assalto à Administração Pública”.
O ministro acompanhou na íntegra o voto do relator, Joaquim Barbosa, para condenar 12 dos 13 réus, cujas condutas foram julgadas no item que terminou nesta segunda-feira (1/10), que faz parte do capítulo seis da denúncia – clique aqui para ler.
A maior parte dos ministros refutou a tese de que o dinheiro distribuído para partidos da base aliada no primeiro mandato do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era caixa dois destinado a pagamento de dívidas de campanha. Para eles, tratou-se de compra de apoio político no Congresso Nacional.


 De temperamento calmo, o ministro Celso de Mello foi incisivo e se mostrou indignado ao analisar a conduta dos réus. Isso fica claro nos fragmentos do seu voto, que o ministro liberou para publicação pela revista Consultor Jurídico. Para o decano, “o ato de corrupção constitui um gesto de perversão” da ética do poder. O ministro afirmou que a República “não tolera o poder que corrompe nem admite o poder que se deixa corromper”.
Sobre a Ação Penal 470, Celso de Mello afirmou: “Este processo criminal revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder, como se o exercício das instituições da República pudesse ser degradado a uma função de mera satisfação instrumental de interesses governamentais e de desígnios pessoais”.
O decano do Supremo afirmou que o cidadão “tem o direito de exigir que o Estado seja dirigido por administradores íntegros, por legisladores probos e por juízes incorruptíveis”. E emendou: “O direito ao governo honesto – nunca é demasiado reconhecê-lo – traduz uma prerrogativa insuprimível da cidadania”.
O ministro ainda classificou como marginais do poder os réus envolvidos no esquema de compra de apoio político elaborado pelo PT, de acordo com a Procuradoria-Geral da República e, agora, o Supremo Tribunal Federal.
“Esse quadro de anomalia, Senhor Presidente, revela as gravíssimas consequências que derivam dessa aliança profana, desse gesto infiel e indigno de agentes corruptores, públicos e privados, e de parlamentares corruptos, em comportamentos criminosos, devidamente comprovados, que só fazem desqualificar e desautorizar, perante as leis criminais do País, a atuação desses marginais do Poder”.

GOVERNO QUER COIBIR ABUSOS EM TARIFAS BANCÁRIAS

Gabriela Valente e Cristiane Bonfanti
Em nova investida contra o alto custo dos empréstimos e serviços prestados por instituições financeiras para os consumidores no Brasil, o governo federal deu nesta segunda-feira mais um passo para monitorar com lupa as tarifas bancárias e detalhar esses custos.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e o Banco Central anunciaram a criação de um grupo com técnicos dos dois órgãos para diagnosticar irregularidades na cobranças dessas taxas e coibir excessos.
O Ministério da Justiça considera que, hoje, o formato que as tarifas são apresentadas ao consumidor no site do BC — taxas mínimas e máximas — impede a comparação com as tarifas de outras instituições e faz com que os brasileiros não saibam ao certo o que pagam. 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

TV JUSTIÇA - AO VIVO, O JULGAMENTO DO MENSALÃO- 30º DIA

PENSAMENTO DA SEGUNDA-FEIRA

Quando um anão se comunica com espíritos, deixa de ser anão e passa a ser "médium"

NOVA PESQUISA DÁ VITÓRIA PRA ARTHUR

De acordo com pesquisa realizada com 1.066 eleitores de Manaus, pelo Instituto Diário e registrada no TRE sob número  00030/2012, publicada na edição de domingo do Jornal Diário do Amazonas,  antecipada para este sábado,  mostra o  seguinte resultado: 
Artur Neto(PSDB) - 36%
Vanessa Grazziotin(PCdoB) -  28%
Henrique Oliveira (PR) - 12%
Serafim Correa (PSB) - 10%
Sabino Castelo Branco (PTB) - 6%
Pauderney Avelino (DEM) 4%
Luiz Navarro (PCB) - 0,8%
Herberth Amazonas (PSTU) - 0,5%
Jerônimo Maranhão (PMN) - 0,3%
Brancos/ Nulos -  3%

DEZ CAPITAIS DECIDEM ELEIÇÃO NO 1º TURNO

Marcelo Portela e Elder Ogliari, Estadão.com.br
Na reta final da corrida eleitoral, as pesquisas de intenção de voto mostram que a eleição deste ano será bastante disputada. As sondagens mais recentes indicam que em apenas 10 das 26 capitais a eleição poderá ser definida no primeiro turno. Situação diferente à de 2008, quando 11 tiveram segundo turno. Já em oito capitais os candidatos aparecem em situação de empate técnico.
A disputa em Boa Vista (RR) é uma das mais discrepantes – Teresa Surita (PMDB) tem 54% na intenção de voto, de acordo com o Ibope, enquanto o segundo colocado, Mecias de Jesus (PRB), conta com 19%. Em Manaus (AM), a corrida é a mais disputada. Os dois primeiros colocados – Arthur Virgílio (PSDB) e Vanessa Grazziotin (PC do B) – aparecem numericamente empatados, com 29% das intenções de voto.

STF INICIA JULGAMENTO DE DIRCEU, DELÚBIO E GENOÍNO

Eduardo Bresciani, Estadão.com.br
Os réus acusados de comprar o apoio político de parlamentares no Congresso, entre eles o ex-ministro José Dirceu, começam a ser julgados nesta semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte vai concluir nesta segunda-feira, 1, a análise da conduta dos réus ligados ao PP, PTB, PMDB e PL (atual PR) e a tendência é que na quarta-feira o ministro relator do caso, Joaquim Barbosa, comece a apontar quem considera culpado pela compra dos votos, em cuja fatia está Dirceu.
O julgamento completa nesta segunda dois meses com a realização da 30.ª sessão. O ministro Dias Toffoli vai concluir seu voto sobre os beneficiários do valerioduto e, na sequência, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto irão se pronunciar. Como nesta etapa do fatiamento existem 13 réus, a definição sobre o tema deve tomar toda a sessão.