quarta-feira, 18 de julho de 2012

O TRANCO DE SARNEY EM EDUARDO BRAGA

Na última sessão do Senado antes do recesso parlamentar, ontem à noite, Eduardo Braga tomou um tranco de José Sarney quando tentou incluir (de surpresa) na pauta de votações do plenário quatro mensagens de liberação de crédito externo para estados e municípios que sequer haviam sido discutidas com os demais senadores na Comissão de Assuntos Econômicos.
Sem tomar conhecimento do pedido de Braga, Sarney desautorizou a votação dizendo que a Presidência do Senado “não tinha conhecimento das matérias”. Já no final da sessão, para amenizar o constrangimento, Sarney elogiou o desempenho “responsável” de Braga na liderança do governo.

Por Lauro Jardim

PENSAMENTO DA QUARTA-FEIRA

Fé é o pássaro que sente a luz e canta quando a madrugada é ainda escura.

SUBSTITUTO DE DEMÓSTENES TRABALHA 1 DIA E GANHA R$ 13 MIL

Iara Lemos

O senador Wilder Morais (DEM-GO, foto abaixo), que assumiu o mandato que pertencia ao senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), vai receber cerca de R$ 13 mil reais referentes ao mês de julho. Desde que assumiu o cargo na última sexta (13), ele não voltou à Casa. Nesta quarta (18), o Congresso entra em recesso e só retoma os trabalhos em 1º de agosto.

Segundo a assessoria de imprensa do Senado, Wilder terá direito a receber o valor proporcional aos dias depois que assumiu referente ao subisídio pago aos parlamentares, no valor de R$ 26.723,13, mesmo sem comparecer ao Senado no período. Wilder também receberá do Senado uma ajuda de custo para as despesas com a mudança. O valor da ajuda de custo não foi informado pelo Senado.


AGENTE DA POLÍCIA FEDERAL É ASSASSINADO NO CEMITÉRIO EM BRASÍLIA

Jaílton de Carvalho
O agente Wilton Tapajós Macedo, 54 anos, foi assassinado, ontem, terça-feira com dois tiros, no cemitério campo da Esperança em Brasília (DF), às 15h. Ele foi um dos policiais federais da Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira.
A polícia federal abriu inquérito para investigar o homicídio. Mas ainda não tem pista dos suspeitos. O crime teria sido cometido por dois homens. Os dois teriam fugido em um Gol. 

terça-feira, 17 de julho de 2012

PENSAMENTO DA TERÇA-FEIRA

A arte de vencer aprende-se nas derrotas.
(Simón Bolívar)

DELÚBIO DIZ TER AGIDO SOZINHO E NEGA MENSALÃO


Vannildo Mendes, Estadão.com.br
Em memorial sucinto enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares assumiu sozinho a responsabilidade pela distribuição de recursos ilegais a políticos e partidos da base aliada do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Mas negou que os pagamentos tivessem relação com o "falacioso mensalão" e alegou ser inocente das acusações de corrupção ativa e formação de quadrilha.
A estratégia de colocar a conta do mensalão nos ombros de Delúbio para livrar os demais réus foi combinada pelo "núcleo central da quadrilha", definição usada pela Procuradoria-Geral da República na denúncia entregue ao STF em 2007, como antecipou o Estado em 2 de julho. O acerto teria sido articulado entre o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), apontado como "chefe da organização criminosa", o ex-presidente do PT José Genoino e o próprio Delúbio.
Segundo o ex-tesoureiro, as acusações "não se sustentam". "Os repasses de valores (…) tiveram como única finalidade o pagamento de despesas decorrentes de campanhas eleitorais, tanto dos diretórios estaduais do PT, quanto dos partidos que integravam a chamada base aliada", afirma Delúbio. "Restou comprovado que o dinheiro utilizado para pagamento de dívidas de campanha foi obtido por meio de empréstimos, junto ao Banco Rural e ao banco BMG", insistiu, embora a CPI dos Correios, em 2005, tenha afirmado que o dinheiro teve origem em repasses irregulares do governo para empresas do empresário Marcos Valério e, de lá, para o caixa do PT.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

SEM LÉ COM CRÉ

COMENTÁRIO

Ricardo Noblat

Salvo a encantadora namorada do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso desde 29 de fevereiro último sob a acusação de ter montado uma quadrilha para explorar jogos ilegais, ninguém merecedor dos holofotes da mídia parece ter dito coisa com coisa na semana passada. Absurdo o descompasso entre o discurso e a realidade, entre o anunciado e a coerência.
Aos 30 anos de idade, Andressa Mendonça é mãe dos dois filhos do empreiteiro Wilder Pedro de Morais, que assumiu no Senado a vaga de Demóstenes Torres. Faz 10 meses que trocou Wilder por Cachoeira.

A prisão do namorado não acrescentou uma única ruga ao rosto de Andressa (foto). Nem a levou a reduzir o número de escovas. Andressa é assídua freqüentadora da penitenciária da Papuda, em Brasília, onde Cachoeira está isolado.
Usa o resto do seu tempo para cuidar dos filhos em Goiânia e de sua loja de roupas íntimas, com direito a uma "sala de fetiche".
Provocada por jornalistas, antecipou o que imagina fazer no dia que Cachoeira for solto: "Vou começar a defender a legalização dos jogos." Falou sério!
Nada mais de acordo com o que conferiu projeção ao namorado. De resto, um desassombrado tributo ao arriscado e incompreendido ramo de atividade que garante o pleno conforto do casal.
Ingenuidade e transparência costumam ser boas companheiras. A verdade sai ganhando com a parceria delas. Quanto à esperteza e malícia, vez por outra assinam desastres inesquecíveis ou trapalhadas pitorescas.
Da ingênua Andressa à esperta em treinamento Dilma Rousseff.
O que foi mesmo que elegeu a senhora para suceder Lula?
Sua simpatia? Não, não foi. A paciência que somente os sábios e os mais velhos transpiram no trato com os afoitos e apressadinhos? Não foi.
Sua destreza no manejo das palavras? Também não. Algo de mágico chamado carisma? Menos ironia, Noblat! A mulher é presidente! Sua cancha em disputar eleições? Jamais disputara uma antes.
Lula escolheu Dilma para manter aquecida a cadeira que foi dele durante oito anos. Mas o que a elegeu foi a satisfação da maioria dos brasileiros com os resultados da economia.
Mais dinheiro no bolso e mais crédito na praça desidratam escândalos, desmoralizam a moral e fazem tábula rasa da ética. É assim, infelizmente.
E como é que essa senhora, que por tantos anos celebrou o crescimento do Produto Interno Bruto(PIB), o indicador do conjunto de riquezas do país; como é que ela, ao ver o PIB ladeira a baixo, comete o atrevimento de dizer que o PIB não tem lá essa importância toda, importante é como cuidamos das nossas crianças e adolescentes?
Quer dizer: Pibão vale. Merece ser reverenciado. E por causa dele cabe acicatar os desafetos políticos. Pibinho não vale. Entra em cena o vinde a mim as criancinhas! Para quê? Para serem mais bem alimentadas com menos recursos?
Aproxime-se para lá, dona Dilma! Respeito à inteligência alheia é bom e ainda tem quem goste.
De Dilma, a esperta meio sem jeito, à senadora Kátia Abreu, ex-DEM do Tocantins, uma das estrelas do recém criado PSD e autora da ameaça recente de abrir uma dissidência no partido que não é de direita, nem de esquerda, nem de centro, segundo seu fundador Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo: dissidência para quê, cara senadora?
Kátia apoiava a decisão do PSD mineiro de reforçar a candidatura à reeleição do prefeito Márcio Lacerda(PSB), de Belo Horizonte, o queridinho do senador Aécio Neves (PSDB).
Aí Kassab, para agradar Dilma, atropelou o PSD mineiro e mandou que apoiasse a candidatura a prefeito de Patrus Ananias, do PT. Kátia não se conforma.
Dezoito quilômetros, percorridos em quinze minutos de carro, separam a mineira Paraisópolis, cidade de 20 mil habitantes, da paulista São Bento do Sapucaí, com cerca de 12 mil habitantes.
No mais rico Estado do país, o DNA do PSD é tucano. No segundo mais rico começa a se tingir de vermelho. A ideia da dissidência não junta lé com cré.
O vice-presidente da República, Michel Temer, abriu as portas do PMDB para Kátia. Que vê com simpatia a chance de se mudar para lá.
Caso se mude, terá deixado o PSD porque em Minas ele aderiu ao PT. Para cair no colo do PMDB, que simula governar o país aliado ao PT. Pensando bem, não faz sentido. Mas pensando melhor, até que faz.
Fez sentido Demóstenes Torres culpar a imprensa pela cassação do seu mandato - e logo ela que o apontava como o príncipe da decência. Afinal, a quem Demóstenes poderia culpar?
Não faz sentido a CPI do Cachoeira reconhecer desde já o seu fracasso. Deixou a Delta em paz? E daí? Em compensação pôs para circular um campeão de audiência.
Nada a ver com conversas gravadas de Cachoeira com sua gang.
É um vídeo extraído do acervo da CPI que mostra uma atraente assessora do senador Ciro Nogueira (PP-PI), semi-coberta de tatuagens, entregue aos cuidados amorosos de um assessor do senador Sérgio Petecão (PSD-AC).
O vídeo está custando uma nota no mercado paralelo.