sábado, 24 de março de 2012

PENSAMENTO DO SÁBADO


Geralmente as criaturas escolhem a quem seguir, pela aparência do corpo físico, beleza, elegância, pelas maneiras e atitudes, pelo modo de vestir e de falar. Os mestres, porém, de modo geral, a ninguém escolhem, mas aguardam os que realmente os buscam

AMOR CONTIDO

Amas a minha ausência mais que a mim
Na covardia mor do teu capricho.
Mas se achas no começo do teu fim,
Logo a mim, que te amei desde o início.

Num confuso e eterno deixa-disso,
Teu amor se retrai, quanto mais queres
Menos a mim, e mais meu compromisso
E sabes tu, que ganhas, quando deres...

No desencontro desse amor contido,
Amargas solidão quando derramas
A dor que doi em mim, que não consigo

Compreender tamanha sutileza
De alcançar na forma que em amas
Sentimento de tão grande nobreza.


Genézio Mendes é poeta paraibano, de Serraria, autor do Amor em três Tempos e residente no eixo- João Pessoa-Recife, disseminando a cultura em verso e prosa

PAPA CHEGA AO MÉXICO E PROMETE CRITICAR VIOLÊNCIA CRESCENTE NO PAÍS


"‘Vou rezar por quem sofre de todas as formas de violência", disse, em espanhol

O Papa Bento XVI iniciou sua visita de três dias ao México atacando diretamente a violência — como havia adiantado que faria, ainda no avião papal. O avião que trazia o pontífice aterrisou pouco depois das 19h30 (horário de Brasília) em León, no México — o país abriga a segunda maior população católica do mundo.
— Eu vou rezar especialmente para aqueles que estão necessitados, particularmente por aqueles que sofrem por causa de novas e velhas rivalidades, ressentimentos e todas as formas de violência — disse, em espanhol, em seu primeiro discurso em solo mexicano.
O presidente Felipe Calderón, que tenta a reeleição em julho e sofre desgaste por não conseguir conter a escalada da violência, espera encontrar algum conforto nos discursos de Bento XVI.
— O México tem sofrido, como a Sua Santidade sabe bem, a cruel violência do crime organizado — disse o presidente em seu discurso de boas vindas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

CHARGE DO AMARILDO


HUMOR

QUASE TUDO MUDOU, MAS NEM TUDO

Carlos Costa é jornalista escritor
Quase tudo mudou...quase tudo. Mas nem tudo! Mudaram os valores da sociedade, a ética, a falta de moral de alguns políticos, a corrupção em hospitais, desvios de verbas em várias áreas, mas as leis não mudaram para acompanhar essas mudanças sociais que ocorrem rápido demais e punir os criminosos, modernizando e agilizando a Justiça porque poucos legisladores se aperceberam disso!Mudaram a moda, – que saudades dos vestidinhos “tubinho” que modelavam gostosamente os corpos das mulheres -. Os gostos, costumes, tecnologias de ponta também mudaram. Só não mudou o desrespeito aos deficientes, às grávidas, aos cadeirantes e idosos que vêm constantemente seus espaços em estacionamentos privados ou públicos serem ocupados por outras pessoas, em uma total falta de respeito! Não sabem essas pessoas é que um dia, todos serão iguais aos que hoje eles desrespeitam, mas todos, no futuro, entenderão sobre o que estou escrevendo agora!Mudaram os preços, moedas, presidentes – graças a Deus os militares deixaram o poder. Ministros e o comando do Brasil também mudaram. Só não mudaram a Lei de Licitações Públicas, o Código Penal (aliás, mudou sim; mas só para beneficiar presos), a Justiça que continua cada vez mais lenta, cheia de intermináveis recursos protelatórios, a cidadania que continua a eleger políticos de ocasião que prometem tudo, mas não fazem nada, as administrações municipais corruptas, as calçadas rebaixadas serem livres como pássaros livres, os cadeirantes! Ah, isso não mudou para melhor; só para pior!
Mudaram a “ética” das empresas privadas, o conluio para fraudes ficou mais sofisticado, as corrupções com desvios de recursos de saúde, segurança, Previdência se tornaram mais explicitas. Até diplomas falsos já são comercializados no meio da rua e tudo ficou mais “perfeito”. Mudaram também os valores das propinas ofertadas aos administradores públicos, mas o ECA não mudou e continua protegendo “adolescentes” que matam mais de uma vez para sustentar vícios,  estupram várias  vezes e, no máximo, recebem penas leves, ganham liberdade e ainda continuam sem culpa!O que não mudou mesmo foi o hábito dos motoristas de beber, dirigir, matar, entrar e sair pela porta da frente das Delegacias porque “não houve a intenção de matar”.  O morto, coitado, era quem estava na hora errada e no local errado!Mudaram os princípios, os valores da sociedade. Novos Estatutos foram implantados, dividindo a sociedade antes una, entre negros, brancos, índios e quilombos, dando direitos a cada uma dessas parcelas. Mas não mudaram a intolerância religiosa, raça, opção sexual, todas formadas pela estupidez, ignorância e idiotice de muitos! 
Depois da reforma protestante de Martin Lutero, movimento cristão ocorrido no século XVI, em 1517, mudou a crença religiosa e novas  igrejas foram fundadas; mas Deus continuou sendo um só e isso não mudará nunca! O resto tudo poderá mudar, inclusive o Estatuto da Criança e ao Adolescente, para o mesmo tipo de crime várias vezes. Também não mudou o tratamento para os “drogaditos”! Mas o que não mudou só depende da sociedade se mobilizar e mudará!

PENSAMENTO DA SEXTA-FEIRA

O ato sexual mexe com os todos os sentidos, além de engajar também os circuitos emocionais do cérebro

JUIZ APOSENTADO NÃO TEM DIREITO A FORO ESPECIAL


Carolina Brígido, O Globo
O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou nesta quinta-feira que juízes aposentados não têm direito a julgamento em foro especial. Mesmo sendo a magistratura vitalícia, segundo a Constituição Federal, o benefício não dura a vida inteira.
A decisão foi tomada no julgamento de dois recursos de desembargadores que, apesar de não estarem mais na ativa, queriam continuar respondendo a processos judiciais em foro privilegiado. A decisão foi tomada apenas nos dois casos, mas servirá de parâmetro para definir outras situações semelhantes.
Uma delas é a ação penal que investiga a participação de integrantes do Judiciário no esquema de venda de sentenças a integrantes do jogo do bicho. O caso veio à tona na chamada Operação Hurricane, da Polícia Federal. A parte do STF na investigação está paralisada por falta de definição do foro que julgará os cinco réus.
Dois réus – o desembargador José Eduardo Carreira Alvim, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, e o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina – foram aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O relator do processo, ministro Gilmar Mendes, determinou a transferência do processo para a primeira instância, porque não sobraria mais ninguém com direito ao foro especial que justificasse a manutenção do caso no STF.