domingo, 4 de março de 2012

LULA É INTERNADO COM FEBRE E INFECÇÃO PULMONAR

POLÍTICA

 

Marcelle Ribeiro, O Globo
O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva foi internado na tarde deste domingo no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com febre e infecção pulmonar. Lula faz tratamento contra câncer de laringe.
Segundo boletim médico divulgado às 16h30 pelo hospital, o ex-presidente deu entrada com febre baixa. Ele foi avaliado por médicos, que constataram infecção de leve intensidade no pulmão. A equipe médica iniciou o tratamento com aplicação endovenosa de antibióticos.
De acordo com assessoria do Sírio-Libanês, o presidente dormirá no hospital neste domingo e “continuará em tratamento pelos próximos dias”. Ainda não há previsão de alta.
A equipe médica que trata o ex-presidente é coordenada pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz e David Uip.
Em 17 de fevereiro, antes do Carnaval, Lula fez sua última sessão de radioterapia. Sofrendo os efeitos colaterais do tratamento contra o câncer na laringe, ele ficou internado no Sírio-Libanês. Devido à radioterapia, ele começou a sentir dores na garganta, mais rouquidão e dificuldade para deglutir. Foi internado com sinais de fadiga e tosse. Ficou doze horas sem conseguir beber água nem se alimentar. Os médicos detectaram uma inflamação na mucosa da laringe e Lula foi medicado, hidratado e recebeu suporte nutricional por soro. Também ampliou o tratamento de fono e fisioterapia.
Ao fazer uma tomografia para diagnosticar a inflamação na garganta, os médicos confirmaram que o tumor havia sido eliminado. Os médicos esclareceram que o fim do tumor não significa, ainda, a cura da doença, mas é um sinal de boa resposta ao tratamento.

PENSAMENTO DO DOMINGO

Quando a consideração que se dispensa às pessoas é medida pelo peso do ouro que elas possuem, ou pelo nome que trazem, que interesse podem ter elas em se corrigirem de seus defeitos?

NOVA LEI TRABALHISTA GARANTE CARTEIRA ASSINADA A EMPREGADO EVENTUAL

Iuri Dantas, Estadão.com.br

O governo Dilma Rousseff vai propor ao Congresso mudanças nas leis trabalhistas para criar duas novas formas de contratação: a eventual e por hora trabalhada. A proposta vai beneficiar o setor de serviços, que é o que mais emprega no País, estimulando a formalização de trabalhadores que hoje não têm carteira assinada.
A alteração faz parte do Plano Brasil Maior, como é chamada a nova política industrial.
"Estamos formatando a proposta", disse o ministro do Trabalho, Paulo Roberto dos Santos Pinto. "Vamos concluir o mais rapidamente possível."
As mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem dar mais dinamismo ao mercado e, na prática, permitir carteira assinada para quem trabalha dois dias por semana ou três horas por dia, por exemplo, com direito a pagamento de férias, 13.º salário e FGTS.
Para reduzir as eventuais críticas, o governo pretende vender as mudanças na CLT como uma "modernização" do marco regulatório do mercado de trabalho. Também será repetido que as mudanças não representarão perdas de direitos trabalhistas.
Em janeiro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, defendeu a ideia em Nova York. "Podemos avançar nesse campo sem comprometer um único direito trabalhista já conquistado. As propostas feitas pela classe empresarial às quais eu tive acesso preservam os direitos que os trabalhadores brasileiros têm", afirmou o ministro, petista histórico e próximo de Dilma há quatro décadas.

sábado, 3 de março de 2012

PENSAMENTO DO SÁBADO

O mundo está cheio de pessoas que trazem o sorriso nos lábios e o veneno no coração; que são doces, contanto que ninguém as moleste, mas que mordem a menor contrariedade, cuja lingua doirada quando falam face a face, se transforma em dardo venenoso, quando falam por trás. (A.K)


O MEU OUTDOOR COM O AVIÃO DA CRUZEIRO DO SUL”

Carlos Costa é jornalista e escritor
Alegremente, seguia eu e membros de minha família – geralmente com meu pai, rumo ao Aeroporto Internacional Ajuricaba, - nome supostamente dado em homenagem a um índio guerreiro que teria sido aprisionado e acorrentado pelos portugueses na época da colonizaçãodo Amazonas a partir de 1945, e quesupostamente se jogara da canoa que o transportava, e morrido afogadono famoso “Encontro das Águas”, dos rios Negro e Solimões, hoje cartão postal de Manas e patrimônio natural da humanidade -. Mas isso fica para a história definir.
O importante mesmo é dizer que todas as vezes que eu e membros de minha família nos dirigíamos ao Aeroporto Internacional para sentir o prazer de ver as poucas e raras aeronaves pousando, geralmente da empresa Cruzeiro do Sul ou Varig, eu ficava encantado observando um outdoor na saída da esquina das Ruas Branco e Silva com Leopoldo Peres, que levava até ao Aeroporto, até finais da década de 70.
Mesmo quando passeava em ônibus de madeira, fabricados na própria garagem da empresa Ana Cássia, feito em cima de chassi de caminhões, sempre dava um jeito de olhar para o “meu outdoor” porque normalmente escolhia a linha do ônibus que dobraria na Rua Branco e Silva e, com isso, tinha certeza que veria mais uma vez o “meu outdoor”predileto, como passei a considerá-lo, tal era nossa relação de cumplicidade. Ele, ali parado; e eu também parado, feito um bobo, a observá-lo para depois, no Aeroporto, conferir com um avião de verdade. E não é que tudo que existia nos aviões que pousavam, se encontravam também no “meu outdoor”?
Mesmo quando passei a ser autônomo vendendo picolés, jornais, cascalho pelas ruas do Morro da Liberdade, sempre que podia seguia a pé pela Rua Branco e Silva só para perder algum tempo precioso para só ver mais uma vez aquela maravilha! Como um avião grande, coube todo aí? – me questionava muitas vezes, espantado e maravilhado com aquela placa imensa que era vista também por toda e qualquer pessoa que se dirigisse ao Aeroporto Ajuricaba, ou de “Ponta Pelada”, como também era chamado, bastava que olhassem para o lado direito da via! O porquê de “Ponta Pelada” não me pergunte; não saberei lhe responder, também! Só sei que era assim!
Anos depois, ao passar na esquina para olhar mais uma vez para o Depois que o progresso passou a freqüentar pela cidade de Manaus depois de 1969 com a implantação da Zona Franca, “meu outdoor”, com o meu avião da Cruzeiro do Sul não se encontrava mais no local deixou de fazer parte integrante da esquina das ruas. O que teria acontecido com o avião da “Cruzeiro do Sul”? Ele teria decolado? Não sei lhe responder.
O certo é que no local passou a existir outra propaganda, no mesmo espaço de “meu avião”!
Depois que “levaram meu avião”, também perdi o interesse em virar meu rosto para procurar o “meu outdoor”, mesmo se fosse andando em ônibus ou em carros pretos Aerowillys,“os carros de Aeroporto” os mais luxuosos da época, todos pretos e grandes, com quatro portas, na companhia de meu amigo João Couto da Silva, que o pai de meu amigo de infância possuía e sempre me levava até ao local.
Perdi e meu encanto infantil e o interesse em olhar para “outdoors” de novo. Depois disso, os outdoors passaram a ser uma coisa supérflua! Por que levaram o “meu avião”?

CPRM APONTA PARA CHEIA HISTÓRICA DO RIO NEGRO NESTE ANO, SUPERANDO 2009


A cheia do Rio Negro deste ano, em Manaus, deve causar danos e afetar a cidade como a de 2009, a maior até hoje registrada em Manaus. O prognóstico é do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que em seu Monitoramento Hidrológico mostra que a atual cota do Rio Negro está apenas 22 centímetro abaixo da de 2009, nesta mesma semana. Em 29 de fevereiro, a cota do rio era de 26,14 metros.
“Esta é a segunda maior cota do rio para a primeira semana de março na serie histórica desde 1902, quando iniciaram a medição do Rio Negro”, explicou o chefe de meteorologia da CPRM, Daniel Oliveira.
A cheia deve atingir seu pico em meados de junho e julho. De acordo com Oliveira, apesar do alto nível da cota do rio, ainda é muito cedo para saber se a enchente deste ano irá superar a cheia de 2009. “O primeiro alerta de cheia será divulgado no final do mês e os demais nos últimos dias de abril e maio”, afirmou.
Oliveira explicou que a principal causa da elevação das águas são as fortes chuvas que afetam a região. “As precipitações nas cabeceiras dos rios estão sendo muito grandes e este é o motivo da cheia elevada no Rio Negro”, frisou.
O prognóstico da CPRM é confirmado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que em seu Boletim de Prognóstico Climático aponta chuvas acima da média em março, abril e maio na região norte do Amazonas, onde está localizada Manaus.De acordo com o boletim do Inmet, divulgado em 23 de fevereiro, no próximo trimestre deve chover mais de mil milímetros
Segundo o boletim da CPRM, durante a primeira semana de março de 2009, o nível do Rio Negro em Manaus subiu em média 3 centímetros ao dia. Neste ano, a cota sobe diariamente em média 7,1 centímetros no mesmo período.
Segundo a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom), a Prefeitura já está tomando medidas preventivas para amenizar os efeitos da cheia do Rio Negro em Manaus. As área em que podem haver problemas de inundações são os bairros São Raimundo e Glória, informou o órgão.

Moradores já se preparam para a enchente
Desde dezembro, moradores de áreas que podem ser afetadas pela cheia do Rio Negro começam a se preparar para enfrentar o período. Seja arranjando uma outra área para morar ou dando um jeito de levantar as casas, o momento é de tensão para quem busca a melhor maneira possível de se acomodar.
Moradora do bairro Glória, zona oeste, há mais de 20 anos, a auxiliar de serviços gerais Dirce Moraes da Silva, 54, teme pelo desabamento da casa que há alguns meses está tombada. Segundo ela, as fortes chuvas que têm caído em Manaus contribuem para o desespero e, caso a previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) se cumpra, ela já tem planos de deixar o local.
“Como aqui nós temos dois andares, naquele ano (2009), abandonamos a área de baixo e ficamos apenas com o segundo andar. Colocamos umas tábuas para conseguir passar. Mas se isso acontecer esse ano de novo, vamos ter que sair, já que a casa está quase desabando”, contou Dirce, que mora com três filhas.
Já a dona de casa de casa Veranilce Oliveira, 30, moradora da orla do São Raimundo, zona oeste, disse que para evitar que o nível da água atinja sua casa, ela e a família começaram a optar pelas famosas marombas (subir assoalho da casa). “Primeiro a gente tenta ir subindo, se não der, a gente vai ter que sair, como foi em 2009”, contou ela.

Fonte D24