sexta-feira, 7 de abril de 2017

Petróleo atinge máxima em um mês após ataque dos EUA contra base aérea síria

Os preços do petróleo atingiram a máxima de um mês nesta sexta-feira (7) depois que os Estados Unidos dispararam mísseis contra uma base aérea do governo sírio, agitando os mercados globais e levantando preocupações de que o conflito se espalhe na região rica em petróleo, segundo a agência Reuters.
O petróleo Brent subia US$ 0,38, ou 0,69%, a US$ 55,27 por barril, às 8:16 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 0,48, ou 0,93%, a US$ 52,18 por barril.
A ação mais dura dos EUA na guerra civil de seis anos na Síria aumentou a incerteza geopolítica no Oriente Médio.
Embora a produção de petróleo da Síria seja relativamente pequena, sua localização e alianças com grandes produtores na região significam que qualquer escalada do conflito tem o potencial de aumentar os temores do lado da oferta.
Outros analistas eram mais cautelosos, dizendo que o conflito na Síria não tinha relação com os fundamentos do petróleo e que o risco político pode desaparecer tão rapidamente quanto surgiu.

Ataque com mísseis

Os Estados Unidos lançaram 59 mísseis Tomahawk contra uma base aérea na Síria na noite de quinta-feira (6), em resposta a um ataque químico que matou mais de 80 pessoas nesta semana. O balanço de mortos no bombardeio ainda está indefinido, mas as agências internacionais falam entre quatro e nove mortos.
A agência estatal síria afirma que nove civis, entre eles crianças, morreram. O Exército sírio diz que seis pessoas morreram, mas não indica se as vítimas são civis ou militares. Já o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), de oposição ao presidente sírio, Bashar Al-Assad, afirma que quatro soldados morreram.
O ataque é a primeira ação direta dos EUA contra Assad. Trata-se de uma mudança significativa na ação americana na região, pois até então os EUA apenas vinham atacando o Estado Islâmico.

A presidência síria afirmou nesta sexta-feira (7) que o ataque dos Estados Unidos à base militar de Al-Shayrat foi "irresponsável" e "imprudente", segundo a Associated Press.

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