sexta-feira, 8 de março de 2013

VELHO BABÃO

Crônica

Desconheço, coisa mais asquerosa, coisa mais nojenta, que um homem de meia idade, achando-se sempre, um garotão.

 Calça apertadinha, cintura baixa, peles caídas, tremendo cara de pau! A cara esticadinha por ácidos e botox. E, com muito dinheiro na conta bancária, compra a menina que escolher : lourinha, moreninha, oriental, alta, olhos azuis, castanhos...Será um palhaço? Ou quem sabe um abestalhado? Ou um louco em busca da juventude perdida? Essa criaturinha, vê-se em qualquer parte do mundo. Patético! É triste, que falta de um comprimido de Simancol.
Liége Farias é
 cronista literária
 Repudiando sua maturidade, vestindo-se como um jovenzinho adolescente, sempre aos abraços com menininhas, orgulhoso patrocinador de tudo o que o dinheiro pode comprar. O Estado Civil é duvidoso : a maioria, não tem coragem de largar a família e vive, uma vida dupla. São pessoas alienadas, alguns de bom senso, nunca deixam a esposa, temendo uma velhice doentia, cautelosos, nunca deixam a esposa, sobretudo, convictos são, que num amanhã sombrio, só uma esposa vai suportar um idoso sequelado.

Semana passada, uma certa mulher, chegou mais cedo do trabalho e flagrou na sua própria cama, o marido, um velho senhor e sua empregada doméstica. A jovem, passada na casca do alho, saiu-se tão bem, como se fosse uma antiga atriz de teatro.: _"Taí seu marido, é um babão, me prometeu 500 reais, só para babar em cima de mim!" Foi demitida no ato, ele mudo, humilhado, pálido...
 A piriguete, antes de sair, mala na mão, ainda disse a última frase: "-Velho babão, me paga meus 500 reais, senão vou à Delegacia da Mulher. Ainda foi pouco para receber sua baba, velho babão!"

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