quarta-feira, 6 de junho de 2012

DESVIANDO-ME DAS DESILUSÕES


Liége Farias é cronista literária 
Fala-se muito sobre o comportamento humano, quanto mais leio sobre o assunto, sinto-me uma simples aprendiz. Porém receio que, jamais conseguirei entender os seres racionais desse planeta, azulzinho, que gira em torno de si mesmo, e de quebra, passeia em torno do sol. O planeta Terra, é apenas um grão de areia comparado ao Universo, com milhares de sóis dentro de uma Galáxia, ou seja: um conjunto aparentemente isolado no espaço cósmico de milhões  ou bilhões de estrelas, mantidas agrupadas pela gravidade, ajuda-me o Aurélio. Mistério, mistério e mistério!
O ser humano, feito de carne, ossos e sangue, é o mais perigoso dos animais. O animal irracional é capaz  de provocar feridas no corpo de um homem e o homem tem a capacidade de dilacerar a alma do seu semelhante.
Ninguém merece, ao acordar de uma bela noite de sono reparador, após o café matinal, abrir o jornal, dando de cara com crimes, assassinatos, pedofilia, o número dos despossuídos grassando, catástrofes, cheias no Norte, seca no Nordeste...
Nas relações de amor e amizade, são as zonas mais sensíveis que existem. Sempre existe alguém na multidão, com chagas na alma, provocadas ou por um amor, ou por um amigo. Feridinha de alma, cura-se passando pomada de amor! Mas, os ferimentos são mais doloridos e purulentos quando vem de alguém da família. Existe uma multidão de magoados com um familiar, frequentadores assíduos de terapeutas, querendo livrar-se dos porões escuros instalados nas suas profundezas. Porões escuros de mágoas! Pessoas com a alma aos pedaços, querendo liberar o perdão, numa batalha interior em que as mágoas contidas são como fantasmas invencíveis.
Vivo desviando-me das desilusões, se  levarmos com seriedade as pedrinhas que jogam dentro do nosso coração, tornaríamos seres reclusos, solitários e doentios. O negócio mesmo, é levar a vida na valsa! A mais forte raiz de tantos males é a falta de amor. Por amor, engolem-se muitos sapinhos, por uma amizade, engolem-se até sapões, vale tudo, mas  que serzinho impenetrável...é o ser humano!

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